Wednesday, December 22, 2010

Greve?

Assim respondeu o procurador Lopes do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre a possibilidade de greve de aeroviários e aeronautas na antevéspera do Natal: “mas há o compromisso dos trabalhadores de que a paralisação, assegurada constitucionalmente, ocorrerá dentro da normalidade". Muitos cantarão comigo a quintilha abaixo da Balada do Louco (Rita Lee/Arnaldo Baptista):
“Se eu posso pensar que Deus sou eu
Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz”
No Brasil, o Estado não regula, não controla e nem fiscaliza. Pois seria ridículo fazê-lo, pois Ele, o Estado, prevê e provê com perfeição as obras e os serviços necessários em nossos aeroportos. Tudo dentro da normalidade.

Monday, December 13, 2010

Gripen versus Rafale

Se alguém tem alguma dúvida sobre a importação de tecnologia para fabricação de caças visando a nossa defesa aérea e a nosso papel de potência no hemisfério sul, particularmente na América do Sul, deve ouvir a entrevista de Günther Rudzit na TV Estadão. O bom senso indica que a associação da EMBRAER-GRIPEN será a solução mais adequada para nosso País. A França é uma potência mundial que, na prática, nos manterá dela dependente tecnologicamente numa área em que a extensão territorial do Brasil oferece oportunidades no mercado interno de se desenvolverem tecnologias próprias de transporte aéreo militar e civil. Isso já aconteceu com os atuais caças AMX fabricados pela EMBRAER. O caminho foi aberto e deu certo.

Wednesday, December 08, 2010

Que Deus nos Acuda

Como idoso e aposentado tenho sido muito beneficiado pelo programa de medicamentos genéricos. Confesso ter certas dúvidas e desconfianças quando a empresa produtora não é conhecida e seus preços são muito inferiores aos praticados no mercado. Se for brasileira, então, a desconfiança aumenta na medida em que eu não confie na capacidade técnica e administrativa, e principalmente na independência de nosso Banco Central da Saúde, conhecido como ANVISA, de fiscalizar a qualidade de produção desses medicamentos. Li que o cargo de seu Diretor está sendo loteado em disputas politiqueiras. Infelizmente, sou obrigado a dizer adeus aos produtores nacionais de genéricos. Não posso arriscar minha vida nessa falta de rumo e seriedade de nosso País justamente em questões vitais como essa. Punto e basta! That’s enough! Chega!

Saturday, December 04, 2010

Democracia Brasileira

Políticos brasileiros são como “la piuma al vento”. Ao invés de completa sintonia com a sociedade que representam, procuram agradar o Presidente para conseguir cargos, sempre para tirar vantagens, até mesmo ilícitas, como nossa história tem demonstrado. No primeiro sinal de tempestade que possa abalar o Poder do Presidente e atingi-los, voam em bando para o Congresso onde reavaliam para onde os ventos os levarão. Antes de eleições, o índice de popularidade do presidente funciona como biruta: indica para onde os ventos vão soprar. Se ele for impopular, fogem e se escondem dele. Nesse vai e vem, o Congresso como instituição se transforma em território de fuga e de passagem de políticos na conquista de poder no executivo em que nossos votos são simples estrelas em seus passaportes. Nossa democracia é formada pelo Executivo Todo Poderoso e Monstruoso que conduz junto a seus pés, despudoradamente, os Poderes Anões: Legislativo e Judiciário.

Wednesday, November 24, 2010

Lei do Silêncio

Tristeza é o que muitos engenheiros e economistas de transportes sérios e competentes devem sentir ao ler as notícias sobre essa aventura chamada trem-bala. Infelizmente, nossas universidades, entidades de classe, pesquisadores com PHD e profissionais autônomos, sem falar de entidades públicas sérias que deveriam ter vez e voz nesse assunto, calam-se como se estivessem sujeitos à lei do silêncio, tão bem identificada pelo mote popular: "na muda, passarinho não canta". Isso tudo me lembra a frase de um ex-ministro com referência à política de transportes logo depois de assumir a pasta. “Deixem os técnicos cuidarem dela. Dos projetos, cuido eu”.

