Friday, August 24, 2012

O IDOSO


Tendo atingido o meio do caminho percorrido pelos idosos, permito-me fazer algumas elucubrações a respeito do comportamento das pessoas incluídas nessa classe, ou seja, com mais de 65 anos. Arrisco-me a afirmar que o período que se desenvolve a partir dessa idade, para poucos já, e para muitos nas próximas décadas, pode ser dividido em três fases: do idoso jovem, 65-74; do idoso maduro, 75-84; e, finalmente, do idoso velho, 85-94. A taxa de mortalidade aumenta, obviamente, à medida que se avança na idade, tornando raros os que conseguem ultrapassar os 94 anos, apesar do número deles estar crescendo. Na qualidade de idoso maduro posso registrar algumas características nessas três fases que tenho tido a oportunidade de observar. A primeira é a mais alienante, pois a idosa jovem luta desesperadamente contra o tempo, buscando todas as formas possíveis e impossíveis de evitar seu envelhecimento a ponto de se iludir que é jovem mesmo. Corre e saltita na rua, pinta o cabelo, faz plásticas (até os homens entraram nessa), desenvolve uma terceira dentição, elimina os óculos, se possível. O mais cômico, porém, são as roupas juvenis e esportivas que usa, sempre rindo e dando pulinhos em excursões, ou tentando dançar igual aos jovens.

Desafiam os madurões que os substituíram no trabalho, expulsando-os do comando e do poder que desfrutavam: OS EXECUTIVOS NO CORREDOR DE SAÍDA (55-64), por exemplo. Muitos deles barrigudos, de cabelos brancos e, não poucos, infartados e cheios de pontes de safena que, se não se cuidarem acabarão no cemitério ou em cadeira de rodas, perdendo a melhor idade: a de idosos jovens recém aposentados. 

Os idosos maduros, porém, já estão se preparando para se tornarem velhos, porém com saúde. É a fase em que o tempo anda rápido porque ele é mais lento. Ainda bem, com razoável segurança, mas nada de pulinhos e abusos, muito menos tinturas, plásticas e outras medidas de rejuvenescimento que os tornariam ridículos. As mulheres nesse período, ainda insistem nessa luta contra o tempo. Quantas vezes observei um casal em carro de luxo parar e dele descer, primeiro o varão de cabelo completamente branco, cheio de rugas e papadas, barriguinha pontuda, andando com certa dificuldade em direção à porta do carro em que uma jovem loira o aguarda para abri-la. Ela surge como se fosse realmente uma jovem. Roupas, jóias, cabelos e tudo mais que encobre seu corpo, até mesmo a máscara perfeita criada pelo cirurgião plástico que esconde seu velho rosto. Não conseguem, porém, dissimular o jeito de senhora idosa que se revela já ao levantar-se do banco e sair do carro; e depois no andar, no olhar, e em outras manifestações corporais de sua idade, como a voz e a  respiração.

Finalmente, chegamos ao idoso velho, quase todos com sérias limitações físicas e mentais que nada mais escondem e que lutam para sobreviver sem dor e com alguns prazeres simples que o resto da vida ainda lhes pode proporcionar. É o período em que lembranças e esquecimentos se misturam e se confundem. Em que o estar acordado, dormindo e sonhando acontecem sem muito controle. Os movimentos são lentos e cuidadosos, assim como o falar e ouvir. Ao contrário do idoso jovem que luta contra o tempo, o velho idoso o esquece. É capaz de rir e de gostar de coisas simples. Perde-se em histórias e lembranças do passado, como se estivesse viajando pelos galhos de uma árvore frondosa sem saber qual o destino de sua caminhada: não se lembrando do início dela, tampouco do fim que lhe espera. Se durar muito, deve sentir-se como o fruto velho e insosso que não conseguiu desprender-se do galho, compartilhando-o com os novos botões de flores de uma nova geração. Como tudo na natureza, uma simples brisa o levará. É o fim.

É óbvio que o exercício de escrever sobre o mundo e buscar entende-lo, e até querer salvá-lo, permanece com o idoso jovem, mas esgota-se no período do idoso maduro em que terminam seus ensaios autobiográficos. Como todas as classificações, as que agora descrevo resumidamente estão cheias de exceções. As que acontecem para abreviar nossas vidas são execradas, tornando-nos reféns do esforço da moderna medicina para prolongá-las e, com isso, tirando-nos a necessária tranqüilidade para usufruirmos o que de mais prazeroso a vida nos oferece: o de viver em harmonia e comunhão com a natureza e com nossos semelhantes.  

Conclusão: assim como perdemos parte de nossa adolescência e juventude querendo parecer mais velho, o mesmo acontece com o idoso que perde tempo precioso de sua vida no esforço vão de parecer jovem ou de transformar sua
vida em mera luta para não morrer.  
                                            FIM

Saturday, August 18, 2012

MENSALÃO, O ETERNO MENSALÃO


O Ministro Marco Aurélio Mello disse bem que nas democracias “são os meios que justificam os fins”, referindo-se, obviamente, a condenações e absolvições que devem resultar de julgamentos livres e bem feitos. Se a pressa é inimiga da perfeição, podemos dizer que a chicana é amiga da impunidade temporal que pode resultar em não encarceramento, prescrição da pena ou morte do acusado.  O que também é importante  considerar é que todo o trabalho ou serviço profissional cujo resultado tem um fim pessoal, econômico, social, cultural, deve ser conduzido com seriedade, honestidade, competência e, acima de tudo, com eficácia. E nós todos, simples mortais, ainda que criados à imagem de Deus, sabemos que a variável tempo nos condiciona de forma inexorável. Por isso, encarecemos aos nobres ministros Celso de Mello, que não sofre da chamada angústia do tempo, e ao ministro Marco Aurélio Mello, que defende a excelência na qualidade do julgamento, que síntese e agilidade são qualidades importantes na prestação de qualquer serviço em que o tempo condiciona a eficácia. E é desta que o Poder Judiciário, como serviço público, mais precisa.
                                                   FIM
         Nota: Enviada cópia a Carta do Leitor do Estadão



Sunday, August 05, 2012

DESCONFIANÇA

Dadas a omissão da fiscalização pública e a prevalência da corrupção em nosso País, considero-me perfeitamente ajustado a minha vida em sociedade. Desenvolvi, ao longo de muitas décadas, instrumentos e mecanismos de identificação de eventuais “golpes” e como me defender deles. A gama de situações em que me envolvo, aferindo dados, informações, bem como formas de relacionamento duvidosas que possam se assemelhar a eventuais golpes e logros, exigiria um verdadeiro Manual de Como Evitar Ser Logrado.

Não há dúvidas que a vida se torna mais complexa e desgastante. Confesso que não me arrependo de estar de prontidão, pois a probabilidade do consumidor confiante ser passado para trás em nosso País é altíssima. Observo, porém, que se trata de um traço cultural que desenvolvemos para sobreviver em ambiente de promessas e responsabilidades vãs, associadas a instrumentos públicos de controle da malandragem completamente ausentes ou, na melhor das hipóteses, ineficientes.

Quase sempre minhas desconfianças se comprovam na prática. Ultimamente, dada a minha avançada idade, tenho sido mais cauteloso em minhas conclusões pelo fato de me fugirem da observação, outrora precisa e atenta, dados e informações e, até mesmo, bom senso nas avaliações, levando-me a atitudes precipitadas. Hoje, por exemplo, agradeço a minha discrição e calma em abordar um golpe que pensava estar sofrendo e que, de fato, não existiu.

