A verdade sobre a Droga
Folha 27-28-29/5 – Serra disse que o governo boliviano faz “corpo mole” ao deixar que ”de 80% a 90%" da cocaína entrada no Brasil seja "via Bolívia"; Dilma acusa-o de "demonizar" a Bolívia e agir de "forma atabalhoada"; a Polícia Federal informa que não é possível saber a origem das drogas apreendidas.
Folha 30/5 – A Divisão de Controle de Produtos Químicos da PF vazou a informação de que 80% da cocaína distribuída no país vêm da Bolívia - a maior parte na forma de "pasta"; em 2008, Morales expulsou da Bolívia cerca de 20 agentes do departamento antidrogas dos EUA; dois meses depois, firmou um acordo com o Brasil, segundo o qual a PF passaria a atuar na Bolívia no combate ao tráfico de cocaína e armas; até agora o acordo não saiu do papel; segundo Relatório de Amorim ao Congresso, a ONU divulgou que houve aumento contínuo na produção de coca na Bolívia no período de 2.003 a 2.008.
Conclusão minha: Na política externa, os confrontos com os EUA (democracia em Honduras; ajuda humanitária no Haiti; paz no Oriente Médio; apoio eleitoral a Evo Morales; apoio a Cuba, entre outros) foram e continuam sendo mais importantes que a busca de colaboração técnica e financeira com esse País no combate ao tráfico de drogas no Brasil e na América Latina.
Sunday, May 30, 2010
Friday, May 28, 2010
"Piada" ser Vice de Serra por Patriotismo
Ex-presidente da federação mineira da indústria, Robson Andrade, eleitor de Dilma, disse que Aécio deve escolher seu destino, porque "sabe o que é o melhor para o país" (Folha 28/5). Se a sinceridade e a verdade fossem valores respeitados pelos políticos, Aécio diria que mais vale sua eleição garantida a senador do que se arriscar para ser Vice de Serra. Além disso, que desistira (por patriotismo, segundo ele!) de disputar a vaga do PSDB para candidato a Presidente para não se arriscar a ser derrotado. Por que iria, agora, ajudar na eleição de Serra? O que Aécio e os demais políticos sabem é o que é melhor para eles. O resto é retórica. Quem deve escolher o que é melhor para nosso país somos nós. Salvo alguns poucos estadistas, como Gandhi e Mandela, por exemplo, os políticos ambicionam "o reino, o poder e a glória." Em tempo: não está na hora de se extinguir o cargo de Vice?
Ex-presidente da federação mineira da indústria, Robson Andrade, eleitor de Dilma, disse que Aécio deve escolher seu destino, porque "sabe o que é o melhor para o país" (Folha 28/5). Se a sinceridade e a verdade fossem valores respeitados pelos políticos, Aécio diria que mais vale sua eleição garantida a senador do que se arriscar para ser Vice de Serra. Além disso, que desistira (por patriotismo, segundo ele!) de disputar a vaga do PSDB para candidato a Presidente para não se arriscar a ser derrotado. Por que iria, agora, ajudar na eleição de Serra? O que Aécio e os demais políticos sabem é o que é melhor para eles. O resto é retórica. Quem deve escolher o que é melhor para nosso país somos nós. Salvo alguns poucos estadistas, como Gandhi e Mandela, por exemplo, os políticos ambicionam "o reino, o poder e a glória." Em tempo: não está na hora de se extinguir o cargo de Vice?
Wednesday, May 19, 2010
São Paulo Saturada
O Editorial da Folha com esse título (19/5), que aborda a questão dos corredores de ônibus na Cidade de São Paulo, esqueceu o principal: como está estruturado e é operado o sistema. Por exemplo, o procedimento de pagar as passagens dentro do veículo permanece, não obstante utilizar bilhetes eletrônicos, mantendo aglomerações ou filas na entrada do veículo parado. Catracas e cobradores dentro dos veículos são um dos símbolos do estrangulamento do sistema. Linhas com destinos os mais variados transitam no corredor, com dezenas de pessoas abarrotando a estação de embarque à espera do veículo que as levará para o Jardim X ou Y. Enquanto isso, ônibus bi-articulados, que acomodam mais de uma centena de pessoas, param para embarcar ou desembarcar um único passageiro. Enfim, o sistema de corredores na Cidade de São Paulo não está “metronizado”. Quando o corredor está livre, o ônibus é uma excelente alternativa ao automóvel particular apesar das deficiências acima apontadas. O primeiro passo para dotar a área metropolitana de um sistema confiável, rápido e confortável de transporte de massa é entregar os corredores de ônibus ao Metrô para que os construa, opere e desenvolva como parte de uma rede em que os elos rodoviários e ferroviários seriam integrados visando a atender a crescente demanda de transporte de massa.E deixar aos municípios da área metropolitana os serviços de transporte público locais e de alimentação.