Monday, November 01, 2010

Ignorância e Alienação

135,8 milhões de eleitores representarão 193 milhões de habitantes na escolha do novo presidente do Brasil. Com características fortes de ignorante, de boa índole, de sofredor, de infantil e de alienado, nós brasileiros, aos trancos e barrancos, estamos conseguindo consolidar o sistema democrático. Essas características surgem em todos os estratos sociais e econômicos e estão presentes nos eleitores dos dois candidatos. O novo presidente, seja Dilma ou Serra, terá de ser o presidente de todos os brasileiros para não gerar situações que possam levar-nos à instabilidade política e social, tão dificilmente preservada até hoje. Felizmente, há consenso de que o brasileiro deve sofrer menos e deixar de ser ignorante, bem como, de que precisa amadurecer. Infelizmente, ainda não tomamos consciência que a alienação e a boa índole nos impedem de equilibrar nossos pensamentos e decisões entre as forças da razão e do coração, deixando-nos vulneráveis à exploração de políticos e marqueteiros imorais. Que Deus nos ajude a livrar-nos um dia desse lixo

Sunday, October 17, 2010

Viva o PV!

Neste clima eleitoral poluído de mentiras e de aguçamento de divisões da sociedade brasileira entre pobres e ricos, o PV traz uma brisa regeneradora à sucessão presidencial, impondo publicamente à disputa entre Serra e Dilma condições para contar com seu apoio, destacando-se a ética e a sustentabilidade. Entre outras, citamos as seguintes condições: sustar todos os leilões de geração de energia elétrica gerada por meio de diesel e carvão; limitar o crescimento do gasto público federal a 50% do crescimento do PIB com o objetivo de aumentar os investimentos e reduzir a taxa de juros sem comprometer o controle da inflação; introduzir a avaliação técnica-profissional na seleção dos futuros ocupantes de cargos em comissão, bem como reduzir seu número, hoje excessivo; realizar reformas básicas como, por exemplo, a política e a tributária; combater e punir os corruptos doa a quem doer; estabelecer o limite zero de queimadas de matas em fase de regeneração em biomas críticos e veto a partes do novo código florestal em votação contrárias à preservação de nosso meio ambiente, como a de anistia ampla e irrestrita a crimes ambientais praticados no passado. E que o processo administrativo seja transparente para que o PV monitore os compromissos públicos assumidos pelos candidatos. Se não houvesse segundo turno, como Lula queria e lutou para que não acontecesse por meio de um engajamento na candidatura de Dilma simplesmente vergonhoso para nosso Estado Democrático de Direito, ficaríamos a mercê de marqueteiros que somente pensam na maquiagem física e verbal dos dois candidatos e de Lula que usa e abusa da ignorância de nosso povo, dizendo o que lhe vem à cabeça para agradá-lo.

Friday, October 08, 2010

DILMA versus DILMA

Ao contrário de análises superficiais sobre como será o segundo turno, o que realmente estará em jogo é se a Dilma Eletrônica, apoiada literalmente pela ventriloquia de Lula e pela construção marqueteira de imagem, consegue se encarnar na Dilma real, permitindo-lhe andar com as próprias pernas fora do "chiqueirinho", como esperam ansiosos a mídia e seu eleitorado. O resto depende de menos confusão na chamada base aliada de Serra que terá de descer do muro e oferecer uma visão clara do que pretende fazer de diferente do projeto "ludilma". E isso não será fácil, pois a metamorfose já contagiou Dilma no caso do aborto e não seria de se surpreender com uma Dilma Eletrônica 2 com aparelhos sofisticados de controle e orientação. Os robôs não são mais ficção! É bom se lembrar da controvérsia sobre Bush ter usado dispositivos eletrônicos escondidos sob o paletó para receber ajuda de seus assessores em três debates havidos com Al Gore durante sua disputadíssima eleição como sucessor de Clinton.
                                         FIM

Monday, September 27, 2010

Federação Brasileira

Li os artigos dos dois principais candidatos a governador do Paraná: Roberto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) (Folha, 27/09). É reconfortante a leitura das sínteses que apresentaram do que farão se eleitos. Cansados com a propaganda eleitoral na disputa pela Presidência da República em que somente Marina expõe sua proposta com transparência e avalia o passado dos governos de FHC e Lula de forma clara e honesta, e sem medo, é muito bom lembrar que ainda somos uma federação. Mais de que um novo Presidente da República, precisamos restabelecer o poder econômico-financeiro dos Estados para que o Brasil não se afunde sob lideranças improvisadas no Governo Federal. O melhor exemplo de desperdício de recursos é o projeto populista de Dilma de um trem-bala que, depois de condenado pelo BNDES e pelo Banco Mundial, sequer foi discutido fora do âmbito do Governo Federal por técnicos e profissionais independentes de notória competência. A nação brasileira é grande demais para ser administrada e governada de forma centralizada e improvisada. Se eleitos Richa, Alckmin e Anastasia, o Brasil formará um eixo robusto de gestão pública da melhor qualidade que poderá construir, pelo exemplo, uma ponte entre o Brasil desenvolvido e o atrasado.