Fui almoçar em Restaurante-Padaria, tipo bufê, que cobra por kg, no caso R$ 3,75 por 100g, ou seja, R$ 37,50 por quilo. Já na entrada, constava a informação que o peso do prato de 804g e da tigela de sobremesa de 250g, seriam reduzidos do peso total automaticamente. Não me fixei no “automaticamente” e me servi de porções um pouco maior do que costumo fazer. Em outras palavras, em torno de 350 a 400 g de alimentos. Servi-me de frutas para sobremesa porque achei o preço de R$ 2,50 por 100 g convidativo. Peguei um copo de 300 ml de chá de mate gelado. Qual não foi minha surpresa e irritação quando logo após ter retirado meu prato observei na balança os números 804 de um lado e 360 de outro. Concluí que registraram 804 g de alimento, cujo preço fora somado ao da sobremesa e do Chá de Mate, chegando a R$ 36,00. Não tinha mais dúvida, portanto, que estaria sendo roubado, apesar de considerar que me servi mais de alimentos pesados, como bacalhau e tomate. Depois de raciocinar um pouco, pensei comigo mesmo, tenho em minha frente um copo de 300 ml conforme está nele registrado. Trata-se de líquido contido em material extremamente leve. Seria um excelente instrumento para "checar" se a balança estava corretamente regulada. Uma senhora se atrasou e me permitiu colocar o copo na balança, tendo nele aparecido o número absurdo de 484. Reajo com educação, porém com firmeza, perguntando ao atendente como 300 ml de chá pode pesar 484g e noto o espanto da senhora que testemunhou meu teste. Ele respondeu-me que provavelmente o peso do continente (de plástico super leve!) era responsável pela diferença. Sentei-me e fiquei ruminando a situação, pois notei que apesar daquela senhora estar convencida como eu que houve logro, somente acrescentou: “Infelizmente nos logram de todos os jeitos possíveis” . Ela dera o sinal para eu agir, pois tenho horror a este espírito de aceitar logros como coisas normais da vida. Resolvi, então, procurar o gerente e "pegá-lo com a mão na botija". Nesse momento, o atendente relatou o caso ao supervisor do restaurante e este me olhou. Respondi com as mãos que tudo estava bem, levantando o polegar em sinal de aprovação. Aceitando, passivamente, sua justificativa de que "não me lembrara de somar ao peso do líquido o do copo de plástico". Voltei a pesar o copo com o chá intocado para confirmar minha suspeita. Lá estavam: 484 g. Saí rapidamente do local e dirigi-me à balança da frente da Padaria e constatei que o peso era de 320 g. Pedi, então, a presença imediata do gerente para tratar de assunto urgente e do interesse do restaurante. Demorou a aparecer um jovem gerente, calmo e atencioso. Dirigiu-se a mim, dizendo que provavelmente eu não notara que a balança já faz a dedução automática do peso do prato de 804 g. Sem entender o que ele dissera, chegamos lá e ele colocou o prato na balança e em seguida o Copo de Chá de Mate sobre o prato. O resultado foi de 320 g, exatamente igual ao peso da outra balança. Saí meio confuso e perturbado com o que vira antes da explicação dele. Lembrei-me então de um detalhe que havia registrado mentalmente sem dar-lhe importância, bem no lado esquerdo da balança o número 804 e, próximo ao número 8 a sua esquerda pequeno e quase indistinguível hífen. Fui ao caixa e aí tudo ficou claro, Minha despesa incluída a sobremesa e o Chá de Mate fora de pouco mais de R$ 23,00. Portanto, o hífen era na realidade um sinal negativo antes do 804 que zerava quando se punha o prato vazio na balança. E, somente a partir daí era registrado o peso do alimento sobre o prato. Quando coloquei o copo de Chá de Mate que pesava 320 g sem o prato esse número negativo reduziu-se de 804 para 484, ou seja, exatamente os 320 g do copo. Finalmente, saí encabulado e não deixei de me dirigir à senhora que concordou comigo que estávamos sendo roubados e a seu marido, pedindo-lhes desculpas pelo meu juízo precipitado. O outro número provavelmente se tratava da sobremesa cuja balança estava quebrada e, por isso, usaram a de alimentos, fazendo os ajustes necessários, obviamente, pois em nenhum momento identifiquei clima de armação no restaurante que pudesse sustentar nova suspeita.
                                                FIM

Monday, July 02, 2012

ERUNDINA APÓIA HADDAD



O Estadão (19/6) informa:... “Segundo Campos, a deputada (Erundina) colocou-se à disposição para auxiliar Haddad nas tarefas que ele julgar importantes. "Seja na rua, na TV, na militância, nos debates ou nos comícios", disse o presidente do PSB”; e também relata:... “Quanto a Maluf, Rui Falcão (Presidente do PT) afirmou que o PT tem discordâncias das idéias dele (Maluf), mas há concordância quanto ao diagnóstico e as soluções para os problemas de São Paulo”.... E nós dizemos e perguntamos: Quem entende de política no Brasil são LULA e Maluf. Juntos, finalmente, serão imbatíveis? O que não falta em nosso País são bobos da corte. Será que o destino de Rigoletto na Ópera de Verdi, recentemente encenada no Theatro Municipal de São Paulo em seu centenário, abrirá os olhos de nossos bufões, tornando-os eleitores conscientes e responsáveis pelo destino de nossa metrópole? Ou continuarão de olhos vendados, votando em quem Lula e Maluf indicar?

Nota: Enviado ao Estadão no mesmo dia (19/6)  e não publicado.

Wednesday, June 27, 2012

WWW.INSS.GOV.BR - SITE MUY AMIGO!

Sou aposentado pelo INSS há mais de dez anos. Tento, sempre que funciona, utilizar o site http://www.inss.gov.br/  Que raramente facilita o acesso pelo usuário. Hoje, por exemplo, quando tentei encontrar em SELECIONE O TIPO DE SUA MANIFESTAÇÃO para enviar reclamação à OUVIDORIA, encontrei ELOGIO e outros tipos e nada sobre RECLAMAÇÃO. Tentei DENÚNCIA, apesar de ter conotação legal e não ser uma simples reclamação. Após algum esforço, cheguei a um ponto e reconheci que não era o caminho, abandonando-o no meio. Finalmente, entrei em SOLICITAÇÃO DIVERSA e permaneci nela até o fim. Essa dificuldade já é um exemplo de "blindagem" do SITE do INSS a qualquer tipo de reclamação. Somente uma pessoa teimosa e persistente como eu, tenta concluir sua queixa.

Voltando ao assunto que desejo RECLAMAR: Já na primeira página (HOME PAGE) o INSS oferece acesso à informação sobre REVISÃO DO TETO PREVIDENCIÁRIO. Após clicar nesse item de acesso, abre-se uma página explicativa que oferece, no pé da página, aos que tem ou já tiveram a revisão de seu benefício, a possibilidade de acesso ao assunto: CLIQUE AQUI, em vermelho. Surge forte a esperança de ter chegado ao que desejo. Isso me entusiasma com o mundo eletrônico! Depois de clicar, aparece uma nova página solicitando poucas informações que puderam ser respondidas pronta e rapidamente, inclusive os caracteres (na realidade sempre letras) a serem repetidos como tem sido de praxe em acesso a dados e outras informações por razões de segurança. Feito isso, cliquei em CONSULTA, após titubear e quase clicar em FECHAR cuja utilidade foi somente a de me enervar ainda mais, como se verá a seguir. O resultado depois do clique foi sempre o mesmo: DADOS DIVERGENTES, também em vermelho. Nas primeiras vezes, culpei-me, voltando a repetir o processo lentamente a fim de evitar erros, já que sou idoso... Depois de umas quatro ou cinco tentativas, minha irritação aumentou. Tentei clicar em FECHAR, logo depois de ter preenchido cuidadosamente todos os dados solicitados, e copiado e preenchido o espaço para CARACTERES. Era minha última esperança.  Nesse momento a página desapareceu. Nem os DADOS DIVERGENTES em vermelho apareceram. Nervoso e extenuado, peço encarecidamente que corrijam esses erros e tornem o SITE do INSS um espaço confiável e amigável. Uma auditoria técnica poderia ajudar muito! Pois jovens especialistas em informática somente funcionam bem com vigilância permanente do DONO do SITE, no caso o INSS. Eles não estão nem aí, se centenas de pessoas perdem seu tempo e calma tentando obter dados e informações corretas por meio eletrônico. Essa é minha reclamação construtiva em favor de nosso País que deseja se tornar um país democrático, igualitário e desenvolvido. Grato pela sua atenção. Tomo a liberdade de publicar esta minha reclamação em meu BLOG, http://ejdaros.blogspot.com/  onde também será divulgada a resposta que obtiver da Ouvidoria do INSS. Assina: Eduardo José Daros, SEU APOSENTADO.



SOCORRRRROOOOO!: Após ter clicado em ENVIAR, sou novamente surpreendido com Ocorreu um Erro no Servidor Obter Detalhes, em vermelho e sublinhado. Cliquei para saber o que aconteceu e eis que surge o texto abaixo para me atormentar ainda mais. Caso o prezado leitor possa me explicar o que realmente ocorreu, agradeço sua atenção me informando. Como fui previdente, pois estou habituado à linha telefônica que cai quando reclamo e erro  em remessa de reclamação pelo computador, salvei este texto antes de enviar. O argumento é sempre falha técnica. No caso do computador, quando se escreve diretamente no formulário da instituição, além de limite de caracteres - revelado para quem escreve – há o limite de tempo para preencher o formulário – esse quase sempre oculto. Preocupado com isso, apertei o CTRL C antes de clicar e enviar, pois perderia o material de minha queixa. Agora ela irá por correio em Carta Registrada, pois guardo da infância a lembrança tormentosa registrada em minha mente infantil quando presenciei, a caminho da escola, a exposição de milhares de cartas que se encontravam no porão do antigo prédio do correio demolido. Seu assoalho era de madeira cujas frestas foram aproveitadas para esconder essas cartas não enviadas...



Os Detalhes sobre o Erro Ocorrido que me impossibilitou de encaminhar a reclamação ao INSS são os seguintes:

java.lang.NullPointerException

at br.gov.mps.souweb.web.dwr.CadastrarManifestacao.tratarDadosComuns(CadastrarManifestacao.java:325)

at br.gov.mps.souweb.web.dwr.CadastrarManifestacao.salvarManifestacaoDiversa(CadastrarManifestacao.java:1303)

at br.gov.mps.souweb.web.dwr.CadastrarManifestacao$$FastClassByCGLIB$$6bbef3c6.invoke(:-1)

at net.sf.cglib.proxy.MethodProxy.invoke(MethodProxy.java:149)

at org.springframework.aop.framework.Cglib2AopProxy$CglibMethodInvocation.invokeJoinpoint(Cglib2AopProxy.java:698)

at org.springframework.aop.framework.ReflectiveMethodInvocation.proceed(ReflectiveMethodInvocation.java:148)

at org.springframework.aop.framework.adapter.ThrowsAdviceInterceptor.invoke(ThrowsAdviceInterceptor.java:118)

at org.springframework.aop.framework.ReflectiveMethodInvocation.proceed(ReflectiveMethodInvocation.java:170)
                  
                  etc...   etc....     etc.....
                                             FIM  

Saturday, June 09, 2012

INVESTIR , pelo Prof. Delfim Netto

Comentário: Estou postando abaixo o excelente artigo do Prof. Delfim Netto, publicado no último dia 6 de junho na Folha, que estabelece os marcos claros e bem definidos do campo de atuação do governo federal de maneira a não mexer nos fundamentos do Estado brasileiro cujos parâmetros foram estabelecidos na Constituição de 1988. E nas próprias palavras do Prof. Delfim Netto: ..."o Brasil escolheu para si a combinação de um Estado forte - constitucionalmente limitado pela vigilância do STF- capaz de regular amigavelmente o setor privado com um comportamento republicano e democrático e cujo objetivo é o de uma sociedade em que a igualdade de oportunidades vá ampliando cada vez mais o seu espaço"

Friday, June 01, 2012

LULA SEMPRE LULA!