O Editorial da Folha com esse título (19/5), que aborda a questão dos corredores de ônibus na Cidade de São Paulo, esqueceu o principal: como está estruturado e é operado o sistema. Por exemplo, o procedimento de pagar as passagens dentro do veículo permanece, não obstante utilizar bilhetes eletrônicos, mantendo aglomerações ou filas na entrada do veículo parado. Catracas e cobradores dentro dos veículos são um dos símbolos do estrangulamento do sistema. Linhas com destinos os mais variados transitam no corredor, com dezenas de pessoas abarrotando a estação de embarque à espera do veículo que as levará para o Jardim X ou Y. Enquanto isso, ônibus bi-articulados, que acomodam mais de uma centena de pessoas, param para embarcar ou desembarcar um único passageiro. Enfim, o sistema de corredores na Cidade de São Paulo não está “metronizado”. Quando o corredor está livre, o ônibus é uma excelente alternativa ao automóvel particular apesar das deficiências acima apontadas. O primeiro passo para dotar a área metropolitana de um sistema confiável, rápido e confortável de transporte de massa é entregar os corredores de ônibus ao Metrô para que os construa, opere e desenvolva como parte de uma rede em que os elos rodoviários e ferroviários seriam integrados visando a atender a crescente demanda de transporte de massa.E deixar aos municípios da área metropolitana os serviços de transporte público locais e de alimentação.
Thursday, May 06, 2010
Reajuste de Aposentadorias
Todos sabem que nosso sistema previdenciário tem um rombo financeiro a ser corrigido. Devido à defasagem dos reajustes dos aposentados pelo INSS, Lula encaminhou ao Congresso uma proposta de reajuste de 6,14% como compensação. E Deputados Federais, inclusive do PT e da base aliada, aprovaram 7,7%, rejeitando sua proposta. A respeito disso, os três pré-candidatos à Presidência – Dilma, Serra e Marina – manifestaram-se, afirmando, entre outras coisas, o seguinte:
Candidato 1- “O ministro Guido Mantega [Fazenda] é um homem responsável. O presidente Lula tem prestado muita atenção nisso. Vou apoiar a decisão que o governo federal tomar a esse respeito",respondeu diretamente ao repórter;
Candidato 2- "Imprensa me pergunta o que o presidente Lula deve fazer em relação ao aumento dos aposentados. O presidente tem um forte compromisso social".Essa manifestação foi dada, posteriormente, pelo Twitter, após ter-se esquivado de responder diretamente ao repórter;
Candidato 3- "É preciso saber de onde vêm as receitas, em função do déficit da Previdência", falou diretamente ao repórter.
Após ler essas manifestações, identifique os candidatos que as fizeram, lendo a matéria que foi publicada na Folha de 6/5. E, depois, pense sobre a atitude de cada um. E se quiser, seus comentários serão bem-vindos para publicação neste BLOG.
Todos sabem que nosso sistema previdenciário tem um rombo financeiro a ser corrigido. Devido à defasagem dos reajustes dos aposentados pelo INSS, Lula encaminhou ao Congresso uma proposta de reajuste de 6,14% como compensação. E Deputados Federais, inclusive do PT e da base aliada, aprovaram 7,7%, rejeitando sua proposta. A respeito disso, os três pré-candidatos à Presidência – Dilma, Serra e Marina – manifestaram-se, afirmando, entre outras coisas, o seguinte:
Candidato 1- “O ministro Guido Mantega [Fazenda] é um homem responsável. O presidente Lula tem prestado muita atenção nisso. Vou apoiar a decisão que o governo federal tomar a esse respeito",respondeu diretamente ao repórter;
Candidato 2- "Imprensa me pergunta o que o presidente Lula deve fazer em relação ao aumento dos aposentados. O presidente tem um forte compromisso social".Essa manifestação foi dada, posteriormente, pelo Twitter, após ter-se esquivado de responder diretamente ao repórter;
Candidato 3- "É preciso saber de onde vêm as receitas, em função do déficit da Previdência", falou diretamente ao repórter.
Após ler essas manifestações, identifique os candidatos que as fizeram, lendo a matéria que foi publicada na Folha de 6/5. E, depois, pense sobre a atitude de cada um. E se quiser, seus comentários serão bem-vindos para publicação neste BLOG.