Sunday, September 26, 2010

Liberdade

Discutir respeito à liberdade em expressão artística com conteúdo político anarquista à luz do direito, enquanto os políticos fazem suas artes e seus espetáculos mentindo, botoxiando, mascarando, ventriloquando, tapeando, maquiando, enganando, marqueteando, transformando-nos em pobres expectadores de teatro mambembe, é fugir da responsabilidade social e política da OAB zelar pelo respeito às leis e preceitos constitucionais em nossas eleições quadrienais. Deixe aos artistas autênticos a responsabilidade e a autoridade em suas eleições bienais de se organizarem e de mostrarem ao público suas obras. E aos organizadores da mostra, a crítica a eventuais controles públicos de entrada de menores de idade em salas com conteúdo inadequado a essa faixa de idade.

Saturday, September 25, 2010

Nepotismo Eleitoral

Todo brasileiro sabe o que é nepotismo no preenchimento de cargos públicos. Felizmente, isso somente acontece em cargos que não exigem concurso público. No nepotismo eleitoral ele não pode simplesmente nomear seus protegidos, pois todos os cargos requerem eleição. Seria uma espécie de concurso público em que o candidato tem que se impor com seus próprios méritos a seus futuros eleitores. Correto? Não, não e não! No concurso público o padrinho não pode soprar no ouvido de seu afilhado político as respostas certas dos testes e tampouco comparecer a entrevistas, tomando seu lugar. Em eleições, o padrinho pode moldar seu protegido sem limites, chegando ao ponto extremo de transformá-lo em produto desejado pela população, utilizando dispendiosos serviços de marqueteiros, estilistas, cirurgiões plásticos, esteticistas, e tudo mais que o dinheiro compra. E pode até falar em seu lugar, sem ter de fazer o esforço do ventríloquo. Roriz, impressionado com o sucesso de Lula em relação a sua afilhada política Dilma, resolveu sair de uma enrascada, em que é o candidato preferido, mas não pode se eleger, e lançar em seu lugar como candidata sua esposa Weslian. Será que há tempo para mais uma mistificação? Estou seguro que tanto Dilma como Weslian são pessoas que merecem nossa consideração e respeito. Porém, não nossos votos da forma como suas candidaturas surgiram e se desenvolvem sob a batuta de seus padrinhos.

Sunday, September 19, 2010

Presidenta da República

É incrível que nós brasileiros tenhamos de responder à Erenice Guerra sua pergunta: "Depois que uma pessoa passa a exercer um cargo público, seus filhos devem parar de se relacionar, trabalhar e ter amigos?" Se o cargo de Ministra Chefe da Casa Civil fosse de pouca importância, como por exemplo a de Chefe de Almoxarifado da Prefeitura de Piripiri, no Piauí, seria aceitável responder sua pergunta e dar-lhe algumas dicas a respeito. O que não pode acontecer, e está acontecendo, é que Erenice Guerra e Dilma Rousseff não são marinheiras e sim almirantas de primeira viagem, nomeadas por Lula que, no passado, apesar de ser marinheiro de muitas viagens, passou por algo semelhante e ainda não aprendeu, ou não quer aprender como se tornar almirante. Para quê se já conseguiu ter tanto sucesso como marinheiro? Afinal, os eleitores brasileiros não ligam para maracutaias e bagunças administrativas e institucionais. Quem sabe até gostem de sofrer, diria Freud. Não o segurança de Lula (http://www.escandalodomensalao.com.br/cap05.php ), mas o Sigismundo. Se isso já não bastasse, estamos sendo ameaçados, novamente, pela quase nova presidenta do Brasil, escolhida por Lula para "navegar em mares nunca dantes navegados", Dilma Rousseff, que aprendeu a lição mais importante de seu chefe durante o escândalo do mensalão, ao afirmar: “Não sabia de nada! Minha relação com Erenice era estritamente profissional!” E procura sair da enrascada em que se meteu com a seguinte frase “Tenho clareza que sou uma servidora pública" Imagine se o Papa Bento XVI, perguntado na recente visita que fez ao Reino Unido sobre os crimes de pedofilia cometidos por padres da Igreja Católica em que é Sumo Pontífice, se saísse com a seguinte resposta: “Tenho clareza que sou um servidor de Cristo”.