Ainda não saiu da enrascada (chantagem?) com Gilmar Mendes e arma outra mais sutil com aquela que ele protegeu e apoiou e que agora o protege e o apóia: a Presidente Dilma Rousseff. Questionado em Programa de TV se voltaria a disputar a presidência em 2014, Lula respondeu: “A única hipótese é se ela (Dilma) não quiser. E eu não vou permitir (sic) que um tucano (sic) volte à Presidência do Brasil”. O conteúdo dessa frase imperial é tão rico que deixo aos articulistas e comentaristas que têm espaço na mídia explorarem todas suas nuanças. Por favor, não esqueçam três mancadas óbvias: ele reduziu o eleitor brasileiro e os partidos políticos, inclusive o PT, a pó de traque, bem como infringiu lei eleitoral vigente. O único elogio enviesado foi para os Tucanos!
                                               FIM

Sunday, May 27, 2012

Lula Fez uma Visita

“Lula me fez uma visita. O Gilmar estava lá. Não se falou sobre o Mensalão”, afirma Nelson Jobim, ex-deputado federal, ex-ministro da Justiça de FHC, ex-ministro e ex-Presidente do Supremo Tribunal Federal, ex-ministro da Defesa no Governo de Lula e, também, no de Dilma. Ninguém pode por em dúvida a palavra de um cidadão dessa estatura. Mas foi muita coincidência o ex-presidente Lula ir chegando em seu escritório sem avisar e encontrar o Gilmar que estava lá. O respeitável Estadão (27/4/2012) relata: “Segundo a revista (referindo-se à conceituada VEJA), Gilmar confirmou o teor dos diálogos e se disse "perplexo" com as "insinuações" do ex-presidente. Lula teria perguntado a ele sobre uma viagem a Berlim, aludindo a boatos sobre um encontro do ministro do STF (Gilmar) com Demóstenes na capital alemã, supostamente pago por Cachoeira”. Jobim nega a afirmação de Gilmar Mendes, ex-Advogado Geral da União, ex- Procurador Geral da República, ex-Presidente e, atualmente, ministro do Supremo Tribunal Federal, além de Mestre e Doutor em Direito pela famosa Universidade de Münster, na Alemanha. Segundo a VEJA, Gilmar Mendes sofreu “constrangimento” para agir em favor da postergação do julgamento do Mensalão. Lula, que todos nós conhecemos, seguramente vai dar a explicação final sobre esse encontro “casual” após consultar seu ex-ministro da Justiça, Márcio Thomas Bastos, famoso criminalista, hoje ocupado em defender Carlinhos Cachoeira. Seria interessante que a Presidente Dilma fosse perguntada o que ela acha desse encontro casual de Lula com Gilmar Mendes que mais parece uma bomba verbal que poderá explodir em seu governo. Nós, cidadãos comuns, aguardamos o resultado: será desativada? Ou explodirá, gerando mais instabilidade em nosso País? Em qualquer das duas hipóteses quem assumirá a culpa pelo malfadado encontro e seus desdobramentos? Nelson Jobim, Gilmar Mendes ou Lula? Ou será uma armadilha que explodirá no colo da Revista VEJA em cuja reportagem aparecem mais detalhes sobre encontros casuais (ou não) de Lula com outros ministros do STF e seus amigos em favor da postergação do MENSALÃO?
                                              FIM

Thursday, May 17, 2012

BOM CARÁTER GENÉRICO

Infelizmente, o bom caráter não tem genérico; tampouco fórmula protegida em patente que possa ser disseminada. Todavia, há culturas em que o mau caráter é disseminado na população e comanda a conduta de pessoas com grande inteligência e invejáveis conhecimentos, permitindo-lhes ocupar posições elevadas nas instituições políticas, empresariais, educacionais, enfim, indivíduos que conseguem afetar negativamente todo o espectro de atividades, como acontece em nosso País, a ponto de muitos desmoralizarem a nação brasileira com o epíteto de “nação sem caráter”.Trata-se, obviamente, de injusto exagero aplicado a uma endemia crônica que nos atormenta desde o descobrimento. Há remédios para esse mal. Infelizmente, sem trocadilho, estou diante de dúvida atroz em assunto que diz respeito a minha saúde física. O medicamento que devo tomar custa R$ 0,64 o comprimido, se for o genérico produzido em Anápolis, Goiás, por um laboratório brasileiro da gema. O genérico, mais barato, de respeitável laboratório multinacional custa, aproximadamente, R$ 2,00. Como soube que Carlinhos Cachoeira é dono de laboratório licenciado pela ANVISA e que nela há maracutaias em investigação, consumirei o mais caro e considerarei o excedente pago como CUSTO BRASIL. Para que os bons laboratórios brasileiros não sofram as conseqüências do mau-caratismo e considerando que a produção de genéricos autênticos foi um marco para a preservação da saúde dos mais pobres em nosso País, solicito à ANVISA que cumpra o Decreto da Transparência aplicando-o aos produtores de genéricos no Brasil, informando-nos o seguinte: a. Ligações com laboratórios estrangeiros, se houver; b. Diretoria e Presidente; c. Currículo completo do Farmacêutico Responsável, tanto de formação acadêmica (universidade, pós-graduação,..), como de experiência no setor. Finalmente, solicitamos à ANVISA que nos apresente atestados anuais de qualidade dos medicamentos genéricos produzidos pelos laboratórios licenciados, emitidos por conceituadas faculdades de medicina.
                                             FIM
Nota:Enviada a Cartas do Leitor do Estadão. Até 25/04/2012 não publicada.

Wednesday, March 21, 2012

INVESTIMENTOS EM TRANSPORTES


Os serviços de transportes sempre estiveram associados a grandes investimentos públicos na infra-estrutura que reduzem distâncias e tempos de percursos. Também estão associados a danos à natureza. O caos urbano e suas conseqüências sobre nossa saúde e integridade física assumem características de um veneno em que o vetor de inoculação mais importante é o automóvel. A cidade de São Paulo é o exemplo maior disso. É possível se disciplinar esses investimentos de forma a se conseguir mais acessibilidade com menos mobilidade sem afetar a liberdade de escolha do cidadão e dos empresários de acordo com regras estáveis e sustentáveis que garantam a competição entre os diferentes tipos de serviços e de modalidades? Os atos de nossos governantes indicam por meio de suas escolhas e decisões que não. As tecnologias e os instrumentos técnicos disponíveis, ao contrário, se bem utilizados poderiam nos trazer mais eficiência com redução de custos para consumidores e produtores e melhorando nossa saúde, competitividade e conservação do meio ambiente. Por que isso não acontece? Deixo ao leitor a resposta a essa pergunta. Em tempo: deveria ser proibido contratar obra para ser executada na administração seguinte cujo distrato seja inviável. Exemplo: Túneis na Av. Roberto Marinho; bem como, indicar para Agências Reguladoras pessoas que estejam engajadas em projeto que anula as premissas de isonomia do governo no mercado competitivo do setor em que atuará. Exemplo: Recondução do coordenador do Projeto do Trem-Bala para a Agência Reguladora dos Transportes Terrestres-ANTT (Estadão, 8/3, em Política)
                     FIM

             Nota: Enviado ao Estadão em 8/3/2012

Saturday, February 25, 2012

Trem Vira-Copos Congonhas- Um teste de racionalidade

Oportuno o Editorial Econômico do Estadão com o título acima. A complexidade já atingida pelos serviços de transportes em nosso País, particularmente na Região Sul e Sudeste, exige que se proponham e avaliem redes ou sistemas integrados para depois escolher os projetos prioritários. Caso contrário, joga-se dinheiro público no ralo. Dois exemplos demonstram isso: 1. Na região de influência do trem de alta velocidade ligando Rio-S. Paulo-Campinas, não houve a coordenação necessária para se avaliar a estrutura de demanda atual de transporte público de passageiros e nos próximos anos que poderá ser atendida de maneira eficiente por ônibus e transporte aéreo face à renda média das diferentes classes de usuários e quando e com que características o trem-bala deveria ser construído de forma a conseguir uma receita que cubra as despesas geradas por esse projeto; 2. O complexo Anchieta-Imigrantes se congestiona esporadicamente na rodovia, demonstrando inquestionavelmente que os acessos urbanos têm mais capacidade do que a próprio complexo. No entanto, está-se iniciando dois custosos túneis com elevada capacidade no prolongamento da Av. Roberto Marinho para aumentar extraordinariamente a capacidade desses acessos. Além de transparência na licitação, deveria haver mais discussão e debate técnicos sobre projetos de investimentos públicos, sem interferência do blá-blá-blá político-partidário. Infelizmente, os dois projetos acima citados vão ser executados, queiramos ou não, pois os que decidiram isso provavelmente consideram que os setores de saúde e saneamento, educação, segurança pública, transporte público urbano, já têm recursos suficientes para atender as necessidades dos mais pobres.