Saturday, September 11, 2010

Cabo Lula

A atitude de Lula ao deixar a Presidência vacante para se tornar Cabo Eleitoral de Dilma foi bem até agora, graças à omissão da justiça eleitoral. Daqui para frente ele poderá por tudo a perder. É inadmissível que um Presidente peça votos em programa eleitoral de um ex-governador e candidato a senador que seja preso, no dia seguinte, pela Polícia Federal por corrupção das brabas; antes, também, em programa de Dilma, manifeste-se contrariado com a oposição pelo uso eleitoral dos crimes de quebra do sigilo fiscal da filha do candidato Serra e de dirigentes do PSDB, realizados a pedido de membros do PT. Lula esqueceu-se do cargo de Presidente de todos brasileiros para o qual foi eleito e não se dirigiu à nação para tranqüilizá-la, dando-lhe garantia que seriam adotadas medidas corretivas para que esses crimes não se repetissem e pedindo desculpas às vítimas pelo ocorrido. Ao contrário, surge agora a denúncia de que a própria Corregedoria da Receita Federal incide em crime ao ‘legalizar‘ outros acessos ilegais com procurações assinadas depois das violações havidas. Será que o Leão, feroz com os contribuintes, é lambedor de funcionários falsários e corruptos? Da. Dilma abra o olho ou a festa pode acabar com o célebre cartaz na porta do salão de entrada: “Fechado para Faxina”.

Tuesday, September 07, 2010

Banco Mundial Reprova Trem-Bala...

Dimmi Amora, em reportagem da Folha (7/8) com título acima, e o subtítulo "projeto brasileiro não atende às condições necessárias para construir o trem, diz BIRD", ela relata sua inviabilidade econômica e financeira . Somente um governo esbanjador e insensível às necessidades mais prementes de nossa população poderia dar prioridade a esse projeto. O professor Telmo Porto, da disciplina de engenharia ferroviária da Escola Politécnica da USP, confirma ironicamente que “hoje no Brasil, o melhor seria o trem expresso (160 km/h), pelas condições que temos. Mas, entre o trem-bala e nada, eu prefiro que saia o trem-bala". De mãos dadas para o alto com Dilma do trem-bala, Mercadante promete estende-lo para o interior de S. Paulo. Haja pressa, minha gente, pois dinheiro é que não falta! Principalmente se é para chegar "rapidinho, rapidinho" como diria Marta Suplicy. Custará de 25% a 60% mais do que um trem expresso, afirma o Banco. Adivinhem de onde virão os recursos para cobrir os déficits dessa aventura a 300km/h? De nós contribuintes. Quosque tandem?!

Friday, September 03, 2010

Dos filhos deste solo és mãe gentil,...

Dentro em breve, serão sacramentados dois grandes projetos de importação de tecnologia, envolvendo despesas de dezenas de bilhões de reais: primeiro, a importação de caças franceses, e sua tecnologia para produção no Brasil, destinados a protegerem nossos recursos naturais contra a cobiça estrangeira, principalmente na exploração da biodiversidade da floresta amazônica e das reservas de petróleo e gás do pré-sal. A justificativa é de que o poder de “dissuasão armada” evitará que potências estrangeiras nos forcem a acordos ou adoção de políticas contra nossa vontade; segundo, a importação de trem-bala, e das tecnologias de sua fabricação e operação no Brasil, destinados a transportar passageiros interurbanos a velocidade de 300km/h, iniciando-se pela linha Rio-São Paulo-Campinas. Mercadante já a compara à espinha dorsal de um peixe de onde partirão novas linhas para o interior. Esse projetão mais parece um polvo cuja cabeça, formada por uma gigantesca empresa estatal, e tentáculos espalhados pelo sistema produtivo privado, nos levarão a déficits crescentes e submissão da economia privada a interesses e comando estatal. Enquanto isso, leio com vergonha e constrangimento que rapazes do Maranhão foram explorados sexualmente por quadrilha espanhola que os forçava a consumir drogas lícitas e ilícitas para mantê-los “erectos” à disposição de clientes a qualquer hora do dia ou da noite, como já acontece faz muito tempo com muitas moças brasileiras escravizadas sexualmente no exterior. Sem falar naqueles que exercem voluntariamente atividades sexuais remuneradas, normalmente em situação ilegal no país em que residem e sujeitos a todas as formas de exploração e humilhação. Essa notícia é uma vergonha para os maranhenses, especialmente para os responsáveis pela educação e profissionalização desses jovens no Maranhão. E também para todos nós brasileiros que elegemos os membros do Congresso Nacional e o Presidente da República, responsáveis pela formulação e execução de políticas públicas nacionais visando à boa educação de nossas crianças, adolescentes e jovens, e sua profissionalização para que possam trabalhar e serem remunerados condignamente. Na ausência de educação e profissão, o consumo de drogas, a prostituição e a criminalidade se entrelaçam e formam uma rede que arrasta nossa população para o vício e joga nossos irmãos e irmãs num atoleiro de difícil saída. Isso já está acontecendo no México e em outros países da America Latina. E para quem não é alienado de nossa realidade social, também em nosso País onde o tráfico e a violência crescem assustadoramente. Viciados e debilitados física e mentalmente, nossos jovens, adolescentes e até crianças se tornam escravos sexuais e bandidos armados a serviço do tráfico. Pergunta-se: que tal se aplicar os recursos poupados da importação de tecnologias sofisticadas em caças supersônicos e trem-bala em técnicas e práticas de educação fundamental e de profissionalização que efetivamente protejam nossos jovens contra a cobiça de criminosos que os exploram aqui em nosso próprio país e no exterior? É uma boa pergunta a ser feita a nossa quase Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, autora do projeto de Trem-Bala, a sua aliada Roseana Sarney, provavelmente a ser eleita novamente governadora do Maranhão. Não se esquecendo de José Sarney, Presidente do Congresso Nacional, e do Senado que autorizará o Presidente da República a efetivar as complexas operações financeiras e de crédito desses dois bilionários contratos de importação de tecnologia. Também perguntar ao Presidente Lula, que conseguiu dobrar o Comando da Aeronáutica para desistir dos caças suecos mais baratos em favor dos caças Rafale da Dassault, aumentando os custos desse projeto da aeronáutica... Pátria amada, Brasil!