Notas:1. Enviado a Cartas (Estadão de 22/5/12) e não publicada 2.Li-o hoje, domingo, dia 26/02, na versão impressa.

Friday, February 17, 2012

Concessão não é venda

Falem e escrevam senhores doutores da USP sobre a concessão-privatização dos aeroportos!. Caso contrário, nós pobres leitores, teremos de engolir calado a aula magna da Senadora Marta Suplicy, psicóloga e sexóloga de formação, publicada na Folha (11/2), com o título acima. Foi com muita paciência e exagerado contorcionismo em nossos neurônios cerebrais que lemos seu artigo, assim como os artigos do SIM e do NÃO relativamente à “Privatização” recente de Aeroportos brasileiros, publicados pela Folha. Esse assunto envolve elevadíssimas somas de recursos públicos que saem de contas controladas pelo governo – dinheiro do BNDES e de outros fundos estatais– para financiar o consórcio vencedor – e deste, retornando ao Tesouro Nacional sob a forma de ágio com o rótulo de “dinheiro novo” para gastos e investimentos públicos federais. Ademais, há muito que falar sobre a capacidade e experiência dos vencedores em administrar grandes aeroportos, garantindo o desejado equilíbrio econômico-financeiro, porém sem abuso nos preços e tarifas que direta ou indiretamente serão pagos por nós usuários desses aeroportos.

Nota: Carta do Leitor para a Folha no dia 12/2 e não-Publicada


Concessão e Privatização

Precisa-se, urgente, de profissionais não ligados a disputas político-partidárias e de “cabeças frias” para explicar à população de forma honesta e compreensível que o controle dos serviços públicos e de reservas de riquezas naturais são da competência do Estado. E que, nesses casos, a privatização somente se refere à operação e a bens que possam ser alienados sem prejudicar os serviços públicos e a sustentabilidade ambiental, no caso de concessões para aproveitamento de riquezas da natureza. Somente demagogos ou ignorantes podem imaginar que FHC, Lula ou quem foi ou for Presidente, possa vender rodovias, rios e lagos, aeroportos, por exemplo. Mesmo a exploração das riquezas naturais (petróleo, minério de ferro, aproveitamento de rios, etc. ) são objeto de contratos de concessão com objetivo, prazo e parâmetros definidos. Infelizmente, inverteram-se as posições entre PSDB e PT, e este último está sendo envenenado com o próprio veneno que produziu na era FHC. A grande diferença é que o PT adotou a política de conceder ao setor privado com o objetivo, não explícito, de reestatizar assim que "a INFRAERO aprender a administrar os aeroportos". É o modelo “Dilma”, já adotado na exploração de petróleo por Lula, em que a Petrobrás respira no cangote da empresa privada concessionária.
                                           FIM

Nota: Carta do Leitor enviada à Folha em 14/02 não publicada.

Tuesday, February 14, 2012

Carta da Ombudsman

Caro Eduardo,
passei a sua crítica para conhecimento da Redação.
att
Suzana Singer
Ombudsman - Folha de S.Paulo
Al. Barão de Limeira, 425 - 8o. andar
01202-900 - São Paulo - SP
Telefone: 0800 159000
Fax: (11) 3224-3895
ombudsma@uol.com.br
@folha_ombudsman
http://www.folha.com.br/ombudsman/

Manifestação:

----- Original Message -----
From: Eduardo Daros
To: leitor@uol.com.br
Cc: ombudsman@uol.com.br
Sent: Sunday, February 05, 2012 4:40 PM
Subject: Painel do Leitor


Desigualdade na Cidade de São Paulo

A Folha poderia perfeitamente ter-nos poupado de "não deixar-nos de não ler" a reportagem (Domingo, 5/6) que busca demonstrar que ¿Não Existe Igualdade em São Paulo¿ por meio de índices espaciais apresentados sob o título bombástico: ¿Estudo Escancara Desigualdade Paulistana¿. O índice sobre empregos é simplesmente hilário: 2.219 vezes (desigual), não ocorrendo, antes de publicá-lo, o bom senso de analisar onde moravam os empregados e tampouco porque os originalmente pobres não foram recrutados para os postos mais bem pagos. Outro índice, refere-se a livro por habitante, com mais de 15 anos, em que se eliminam as crianças arbitrariamente, como se a leitura fosse direito do cidadão somente a partir dessa idade. O importante não é o livro em si, mas a plena capacidade de ler e compreender o que que leu, bem como expressar corretamente por via oral ou escrita idéias e pensamentos. A leitura é um instrumento fundamental no processo de aprendizado que modernamente somente termina com a morte do indivíduo. E por isso, é dever do Estado disponibilizar os conteúdos das bibliotecas e centros de documentação públicos a toda população, garantindo-lhe fácil acesso. Formas modernas de armazenamento e transmissão de textos, imagens e dados, eletronicamente do material fisicamente armazenado em bibliotecas localizadas no centro da cidade permitem que se faça isso. Qualquer habitante da cidade e do mundo que possua e saiba usar meio eletrônico de acesso via internet poderá usar todo o acervo central e outros, como o inestimável acervo particular do já falecido e sábio Midlin que está sendo digitalizado rapidamente. Qual o significado de livros por habitante armazenados nas áreas distritais da cidade para medir desigualdade nesse contexto? Nenhum. Ao invés de índices espaciais, como o de esportes, saúde, cultura e educação infantil, que surpreendente e erroneamente demonstram certa igualdade, o correto seria avaliar os custos e benefícios de investimentos e gastos públicos realizados cujos efeitos contribuem ou não para a redução de desigualdades na Cidade de São Paulo, considerando, além dos municipais, os recursos estaduais e federais. Acrescente-se, não só na instalação dos equipamentos públicos, como em sua operação visando a melhorar as condições físicas, mentais, culturais e de conhecimentos que torne efetivo o objetivo central das políticas públicas, o de assegurar a todo brasileiro igualdade de condições no aproveitamento das oportunidades oferecidas para progredir e se desenvolver em nossa querida Cidade de São Paulo. Isso não desmerece certos índices espaciais que "per se" são fundamentais para avaliação de desigualdades, como por exemplo, o de acesso a serviços de água e esgoto, infelizmente não apresentados na reportagem.

Observação: Como o painel somente publica carta de notórios políticos e instituições ou cartas com sabor de picolé de xuxu, resolvemos enviar nossa carta a Ombudsman pois o artigo com chamada em primeira página envolvia erros gravíssimos.

FIM

Sunday, January 22, 2012

CRACK
Considero um dos maiores males da cultura brasileira nossa paixão por emitir opinião sobre tudo e todos por meio do “achômetro”. Se não gostamos, ou gostamos, de certa medida ou solução, vamos aos recônditos escaninhos da memória e de lá trazemos conhecimentos e argumentos para convencer os outros sobre nossa opinião. Infelizmente, nossa mídia tem oferecido espaço a opiniões sobre a contenção do uso de “crack” sem conteúdo científico, estimulando o falso debate propiciado pelo “achômetro”. A contenção das drogas envolve várias áreas de conhecimento técnico-científico e diferentes instrumentos de ação em que se destacam as ciências biológicas e sociais. Hoje, fiquei feliz de saber que existe um curso de pós-graduação destinado a capacitar profissionais no uso de instrumentos científicos, focado na recuperação de pessoas viciadas em drogas. Esta ano terá lugar o XIII Curso sobre Dependência Química promovido pela UNIAD – Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas e INPAD – Instituto Nacional de Tecnologia para o Álcool e utras Drogas, ligados à UNIFESP. O curso é coordenado pelo conhecido e experiente médico psiquiatra Dr. Ronaldo Laranjeira. Profissinais competentes são o melhor antídoto contra a improvisação e o "achômetro", hábitos que acometem pessoas respeitáveis em suas áreas de atuação como jornalistas, artistas, políticos, filósofos, e, até mesmo, psicanalistas e psicólogos que não acreditam em "dependência química", por exemplo.

Wednesday, January 18, 2012

A BATALHA PARA ENVIAR EUROS POR VIAS NORMAIS À MINHA NETA ISABELLE
Capítulo IV
Última Batalha
Finalmente, o sistema de Visa Eletron de débito automático conhecido como Ourocard Internacional no BB funcionou parcialmente mas conseguiu resolver o problema de minha neta. Com conta no Banco "Credit Agricole SA" seria fácil. Seu Cartão de Débito faz parte do Sistema Plus (conforme símbolo no verso do cartão) que permite a troca instantânea de moedas desde que, obviamente, esteja dentro do limite de saque em reais. No caso de minha neta seriam dois mil e quatrocentos reais por dia, conforme informação da gerente de sua conta, o que lhe permitiria retirar todo seu saldo de quatro mil e oitocentos, em dois dias, ou sejam, 1.800 Euros. Mero engano meu! O tal Banco "Credit Agricole SA" limitou o saque em 300 Euros por dia, ou seja, seriam necessários seis dias consecutivos. Indignado com isso, pedi a Isa que fosse ao banco e insistisse em respeitar somente seu limite em reais e não o limite em Euros imposto pelo Banco francês. Ela voltou e pressionou os dois jovens funcionários franceses a explicar-lhe o que estava acontecento. No final eles simplesmente afirmaram que respeitavam a regra do Credit Agricole e não sabiam qual a razão disso. Se não houver mais nenhuma novidade considero que terminou a batalha de remessa de Euros para minha neta, pois ela estará aqui no Brasil depois de seis meses de permanência como estudante em Paris, no próximo dia 28 deste mês.

Thursday, January 05, 2012

A BATALHA PARA ENVIAR EUROS POR VIAS NORMAIS À MINHA NETA ISABELLE
Capítulo III
Introdução
O mês de Dezembro foi tão absorvente que não me permitiu continuar a descrição relativa à remessa de Euros. Somente hoje, dia 5, consegui algum tempo para resumir a última etapa da luta no Santander e do moroso processo de desbloqueio da conta de minha neta no BB.

A. Luta Final no Santander
Como houve um débito feito em minha conta corrente às 17:40 de sexta-feira, dia 9 de dezembro, imaginei que na segunda-feira, dia 12, minha neta já tivesse o valor correspondente em Euros creditado em sua conta-corrente. Enviei-lhe e-mail e recebi a resposta que ainda não fora feito o crédito. Nervoso, fui até a agência do banco aqui no Brooklin e recebi, novamente, a garantia que seguramente no decorrer do dia o depósito em Euros seria feito. Como não pude acompanhar o processo na manhã de terça-feira, dia 13 de Dezembro, e considerando que minha neta não ligou para sua mãe, tampouco me enviou e-mail, respirei fundo e comemorei o fim da batalha. Durou pouco a sensação de vitória. No início da tarde, minha neta ligou desesperada para dizer que ainda não recebera os recursos e que o proprietário do imóvel cujo aluguel vencera no dia 5 de Dezembro, estava irritado. Liguei imediatamente para o setor de câmbio responsável pela remessa cujo expediente encerra às 14 horas (17 horas em Paris). Diante de minha pressão e irritação de em nada mais acreditar, pois não entendia como fora feito um débito e o dinheiro não aparecera na conta de minha neta, a atendente me enviou cópia para provar que a remessa fora feita. Pouco entendi o que estava escrito no e-mail, cheio de códigos e termos internacionais relativos à operação. Contudo, estava bem claro para qualquer leigo sobre o assunto entender que a autorização para o crédito em Euros feita pelo Santander não fora na sexta-feira, dia 9, mas na segunda-feira dia 12. Pouco depois das 16 horas de terça minha neta confirmou o recebimento de euros depositados em sua conta corrente. Encerra-se assim, melancolicamente, a luta no Santander.

B. Luta no Banco do Brasil
Tendo recebido recursos suficientes para o mês de Dezembro, tinha-se muito tempo para atender a solicitação da Procuração da Agência para se fazer a mudança de senha que impedia a transferência de recursos pela Isabelle para gerar os Euros em seu Visa Travel. Quem não conhece essa modalidade, basta lembrar o exemplo dos celulares pré-pagos. Carrega-se crédito nele e consome-se em chamadas até zerá-lo. O Visa Travel é carregado com crédito na moeda escolhida e pode ser usado para pagamento ou para retirada de dinheiro em espécie. A novela da procuração, porém, estendeu-se além do esperado pelas armadilhas naturais do processo. Assim que foi entregue a transcrição dos termos da procuração feita no Registro em Livro da Embaixada, Isabelle a enviou a sua mãe que teria poderes para substituí-la na mudança da tal senha bloqueada que impede a movimentação do montante congelado em sua conta. O texto foi recebido na véspera do Natal para gáudio e felicidade de todos. Na segunda-feira, Rose compareceu com a procuração e de lá voltou totalmente abatida: a procuração seria enviada à Brasília e somente depois de validada pelo Ministério de Relações Exteriores ela teria efeito legal e lhe permitiria proceder a escolha de nova senha e validá-la aqui no Brasil para uso de minha neta no exterior. Isso somente aconteceria lá pelo dia 10 de janeiro de 2012, ou mais tarde. Como o aluguel vence no dia 5 de cada mês não haveria como usar o recurso congelado para essa e outras despesas no último mês de permanência de Isa no exterior. A única solução que restaria seria utilizar novamente o sistema Santander que depois de tantas armadilhas funcionou bem para outra remessa feita pouco antes do natal. A razão disso é que "eu estava ali devidamente cadastrado segundo as exigências do Banco Central", informou-me a funcionária. Contudo, para evitar despesa de quase duzentos reais no Santander", minha filha voltou à Agência do BB para examinar se não se podia abrir uma exceção ou, pelo menos, uma expedição mais rápida do documento do Ministério de Relações Exteriores. "Impossível!"... Minha filha voltou novamente derrotada e desanimada. Antes de utilizar o sistema Sandander voltei à Agência com o objetivo de falar com a Gerente Geral. A recepcionista, com dois dias de experiência nem sabia que podia existir esse personagem. Fiquei um tempão esperando quando, finalmente, a recepcionista me informou que viria um funcionário para me conduzir à presença da Gerente da Agência. Mais demora e nada do meu condutor aparecer. Finalmente, ele veio e depois de se dirigir a mim no melhor estilo de "funcionário da antiga corte do século 19, quando o BB foi criado", perguntou-me o que desejava. Expliquei-lhe do que se tratava. Em seguida, dirigiu-se à recepcionista e disse-lhe que eu estava no lugar errado, pois aquele espaço era só para clientes com "Estilo". Rapidamente compreendi que Estilo se referia à classe mais alta de correntistas entre os quais a minha neta não estava enquadrada. Repondi-lhe que não pertencia ao Estilo do Banco mas que apesar de tudo pensava ser uma pessoa com estilo. Finalmente, deparei-me com uma pessoa afável em adiantado processo de gestação que falava como se estivesse em sua sala de visita residencial. Todo estilo de dona de casa e mãe. Contou-me que estava esperando o segundo filho. Não era gerente geral mas iria me ajudar. Depois de conseguir acessar a conta de minha neta na tela e ler como uma iniciante os fatos nela registrados afirmou com voz surpresa: "Como sua neta não tem senha, se ela fez duas retiradas da conta recentemente." Perguntei-lhe como isso seria possível, se ela está em Paris e os débitos registrados na tela eram em reais. Observei atentamente a tela e estranhei que cada retirada estava associada a uma tarifa de R$ 12,00. Como a "falsa gerente geral" que me recebeu não entendia o que estava acontecendo, liguei para minha neta que candidamente esclareceu: "Retirei Euros duas vezes com meu Visa Eléctron" Perguntei-lhe então por que não retirava seu saldo todo? Ela me respondeu bem ao nosso estilo familiar: porque minha amiga disse que o limite é baixo. A partir daí percorri uma verdadeira via sacra para extirpar a fórceps a solução que "penso" funcionar para minha neta que tem conta em Banco francês e não está viajando continuamente de país para país. Usar o limite de seu OUROCARD INTERNACIONAL Visa Eletron que consegui saber que é de R$ 2.400,00 por dia, ou seja, aproximadamente 900Euros a um custo de R$ 12,00 mais IOF. Duas operações limpariam o saldo. E ninguém pensou nisso desde o começo. Penitencio-me por não conhecer esse procedimento e não ter sido alertado pelos funcionários dos dois bancos. Porém, acredito que somente quem viaja continuamente o conhece. O que mais me surpreende é que tive que juntar informações e dados de vários locais e pessoas para chegar a conclusão que deve funcionar. A não ser que.....Não, espero que não! Vou rezar antes de me deitar. Pois tenho uma nova batalha para amanhã. Trata-se de produto químico mal embalado..

Friday, December 09, 2011

A BATALHA PARA ENVIAR EUROS POR VIAS NORMAIS À MINHA NETA ISABELLE

Capítulo II Lutas travadas no período de 7,8 e 9 de Dezembro de 2.011

A.Luta no Banco do Brasil
Soube por meio de minha filha que Isabelle estava na Embaixada Brasileira em Paris providenciando a Procuração de caráter público exigida pela Agência do Banco do Brasil, onde sua conta já provida de recursos com depósito feito em 29 de Novembro aguardava o desbloqueio cujos procedimentos para tal somente seriam feitos se Isabelle autorizasse sua mãe a fazê-los. O texto do e-mail abaixo que enviei à minha neta retrata fielmente o que aconteceu.



cc rose_daros@hotmail.com

data 8 de dezembro de 2011 15:10
assunto: depósito
enviado portransporte.org.br

Oi Isa,
era minha intenção ir com a Rose até o Shopping Morumbi e enviar-lhe o dinheiro via doleiro da casa de câmbio que existe lá. Contudo, estive na Agência do Santander que desde o dia 30 de Novembro "está enviando" o dinheiro. Depois de corrigir várias omissões detectadas no formúlário emitido no dia 7, quarta-feira, a atendente assegurou-me, às 11:40 de hoje, que o dinheiro estará depositado em sua conta amanhã, sexta-feira, dia 9, ou sejam 9 dias depois do início da nova "operação remessa" face ao bloqueio de sua conta no BB. Logo depois, isto é, às 12:50, fui chamado com urgência para assinar o formulário inicial do dia 30 de Novembro que substituiria o antigo por conter na primeira página, onde deveria constar os dados de sua conta, dados de outra pessoa com conta corrente na Austrália. Esse formulário deveria estar na Agência, que cuidará da remessa, até às 14:00 horas. Como já eram 13:10 prontifiquei-me a ser o portador do documento, levando-o até o seu destino, mantendo então a data do depósito ainda a de amanhã. Infelizmente, não aceitaram minha gentileza. Vamos rezar e pedir que os anjos protejam o documento e que ele já esteja onde deve estar - pois já são 14:30 - para que se efetive o depósito amanhã, sexta-feria..