Sunday, August 29, 2010

Falta de Lógica

Nós brasileiros estamos ainda muito próximos de crendices e heranças culturais que nos levam a erros lastimáveis. A educação, que deveria libertar-nos disso, falhou. Exemplo disso é a falta de lógica em decisões importantes de nossas vidas. Nesta eleição, por exemplo, Lula tem usado e abusado da fragilidade de raciocínio de nosso povo, senão façamos a seguinte pergunta a um estudante de ensino médio: se A é maior ou melhor que B, C também será maior ou melhor que D? É óbvia a resposta do estudante aplicado:- "somente se A=C e B=D, ou seja, não há alternativa senão essa". Contudo, se substituirmos A por “governo de Lula”; B por “governo de FHC”; C por “futuro governo de Dilma” e D por “futuro governo de Serra”, ainda que nossa admiração por Lula leve-nos a afirmar que o governo dele foi melhor do que o “governo de FHC”, não é lógico esperar que o “governo de Dilma” seja necessariamente melhor que o de Serra”, porque Lula não é Dilma, ainda que ele insista que sim, e Serra não é Fernando Henrique, como os dois jamais pensaram ser. Tampouco os tempos serão os mesmos enfrentados por FHC e Lula em períodos e circunstâncias distintos: 1995-2002 e 2003-2010, respectivamente. O período 2011-2014da futura administração será de Dilma ou de Serra com novos desafios e oportunidades, deixando FHC e Lula como ex-presidentes de um passado recente. Até aqui nada mais que o óbvio ululante, como costumava escrever o falecido Nelson Rodrigues. Na realidade, somente a popularidade e o grande poder de comunicação de Lula, associados à falta de lógica e incapacidade de nossos eleitores raciocinarem com suas próprias cabeças podem explicar esse erro de lógica. Somente eleitores perturbados por falta de raciocínio, ou por razões emocionais, obedecem a Lula e acatam o argumento acima sem questioná-lo sequer. Para aqueles que não gostam da brincadeira de que Dilma é Lula, já que ele tem barba farta e ela não, ele promete, acima dos desígnios de Deus e da Lei, que estará ao lado dela para ser “consultado” quando ela necessitar e quiser. Uma espécie de Anjo da Guarda de carne e osso. Lembram-se de Frei Beto, confessor de Lula por mais de 25 anos? Não durou dois anos no Palácio do Planalto como seu assessor. Nenhum Presidente aceita um Anjo da Guarda a seu lado. Esse tipo de atitude de Lula já aconteceu na Argentina com Perón, que elegeu duas esposas suas: na primeira fase, Evita, que o Vaticano negou-se a santificar apesar de manifestações e pressões populares, e, na segunda fase, Isabelita. Agora, presencia-se uma versão ‘light” do passado, criado pelo casal Kirchner. No Brasil, como a primeira dama não tem pretensões políticas, até o momento, Lula escolheu Dilma, cujo carisma é questionado pelo Frei Beto, forçando a barra para que ela seja eleita. Contudo, diferentemente da Argentina, neste caso a intimidade entre Lula e Dilma tem limites claros.