Caso se realize a promessa do Santander, sugiro que envie a procuração que estará pronta somente na terça-feira por via registrada, mas não urgente. Minha idéia inicial era de que a Embaixada Brasileira enviasse de sua sede em Paris um FAX para a sua Agência do Banco do Brasil. A Rose foi até sua agênica e recebeu um torpedo verbal da burocracia estatal que domina esse banco: "Pas de fax. Fax, jamais! Aceitei a restrição rapidamente, materializando-se em minha mente um bandido disfarçado se apoderando do fax da Embaixada e mandando cópia de um texto falsificado, feito em cima de um texto original lido pelo programa ABBY FINE READER 6.0 sprint, em que se mantêm os símbolos e identificações coloridas de carimbos e assinaturas, e se introduz o nome do bandido no Brasil que seria beneficiado com a procuração" .
Beijos do Vô,

B. Luta no Banco Santander
Logo depois do almoço na sexta-feira acessei minha conta para confirmar se o débito relativo à remessa para a França fora feito conforme "jurou de pés juntos" a funcionária do Banco Santander ontem em frente de vários clientes. Pedi-lhe, jocosamente, que chamasse a gerente de minha conta para testemunhar a promessa feita. Aconteceu o que não devia. O saldo estava intacto. Liguei então ao setor de câmbio diretamente antes de ir à agência. A atendente de posse de meu CPF acessou as informações e informou-me que o Contrato de Câmbio ainda se encontrava em análise. Portanto, enquanto não fosse aprovado não poderia ser feita a remessa. Contei-lhe a estória do dia anterior na agência. Ela garantiu-me que tendo em vista que o erro sobre o destino do crédito já estava corrigido, provavelmente hoje mesmo até as 19 horas o contrato estaria aprovado e o débito feito em minha conta, ou seja, o processo de transferência seria iniciado. Acostumado a rapidez da internet e do SKYPE, afirmei que Isabelle poderia usar os recursos a partir de amanhã, sábado, e não na sexta-feira conforme me prometeram. A resposta foi evasiva e pior do que imaginava: normalmente se prevê um prazo de 48 horas para que se complete o depósito e o dinheiro fique disponível. Depois da autorizaçào chegar na França é que haverá uma operação de direcionamento para o Banco francês em que Isabelle tem conta corrente. Fui então à Agência e repeti o que soube diretamente por meio de conversa com funcionário do Setor de Câmbio. Preocupada com a minha dúvida a respeito do que prometera, a atendente se dirigiu à pessoa especialista no assunto da agência e somente retornou de lá após uns 20 minutos. Concluiu com alegria que na segunda-feira, sem falta, o dinheiro estará disponível na conta de minha neta. Pode ser - e ela mesmo duvidava disso - que ela tenha sorte e já amanhã, sábado, ela possa retirar Euros referentes a essa remessa, esclareceu-me, otimista, a atendente. Em outras palavras, nào seria mais na sexta-feira, hoje dia 9, mas na segunda-feira, dia 12. Minha filha soube disso e ia informar Isabelle sobre a data, quando lhe disse para fazer somente depois do saldo de minha conta acusar o débito relativo à remessa.Às 17:50 de sexta-feira acabo de constatar que o saldo se reduziu. Alelúia! Além disso, antes de redigir este texto constatei o recebimento na data de ontem do Banco Central a resposta à minha reclamação feita no dia 6/11 que transcrevo abaixo:

C.Luta no Banco Central
Reposta de Reclamação

data 8 de dezembro de 2011 14:33
assunto Banco Central Responde - Demanda 2011/397184
enviado porbcb.gov.br
assinado porbcb.gov.br
Importante principalmente por causa das palavras na mensagem.

Senhor Eduardo José Daros,

Referimo-nos à sua demanda n° 2011/397184, na qual relata dificuldades para acessar o telefone DDG 0800-979-2345 do Serviço de Atendimento ao Cidadão desta Autarquia, para registro de reclamação contra instituição financeira. A propósito, a área de atendimento pede desculpas e informa que o congestionamento pode ter sido provocado pela sobrecarga de ligações, que ocorre principalmente no horário comercial. Esclarecemos que as chamadas recebidas no DDG 0800 são encerradas logo após a informação de que os atendentes estão ocupados, com o objetivo de economizar recursos públicos. A ligação em modo de espera aumenta o custo de manutenção do sistema de atendimento telefônico pago à operadora. Além do DDG 0800, que recebe ligações nos dias úteis das 8h às 20h, o Serviço de Atendimento ao Cidadão prestado pelo Banco Central do Brasil consiste em três outros canais: · atendimento presencial realizado no Edifício-Sede do Banco Central, em Brasília, e em cada uma de suas representações regionais, nos dias úteis, das 9h às 16h; · envio de mensagem pelo “Fale Conosco” disponível na página do Banco Central na internet, no endereço http://www.bcb.gov.br; na opção “Serviços ao Cidadão/Atendimento ao Público”; · correspondência em formulário apropriado (porte pago) disponível em urnas da Ouvidoria localizadas no Edifício-Sede e em qualquer uma das representações regionais do Banco Central, cujos endereços podem ser acessados em http://www.bcb.gov.br/?ENDERECOS. Esclarecemos, ainda, que a solução para os problemas individuais com as instituições financeiras deve ser buscada primeiramente junto ao gerente da agência do banco reclamado ou junto ao Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) dessa instituição. Caso o assunto não tenha sido adequadamente solucionado nessa primeira instância, V.S.ª poderá recorrer à Ouvidoria da instituição financeira, que deverá manifestar posicionamento final sobre a questão. Visando assegurar ao cidadão o adequado atendimento por parte das instituições financeiras, o Banco Central estabeleceu a obrigatoriedade de Ouvidoria em todas as instituições autorizadas a funcionar. Havendo insatisfação com a solução dada pela Ouvidoria da instituição, de posse da documentação e da manifestação daquela Ouvidoria, V.S.ª poderá, ainda, acionar os órgãos de defesa do consumidor. A atuação do Banco Central com relação às reclamações e denúncias tem por foco verificar o cumprimento de normas específicas de sua competência, para que as instituições supervisionadas atuem em conformidade com as leis e normativos vigentes. As demandas encerradas subsidiam ações de fiscalização que o Banco Central efetua regularmente junto às instituições que supervisiona, porém esta Autarquia não tem por objetivo principal a solução individual do problema apresentado. A reparação por eventuais danos causados pela instituição financeira deve ser buscada por intermédio do poder judiciário, que dispõe dos instrumentos para solução de litígios. Esta Autarquia não integra o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC) do Ministério da Justiça, que trata do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Agradecemos sua manifestação. Atenciosamente,
Hélio José Ferreira
Ouvidor
Por favor, não responda a este e-mail, pois sua mensagem será desconsiderada. Para novo contato, acesse Serviços ao Cidadão na página do Banco Central do Brasil em:
< http://www.bcb.gov.br >

Leia o próximo capítulo na próxima semana

Tuesday, December 06, 2011

A BATALHA PARA ENVIAR EUROS POR VIAS NORMAIS À MINHA NETA ISABELLE


CAPÍTULO I-Retrospecto de Agosto até 6/11/2011

A. Banco Central do Brasil - Confirmação de recebimento de mensagem

Sua demanda foi registrada com sucesso em 06/12/2011, às 16:06:35, com o número 2011397184.

Caso sua demanda tenha sido contra Instituição Financeira, a mesma será automaticamente CANCELADA por não se tratar de reclamação da alçada da Ouvidoria.

Mensagem Minha à Ouvidoria:
Estou tentando registrar reclamação junto ao Banco Central e somente ouço a mesma ladaínha: "todos nossos atendentes estão ocupados; ligue mais tarde." A maioria das instituições privadas que oferecem telefone para o público, seja para reclamação, ou informação, não manda ligar mais tarde. Simplesmente, calcula o tempo médio de espera e informa. A pessoa é que decide esperar ou não. O Banco Central tem sido muito sensível às necessidades do usuário do sistema bancário quando ele não é o fornecedor do serviço. Em seu caso, simplesmente manda ligar mais tarde, deixando-nos livre para imaginar o que será o "mais tarde" do Banco Central. Sinto-me desprezado como cidadão. Além disso, todo o sistema funciona inversamente à prioridade do cidadão: primeiro, oferece cotações de moeda estrangeira; depois, informações econômicas; finalmente, "2a. família de moedas!" Em seguida, faz uma série de advertências para quem vai querer falar com "um de nossos atendentes (será que é um sómente?). Finalmente, dá a primeira opção para quem quiser "acompanhar" o que foi feito com sua reclamação. Depois, a da RECLAMAÇÃO propriamente dita cujo atendente nunca está diponível, desligando a linhaautoritariamente. Haja paciência. Grato por ler esta reclamação de um velho cidadão que não acredita no funcionamento de nossas instituições. Atenciosamente, E. J. Daros
FIM da Reclamação

Cabe-me esclarecer ao leitor deste BLOG que estou tornando pública essa reclamação com o objetivo de estimulá-lo a fazer o mesmo quando for utilizar algum sistema oferecido ao Cidadão que não funciona. Minhas reclamações se sucedem em cascata. B