Se a emoção perturba e distorce a razão de quem consegue raciocinar, o que dizer para aqueles que raramente conseguem usá-la em suas decisões? Seria até compreensível que eleitores beneficiados diretamente por Lula escolhessem por sua recomendação Dilma, sem raciocinar. O que parece estranho é que muitos dos prováveis eleitores de Dilma a escolham pelo bem de nosso povo e do Brasil, aceitando a indicação sem avaliação independente, confirmando ou não o desejo de Lula. Isso é incompetência ou preguiça, SMJ (Salvo Melhor Juízo), como costumam afirmar os advogados no fecho de suas ponderações.

Saturday, August 28, 2010

Rei Midas

Lula falou com Midas em sonho. Sabendo de seu interesse e mortal envolvimento nas eleições do Presidente do Brasil que o sucederá, ao despedir-se de Lula, disse-lhe: “Troque o S por L que tudo brilhará como ouro nessa eleição”. Depois de muito pensar sobre o que lhe disse Midas, num lampejo descobriu o enigma. "Se eu tirar o S do nome de Midas e colocar um L obterei a palavra MIDAL", pensou Lula. Bastou, portanto, eliminar o S de Serra e colocar o L, de Lula, que se completaram as letras necessárias para escolher o nome de seu sucessor. Assim DILMA foi escolhida e deixada a palavra ERRA para a oposição. E com isso, Lula pode afirmar hoje que é Dilma também, pois seu L está no meio de Dilma. A partir daí, basta Lula tocar um candidato que ele reluz como ouro junto ao eleitorado. Chovem votos. Apesar de tudo isso, tem gente que não acredita em mitologia grega e em sonhos proféticos, preferindo o provérbio português de nosso samba que diz: “nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que balança cai”. Quem sabe os alckmistas possam ajudar a tirar o encanto de Midas que tornou a oposição errante. Ou, também, o mineiro (Aécio)que retirou o C de seu nome e do alfabeto para transformar-se, subitamente, em Rei da Vocalização em Minas Gerais. Com isso, ele conseguiu, inclusive, um Lula que não osta (Costa sem c) a retirada do hélio (Hélio) que enche o ceú de Minas Gerais com balões de fantasia. Sem falar no curitibano das rixas (Beto Richa, candidato a governador), em cidade que não dá alvará para qualquer um vender ilusões à luz dos dias (Osmar Dias, disputanto com Richa).

Friday, August 27, 2010

Mistérios de Dilma

Inoportuna e preocupante a justificativa do presidente do STM, Ministro Carlos Alberto Marques Soares, para trancar em cofre os autos referentes à condenação e prisão de Dilma. Diz ele que é para evitar-se "uso político" do material; e, além disso, acrescenta que ele é de "difícil manuseio", dado seu estado de conservação. Simplesmente ignora dois fatos importantes: primeiro, que existe tecnologia para cópia e reprodução de documentos históricos; segundo, que Lula fez uso político desses autos para afirmar, publicamente, que a biografia de Dilma, na luta pela implantação do socialismo marxista-leninista em nosso País, é semelhante à de Mandela para por fim ao ‘Apartheid’ na África do Sul, destacando que os dois somente fizeram o uso da força como último recurso para atingir seu objetivo. Está na hora de se validar ou não tal afirmação do Presidente, tornando pública sua biografia toda, já que a de Mandela é mais do que notória. Afinal, nós eleitores temos o mesmo direito de Lula e de outros que tiveram acesso aos autos sobre o período em que Dilma foi julgada, condenada e presa, disponíveis ao público até março deste ano. Como cidadão, considero ser obrigação do Tribunal Superior Eleitoral se manifestar sobre esse tratamento desigual dado a nós eleitores pelo STM

Sunday, August 22, 2010

Mosca Azul

Lula já cumpriu sua missão com relativo sucesso. Sem formação escolar adequada e tampouco conhecimento suficiente para entender e exercer bem seu papel de chefe de governo e de Estado do Brasil, Lula deixará o cargo de Presidente com aprovação popular a sua pessoa e a seu governo extraordinariamente alta. Da elite brasileira, obterá o reconhecimento de que preservou a economia de mercado funcionando normalmente e acima de tudo, com inflação controlada. Seu diálogo fácil e paternalista com nossa sofrida população pobre e simples e com setores radicais de esquerda permitiu-lhe manter clima de respeito às instituições democráticas durante seu governo. O apadrinhamento de lideranças sindicais poupou-lhe de manifestações públicas do contra, tão comuns em governos anteriores, particularmente no de FHC, dificultando a adoção de reformas e medidas necessárias ao desenvolvimento sustentável do Brasil, até hoje postergadas. Somente para lembrar aos jovens, durante mais de meio século, o bordão FORA FMI animava a gritaria em manifestações populares contra o governo federal patrocinadas pelos sindicatos. Lula exterminou-o ao manifestar seu desejo de ampliar o capital do Brasil no FMI para ter mais votos em sua diretoria. Ele explorou politicamente o fato de haver diminuição na desigualdade de distribuição de renda, esta ainda superior a de países vizinhos, porém sem avançar na igualdade de oportunidade por deficiência nos serviços públicos oferecidos à população de baixa renda. Lula manteve o País afastado dos radicais do PT e de suas propostas expropriadoras que pudessem enfraquecer nosso já débil estado democrático de direito. Infelizmente, como homem do povo sofrido não conseguiu entender que o caminho definitivo de saída da pobreza e da própria miséria, sem negar ajuda emergencial necessária para sua sobrevivência, passa necessariamente pela sala de Educação. Com “E” maiúsculo por envolver não só conhecimento técnico, mas o desenvolvimento de valores e cultura, como o de amor e respeito a sua própria vida e à do próximo, bem como de valores éticos e morais que se traduzam em hábitos e costumes civilizados. Perdeu-se muito tempo na discussão de políticas afirmativas para descendentes de negros e índios, como a de quotas para ingresso nas universidades, gerando tensões desnecessárias e abalando princípios básicos de igualdade e mérito que devem nortear os processos de seleção e promoção nesse nível de educação. Lula deu menos importância política à educação fundamental e profissionalizante, jactando-se do grande número de universidades criadas por seu governo. Com essa escolha, ele colocou a população pobre em situação paradoxal de não conseguir preencher vagas abertas pelo desenvolvimento do País por falta de educação básica e profissionalizante, enquanto egressos de cursos universitários pouco concorridos e de pouca demanda no mercado de trabalho ficam desempregados. Na realidade, a discriminação mais ampla em nosso País é contra a pobreza que não teve acesso à educação fundamental de qualidade, tampouco conhecimentos suficientes para o exercício de profissões mais bem remuneradas no mercado de trabalho. As entidades públicas e privadas não se importam com a origem dos pobres e os matizes de cor de sua pele na contratação de empregados. Elas levam em conta somente sua educação e competência, avaliadas rigorosamente em concorridos processos de recrutamento e seleção, dando-se preferência aos egressos de cursos embasados nas chamadas ciências exatas. A eventual discriminação a descendentes de africanos, apesar da maioria do povo brasileiro ter-se integrado à população negra e de outras origens definitivamente e existirem leis que penalizem os que ainda pensam poder praticar discriminação em nosso País, deve ser combatida com rigor. Fiscalização ostensiva e efetiva, bem como rápido julgamento e punição dos culpados é a resposta correta a esse problema. Isto posto, é surpreendente o que se tem observado no atual processo eleitoral depois de Lula ter demonstrado sua maturidade política ao não agredir nossas instituições democráticas com a disputa por um terceiro mandato, o que provavelmente aconteceria se usasse e abusasse da popularidade alcançada em seu governo. Contudo, escolheu discricionariamente Dilma como sua sucessora, desrespeitando o procedimento de escolha de candidatos a cargos eletivos adotado pelo PT, considerado como o mais avançado e democrático entre os grandes partidos políticos brasileiros. Muitos dos pretendentes, bem mais experientes e qualificados que Dilma, calaram-se diante do fato consumado. Em relação à vaga de vice na chapa de Dilma, Lula chegou a interferir no processo de seleção do PMDB. E nos demais partidos da coligação em candidaturas para governador e para membros do congresso nacional a fim de viabilizar a campanha de sua candidata em todos os estados do País. É possível que o desejo de serem contagiados pelo vírus da popularidade de Lula, associado à falta de comunhão de idéias e propostas nos conglomerados humanos conhecidos como partidos políticos, os tenham transformado em peças dependentes da vontade soberana de Lula. Em outras palavras, o desejo de se manter no poder, transforma nossos políticos, seja em Lulistas, ou simplesmente simpáticos à Lula, mas jamais