B. Luta no Banco do Brasil
a.Minha neta que se encontra em Paris em bolsa de intercâmbio entre a PUCsp e o Institute de Sciences Politiques, conhecido como SciencesPo. O Lula, graças intervenção de seu ex-aluno Sarkozy junto a essa pretigiada instituição, recebeu recentemente o título de Doutor Honoris Causa. Dizem as más línguas que para lembrá-lo da compra dos aviões franceses..... http://www.sciencespo.fr/ De acordo com o sistema de intercâmbio, a PUCsp continua cobrando a mensalidade dela aqui em São Paulo e a Sciencespo cobra somente a matrícula. Todas as demais despesas de permanência e passagem estão sendo pagas por minha filha que remete mensalmente os recursos financeiros necessários para ela se manter em Paris.

b. Isabelle, soube por meio de colegas que o melhor sistema de remessa é o Visa Travel que funciona como um cartão pré-pago de telefone. Você carrega com a moeda do País em que vai permanecer ao câmbio do dia. O Banco do Brasil exige que vc tenha conta no Banco, o que ela já tinha por imposiçào de instituiçào pública em que fez estágio. O BB cobra somente US$ 20 (vinte dolares por carga) e o IOF incidente sobre o valor em reais convertido para o EURO a razão de 0,0038. No cartão que ela recebeu tem um telefone no verso por meio do qual ela se comunica com a agência que emitiu seu cartão e solicita que retire de sua conta da agência em que tem conta em reais certo valor. Quase instantaneamente seu cartão recebe a carga em EUROs.

c. Tudo funcionou bem na ocasião em que ela adquiriu o cartão e realizou a primeira carga. Teoricamente, na primeira remessa, bastaria minha filha depositar o valor em reais e avisar minha neta para fazer a conversão e carregar seu cartào em EUROS. Aí começou o primeiro capítulo do drama. A sua conta na Agência recebeu normalmente o depósito em reais que não pôde ser sacado por minha neta para carregar seu cartão em Euros porque sua conta estava BLOQUEADA. Teria de desbloquear. No Banco do Brasil informaram que o SISTEMA DE SEGURANÇA detectou risco de invasão da conta e a bloqueou. "Consta aqui na tela que se trata de vírus" informou a gerente da conta à minha filha. Para desbloquear haveria necessidade de minha neta comparecer à agência para criar nova senha. Depois de muita conversa e telefonemas internacionais, uma das gerentes abriu exceção e desbloqueou a conta com a participação da própria Isabelle, única detentora da conta. Aí vem o puxão de orelha da gerente: "se tivesse feito conta conjunta ou deixado procuraçào para a senhora nada disso teria acontecido". Não obstante, minha neta ter-nos assegurado que nào usou seu computador portátil e sim o telefone, o problema surgiu novamente na segunda remessa, repetindo-se a afirmação que se tratava de vírus. Nessa vez, a gerente advertiu que sem procuração ela não mais mexeria na senha da conta se ela fosse novamente bloqueada. Consultado a respeito, sugeri a minha filha que ignorasse isso, pois seria complicado pedi-lhe para mandar procuraçào da FRANÇA e, seguramente, nào iria acontecer isso uma terceria vez. Como toda a desgraça anunciada costuma acontecer, lá estava a gerente para informar novamente que a conta foi bloqueada e que ela não tinha poder sobre o SISTEMA. Dessa vez estive no Banco e me dirigi a um dos gerentes do "PISO SUPERIOR" já que a gerente geral "tinha saído para almoço" segundo sua Secretária ou "ela não apareceu aqui hoje" segundo a serviçal que estava na sala, questionada por mim, sempre desconfiado. Comecei conversando com ele sobre a função de gerente: resolver problemas que a rotina interna nào consegue e que podem causar danos ao Banco ou a seus clientes, sempre respeitando as leis e os regulamentos delas decorrentes. Obviamente assumindo pequenos riscos como foi o caso da gerente anterior. Mandou-me aguardar e desceu. Depois de muito tempo, sua resposta foi usar a WESTERN UNION que faria a remessa a um custo de uns US$ 100 dólares. Chegaria no mesmo dia e o valor em EUROS estaria à disposição de minha neta imediatamente. Minha filha topou. Primeira pergunta: como faria para retirar o depósito que foi feito no dia anterior? O gerente disse que esse dinheiro somente poderá ser movimentado por minha neta. Como sua conta estava bloqueada nada poderia ser feito. Minha filha se desesperou e eu encontrei a solução. "Forneço o dinheiro e vc me paga depois quando a conta for desbloqueada." Perguntei-lhe entào se poderia buscar os recursos no Santander onde tenho conta e trazê-lo em espécie para fazer a remessa. Impossível, respondeu o gerente. O senhor tem de ser correntista do Banco, pois o valor a ser remetido deve ser retiradao de conta do próprio Banco do Brasil. Com olhar de que resolveu meu problema, recomendou, então, que eu fosse ao SANTANDER que também mantém convênio com a wESTERN UNION.

C.Luta no Banco Santander
Saímos correndo e chegando no SANTANTER tivemos de aguardar a responsável por esse tipo de operaçào. Atendeu-nos logo depois e respondeu a nossa indagação: "Não temos convênio com a WESTERN ÜNION, mas podemos fazer a remessa pelo SANTANDER diretamente ao Banco em que sua neta tem conta corrente em Paris". O custo seria um pouco maior que o da WESTERN UNION. Finalmente!, respirei fundo e entreguei-lhe meu cartão do SANTANDER dizendo-lhe que naquela conta não tinha todo o dinheiro necessário, mas na conta do antigo REAL, hoje SANTANDER, havia fundos suficientes. "Nào há problema, transfere-se o recurso necessário para sua conta", esclareceu-me a atendente. Ao olhar para o meu CARTÃO verificou, então, que minha Agência era na Avenida Paulista. Como o Real, onde ainda tenho conta, agora é SANTANDER, disse-lhe que iríamos fazer na antiga agência em frente. Lá estando, soubemos que o encarregado havia saído para almoço. Voltamos à agência SANTANDER anterior e ali estava a funcionária que se sacrificou por nós: preencheu todo o formulário do SANTANDER, deixando em branco somente a identificaçào da agência em frente, onde também tenho conta, que formalizaria o pedido de remessa. Levamos mais de uma hora, nessa tarefa insana pois surgiram dúvidas sobre a identificaçào do Banco em Paris com trocas de e-mails com minha neta. Feito isso, voltamos ao SANTANDER (antigo real) e concluímos a solicitaçào de remessa. Não sabia quando minha neta teria os recursos em sua conta.Posteriormente, a funcionária nos informou, por telefone, que na segunda-feira, dia 5, o dinheiro estaria lá. Até hoje não foi depositado. A mesma funcionária me informaria a data exata por telefone sobre a nova data o que ainda não aconteceu até agora, dia 6 de Dezembro de 2011, às 17:30. Nesse interim, recebi telefonema de minha neta e vou partir para outra solução. Hoje ela não pôde ir à EMBAIXADA para emitir uma procuração para a mãe. Como pelo correio levará muito tempo, vou instruí-la para que explique, na Embaixada Brasileira, a situação delicada em que se encontra e peça ao responsável que envie da própria Embaixada um fax do texto lá produzido - que merece fé pública - para a agência do BB, já que a procuração particular com assinatura eletrônica enviada de Paris não serviu. Fui convencido que realmente uma pessoa seqüestrada poderia emitir essa procuração particular. Estou, também, quase convencido que é mais seguro nos dirigirmos a um "doleiro" que receberá dinheiro vivo na mão e emitirá ordem de pagamento via "cabo" para depósito na conta de minha filha. Antes de partir para essa solução, porém, resolvemos registrar uma reclamação no Banco Central sobre o que está ocorrendo.

Reclamação

Liguei para o PROCON (151), sempre "pronconto" para atender e informar telefones errados. Já sabendo de antemão que não é a instituiçào encarregada disso queria somente certificar-me de que seria mesmo o Banco Central e saber qual o telefone para reclamação. O primeiro fornecido, 11-34917730, deu sinal de fax. E o segundo, 08009792343, segundo a telefônica não existe. No site www.bcb.gov.br consegui o telefone correto 08009792345 cujos atendentes estiveram sempre ocupados das 14 até agora 18 horas. Daí ter procurado a Ouvidoria do Banco Central para registrar a reclamação acima.