anti-Lula. O foco da independência de poderes que deveria estar no Congresso se deslocou paradoxalmente para a Justiça cujos membros da mais alta corte são indicados pelo Presidente. Lula também atropelou a lei eleitoral e se empenhou na promoção política de Dilma para Presidenta antes do tempo legalmente permitido, colocando em situação ridícula os tribunais eleitorais. Mais recentemente, transformou sua posição de Presidente em mero cargo de funcionário público, outorgando-se o direito de nas horas “fora do expediente” dedicar-se plenamente à campanha de Dilma, comportando-se como cabo eleitoral itinerante. Ao fazer isso, deixa sua função de presidente de todos brasileiros, participando e se tornando o principal protagonista em manifestações públicas populares. Sua energia e disposição em eleger Dilma dão a impressão que busca realizar o desejo oculto de conseguir um terceiro mandato para o Lulismo e não a eleição da candidata de seu partido e da coligação partidária reunida em torno de seu nome. E mais do que isso. Garantir a si próprio presença ativa no próximo governo, dada a fragilidade política de sua candidata, até o início desta década desconhecida no meio político nacional e da população brasileira fora do Rio Grande do Sul. Sua biografia não a qualifica para disputar a presidência do Brasil. Ao concluir nove anos de educação no tradicional colégio de freiras SION, com dezesseis anos recém completados, matriculou-se em escola pública no primeiro ano de ensino médio. Namorou e depois casou com o comunista Carlos Galeno Magalhães Linhares que a atraiu para os movimentos revolucionários da época, inspirados no pensamento marxista-leninista e na vitoriosa revolução cubana. Dilma seguiu os passos de Linhares, deixando-o em 1.970, com pouco mais de vinte anos de idade, para se tornar companheira de outro líder revolucionário, Carlos Franklin de Araújo, tendo participado do grupo VAR-Palmares responsável por assaltos e assassinatos. Foi presa e torturada. Mais tarde, sob a influência de Araújo, um dos fundadores do PDT, e influente político no Rio Grande do Sul, ela ocupou o cargo de Secretária de Energia nos Governos de Alceu Collares (PDT) e de Olívio Dutra (PT), tendo nesse último se filiado ao PT para se manter no cargo após o rompimento da aliança PT-PDT. Finalmente, já afastada de seu segundo companheiro, pai de sua única filha, Dilma participou do grupo de apoio à eleição de Lula, em 2.002, e ocupou o cargo de Ministra de Energia do governo eleito. E, em 2.005, substituiu José Dirceu como Ministra-Chefe da Casa Civil. Com mudanças radicais em sua aparência física e treinada para se comunicar com o povo, ainda assim, Dilma continua sendo uma técnica, ou tecnocrata, como eram chamados os técnicos durante a ditadura militar. É estranha no ninho político tradicional e inexperiente em disputas eleitorais, pois a presidência será o primeiro cargo eletivo postulado por ela. Em suma, necessitará e terá Lula a seu lado, antes e depois das eleições, se for eleita. Não é por acaso que em discurso recente Lula advertiu o eleitor que ao não encontrar seu nome entre os candidatos a Presidente deve escolher o de Dilma, porque “ela é ele”. E que Dilma será a garantia da continuidade de seu governo. Ela será a mãe do povo brasileiro. Isso tudo nos traz à lembrança Perón, na Argentina; primeiro com Evita, que o Vaticano negou-se a santificar, e depois Isabelita. Ou, na recente versão “light”, o casal Kirchner. Será que vamos passar por isso também? Tudo indica que sim. Não tenho mais dúvida que Lula foi mordido pela mosca azul cujo efeito de longo prazo somente terminará quando o povo brasileiro for mais bem educado e houver menos desigualdade econômica, social e cultural em nosso País. Vamos votar e não esmorecer em nosso trabalho para que isso aconteça em ambiente de liberdade e dentro do quadro político-institucional de Estado Democrático de Direito em que vivemos, independente do resultado das urnas. Capitalismo de Estado e Socialismo não fazem parte de nossas opções políticas em votação, devendo eventuais passos nessa direção depois das eleições serem firmemente rejeitados.

Wednesday, August 18, 2010

Espinha de Peixe

Mercadante afirma que o grande projeto de Dilma, o Trem Bala Rio-São Paulo-Campinas, será a espinha dorsal de onde partirão novas linhas férreas para o interior do Estado de São Paulo. Citou seu prolongamento de Campinas para Ribeirão Preto, como exemplo. Se a proposta de Dilma é estapafúrdia no atual estágio de desenvolvimento de nosso País cujas prioridades em transportes são outras, a de Mercadante não merece ser levada a sério, mais parecendo uma tirada de palanque eleitoral ao estilo de seu mentor Presidente Lula que, em discurso feito em Taboraí, RJ para trabalhadores da COMPERJ (9/3/10), disse o seguinte: “... os que defendem investimentos em metrô e trens querem que o pobre deixe a rua livre para eles..”. Lula não esqueceu, também nesse discurso, de prometer aos pobres condições para comprar carro. Isso tudo foi dito a menos de nove meses de deixar o cargo, ignorando a prioridade dada pela população à melhoria dos transportes públicos no País. Enquanto isso Serra promete justamente o oposto: utilizar os R$ 40 bilhões do projeto de Trem-Bala na expansão da rede metroviária nas grandes cidades brasileiras.