D. Esperanças sobre o Futuro
Agradeço a inestimável atenção do leitor que seguramente tem passado por situações semelhantes a essa. ISSO SE CHAMA CUSTO BRASIL que nos deixa estressado sem resultado nenhum social, econômico ou ambiental. E pensar que minha neta está completando curso de graduação em Ciências Sociais, com foco em Ciências Políticas, tendo sido indicada pela PUCsp como intercambista e aceita pela conceituada instituição Sciences Politiques como sua aluna neste segundo semestre de 2011. É com grande esperança de resolver o problema definitivamente amanhã com o fax da EMBAIXADA BRASILEIRA EM PARIS ao BANCO DO BRASIL S A, duas respeitáveis instituições da REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Afinal somos responsáveis, como afirmou a funcionária do BB pela Isabelle não ter conta conjunta com sua mãe ou, pelo menos, ter-lhe deixado procuraçào. A PUCsp por não ter fornecido um documento que reunisse a experiência de ex-intercambistas brasileiros no dia-a-dia na França, envolvendo além dos estudos ali realizados os problemas do dia-a-dia e suas soluções. Também o BB deveria advertir a depositantes quando a conta considerada estivesse bloqueada antes de aceitar e registrar o depósito que surge bloqueado. O Banco Santander por não dispor de rotina interna com prazos bem definidos de maneira a não gerar incertezas a ponto do cliente não saber o dia certo em que o depósito será feito. A única forma de saber se foi feito é por meio da consulta à conta corrente que registrará pouco antes do depósito o débito em reais relativo à compra e remessa da moeda estrangeira.
Não deixe de ler os próximos capítulos desta Batalha

Thursday, November 24, 2011

Mais um escândalo: VLTxBRT

Continua a falta de transparência e a desmoralização dos técnicos pelos políticos na área de transportes. Para quem não sabe, VLT é uma forma de transporte coletivo por trilhos (Veículo Leve sobre Trilho) e BRT é a sigla em Inglês de nossos velhos conhecidos e mal operados corredores de ônibus. Estes últimos são bem mais baratos e competem em capacidade com os VLTs. O governo federal “quer porque quer” o VLT, daí o escândalo do projeto de Cuiabá no âmbito do Ministério das Cidades revelado pelo Estadão. Aqui em São Paulo, a ligação do Aeroporto Congonhas e da Estação Jabaquara à Vila Sônia, servindo o Estádio do Morumbi, também obra da Copa de 14, já foi aprovada, contrariando também opinião “velada” de técnicos e de moradores da Região da Operação Urbana Água Espraiada: ela será em VLT a uma altura de 15 metros do chão!

Wednesday, November 23, 2011

Sinal Vermelho para a Ligação Rodoviária da Avenida
Roberto Marinho à Rodovia dos Imigrantes


Considerações Gerais
A ineficiência e os transtornos humanos e ambientais causados pelo sistema de transporte urbano em nossas cidades estão afetando de forma extremamente negativa nosso País. As diferentes formas que ele assume tornaram-se monstruosas nas cidades grandes, destacando-se pelo seu tamanho o sistema vigente na Cidade de São Paulo. Conseqüentemente, investimentos, intervenções e medidas operacionais
inteligentes realizados em nossa cidade produzirão benefícios econômicos, sociais e
ambientais elevados.

No passado havia espaço para se desenvolver uma cidade ao estilo de Los Angeles em que o automóvel dominaria e moldaria a vida de seus habitantes. Usou-se e abusou-se dessa facilidade em São Paulo para o desenvolvimento do transporte privado, em que a retirada de trilhos das antigas linhas de bonde foi o golpe de graça sobre o sistema radial de transporte público que estruturou a cidade que conhecemos na metade do século passado. Investimentos e políticas de longo prazo favoráveis ao transporte rodoviário de carga e de passageiros se intensificaram com a instalação da indústria automobilística nas décadas de 60-70. Somente agora, na primeira década deste milênio, que uma política favorável ao transporte público de passageiros se impôs de forma dramática. Caso contrário, o caos presente em nosso trânsito corroerá o futuro da Cidade de São Paulo se consolidar como a principal e a mais eficiente Cidade Global do Hemisfério Sul.

A faceta mais desumana da monstruosidade em que se transformou o trânsito da Cidade de São Paulo é seu impacto sobre os cidadãos que aqui vivem. Mortes, aleijamentos, ferimentos, doenças respiratórias e cardíacas, estresse, encarceramento (velhos, crianças e demais pessoas com dificuldades de mobilidade),
são situações que infernizam a vida dos que aqui vivem. Infelizmente, de forma desigual. Razão pela qual somente agora há um consenso da população sobre a importância do transporte público, graças ao início de operações de novas linhas do metrô que estão demonstrando que conforto e rapidez são inerentes ao sistema, enquanto os corredores de ônibus que se estruturaram e continuam a ser operados de forma inadequada demonstram o contrário ao associar desconforto e lentidão ao transporte público.

Não há outra saída: ampliar e melhorar os transportes públicos na Cidade de São Paulo é o que sociedade deseja com o apoio de renomados urbanistas, médicos, engenheiros, advogados, empresários, economistas, professores, jornalistas, filósofos, religiosos, artistas, ou seja, a elite do conhecimento. Conseqüentemente, pode-se afirmar que a “intelligentsia” se uniu ao povo de São Paulo em favor do transporte público. A classe política, porém, ainda hesita diante do forte desejo da população pobre dispor de transporte privado. Vivemos hoje em círculo vicioso em que a falta de um transporte público rápido e confortável, operando em rede, continua estimulando a fuga para o automóvel ou a motocicleta por usuários cativos do transporte público. E para acelerar essa fuga, medidas favoráveis de caráter fiscal e financeiro para a compra de veículos privados têm expandido nossa frota a ponto de entupirem nossas vias públicas, gerando fortes pressões para as autoridades públicas investirem em obras que evitem males ainda maiores. Ou seja, ao invés de se destruir o monstro, continua-se alimentando-o e desviando recursos do transporte público.O círculo vicioso somente será rompido quando o sistema de transporte público de
hoje e não o daqui dezenas de anos, oferecer uma rede integrada de transporte por via ferroviária e rodoviária através de ônibus de alta capacidade operados em corredores metronizados, isto é, ônibus operados da mesma forma que os trens formado pela rede Metrô-CPTM. Complementando a rede estrutural, veículos de menor capacidade adequados às características de nossas vias públicas realizariam a alimentação da rede estrutural de maneira a se garantir acesso de pedestres ao sistema de transporte público a distâncias não superiores a 500 m. A rapidez e o conforto deveriam também estar presentes no sistema de alimentação e nas transferências de passageiros entre veículos, hoje quase sempre ignorados.

Operação Urbana Consorciada Água Espraiada
Sabendo da limitação dos orçamentos públicos, já nos anos de 1980, a sociedade foi mobilizada para criar o instrumento de Operação Urbana consorciada que condiciona investir os recursos na área de seu perímetro. Portanto, é no perímetro delimitado que devem ser aplicados os recursos da Operação Urbana Consorciada Águas Espraiadas. Entretanto, é com apreensão e pesar que testemunhamos a decisão de se realizar enorme investimento em túneis que serão utilizados basicamente por automóveis. A ineficiência sistêmica de investir em obras viárias pensando na mobilidade pode ser comprovada pela efemeridade do efeito do Trecho Sul do Rodoanel. O trânsito da Avenida dos Bandeirantes, que voltou a ficar saturada de veículos particulares em menos de um ano, é um bom exemplo. Decisões sobre investimentos em transportes não podem ser objeto de arbitrariedades e de lemas como o velho e conhecido “governar é abrir estradas” que predominou na época do Brasil agrícola. Hoje, os transportes em suas várias modalidades e tipos de serviços são organizados e operados em rede. Nenhum político ousaria definir capacidade e localização de linhas de alta e de baixa tensão no sistema elétrico que também se desenvolve e é operado em rede. Infelizmente, isso acontece continuamente no setor de transportes por ignorância, propiciando a introdução de pontes, túneis, avenidas, corredores e linhas de ônibus no sistema de transporte urbano de maneira totalmente arbitrária. Recomenda-se, portanto, que se crie na Universidade de São Paulo um grande centro de pesquisa e desenvolvimento de redes de transportes e sua avaliação no que se refere a indicadores econômicos, sociais e ambientais. Nenhum investimento público ou privado na expansão da rede estrutural da área metropolitana poderia ser realizado sem passar por ampla avaliação técnica. O Brasil, muito menos a região sede da melhor universidade da América Latina, deve desperdiçar recursos públicos em projetos de transportes mal estruturados. Qualquer especialista em trânsito dirá que
a Imigrantes está bem servida de acessos cujas capacidades somadas ultrapassam de muito a capacidade da própria rodovia, ou seja, se houver congestionamento será decorrência da falta de capacidade da rodovia dar vazão à demanda, e não dos acessos. Os túneis, se construídos, atrairão trânsito dos acessos mais distantes e vão gerar congestionamentos enormes, já presentes na Avenida Roberto Marinho hoje,
deteriorando, ainda mais, o ambiente da Operação Urbana.

Com a verba destinada aos túneis de acesso à Rodovia dos Imigrantes pode-se realizar muitas obras destinadas a melhorar o transporte público, bem como reduzir o número de mortos e feridos no trânsito por meio de intervenções que reduzam os riscos de batidas e atropelamentos na imensa área de influência direta e indireta da área abrangida pela Operação Urbana Água Espraiada. Já existem avenidas como a Pedro Bueno, Santa Catarina e Corbisier, por exemplo, que necessitam de investimentos de pequena monta para garantir sua integração com a atual Avenida Roberto Marinho e melhor atender as necessidades de transporte público da região. Especialmente da população pobre cujos barracos serão substituídos por moradias decentes, faltando-lhe, porém, transporte público aqui onde moram e trabalham e não para ir e vir de automóvel para o litoral.

Conclusão
Isto posto, sugerimos que se suspenda a licitação dos túneis visando ligar a Avenida Roberto Marinho à Rodovia dos Imigrantes, postergando sua execução até que se demonstre que existe demanda econômica, social e ambientalmente justificável. E que os recursos poupados sejam aplicados em transporte público e na prevenção de mortes e ferimentos no trânsito na área da Operação Urbana Consorciada Água Espraiada.


São Paulo, 20 de Novembro de 2011
Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trânsito Rodoviário
World Day of Remembrance for Road Traffic Accident Victims