Monday, May 03, 2010
Discurso de Dilma
Ao falar de feitos econômicos e sociais, Dilma Rousseff se apresenta como protagonista do Governo Lula, o que é verdade. Contudo, não dá sequer uma colher de chá para o período de bonança em que a economia e o comércio mundial viveram nesse período. Tampouco, reconhece o trabalho árduo da equipe de Lula que deu continuidade à política econômico-financeira encetada e implantada por FHC em anos turbulentos, até hoje execrada pelo PT e, quem sabe, até por ela, o que não seria de surpreender. Palocci, que manteve a equipe técnica de Malan e Meireles, são os heróis a serem coroados pelo PT. As colunas mestras dessa política são o controle monetário, por meio de taxa de juros, de volume de crédito e de metas de inflação, bem como pelo monitoramento da taxa de câmbio flutuante com intervenções aleatórias sem definição rígida de bandas. A política fiscal operou com porcentagens de superávits primários nos orçamentos públicos federais visando a manter a dívida pública sob controle, tendo se afrouxado, recentemente, em aumentos substanciais dos gastos correntes com pessoal a ponto de comprometer a capacidade de investimento do Governo Federal que tanto prejudica a qualidade da infraestrutura hoje deteriorada. Nos Estados e Municípios, a Lei de Responsabilidade Fiscal, negociada e aprovada no período de FHC, controlou e controla as despesas públicas nessas duas esferas. A reforma do Sistema Financeiro, também no período FHC, expurgou os ativos podres do sistema, reestruturou o sistema bancário e estabeleceu regras para se manter a estrutura de depósitos e empréstimos sólida, com liquidez e confiável. Foi essa reforma, em grande parte responsável pela redução dos efeitos negativos da recente crise financeira mundial na economia brasileira. A demanda de produtos brasileiros no exterior, principalmente de produtos primários, e o excesso de liquidez internacional, não só garantiram o pagamento de nossas importações, como permitiram a constituição de reservas acima de US$ 200 bilhões, proporcionando a nosso País a conquista do chamado “grau de investimento” (investment grade) que representa o sinal verde para a aplicação de recursos de fundos do exterior, especialmente de aposentadorias e pensões. O Brasil vive hoje um circulo virtuoso que foi construído nos últimos 16-17 anos em que predominaram seriedade, competência e responsabilidade na administração de nossa economia. O que os candidatos devem mostrar a nós eleitores são suas credenciais e propostas para continuar nesse caminho aberto por FHC e trilhado por LULA, contrariando os ímpetos socialistas e estatizantes do PT. Se Dilma continuar nessa tecla de que a administração de FHC representou o “Reino da Desigualdade” quando todos nós sabemos que o Brasil foi e continua sendo um dos países com mais concentração de renda do mundo e que somente a longo prazo corrigirá isso por meio de sérias e profundas reformas no ensino básico e técnico-profissional; se ainda insistir, também, que Lula recebeu o País com inflação descontrolada, olvidando da tensão no mercado financeiro gerada antes e depois da eleição de Lula, quando o dólar ultrapassou R$ 4 reais; se continuar na ladainha que o capitalismo de Estado (estatização em sua linguagem) vai substituir o "fantasma do neoliberalismo" herdado de FHC, que na realidade nunca existiu, pois foi mantido por Lula; enfim, se continuar com discursos demagógicos e afirmações sem pé nem cabeça, somente contará com votos de eleitores radicais do PT e de eleitores ignorantes que infelizmente ainda são muitos em nosso eleitorado.
FIM
FIM
Wednesday, April 21, 2010
Crise Alucinatória: Lula versus FHC
Lula não perde oportunidade de se comparar a FHC para demonstrar sua superioridade como Presidente da República. Há momentos de verdadeiro paroxismo quando afirma que “Nunca antes nesse País...”. A negação do passado, a distorção de fatos e a eliminação de contextos históricos são utilizadas corriqueiramente para validar suas afirmações. Seu desejo de continuar no poder é tão grande que gerou sua própria candidata e fantasiou que o candidato do PSDB, José Serra, também foi gerado por FHC. Nada mais lógico, portanto, que Dilma, seja ele, e Serra, seja FHC.
Por incrível que pareça, o País é obrigado a participar dessa verdadeira alucinação pré-eleitoral em que a comparação entre os dois candidatos, Dilma e Serra, não seja entre eles, mas entre Lula e FHC. E que não existirá pós-Lula, como nunca existiu pós-FHC. Lula quer nos congelar na história e na própria vida ao insistir nessa escolha fantasmagórica. Peço a Deus que FHC não faça parte dessa alucinação respondendo às provocações de Lula. Afinal, nós eleitores, temos a responsabilidade real de escolher entre vários candidatos de carne e osso aquele ou aquela que será nosso próximo presidente após tomarmos conhecimento de suas propostas e, especialmente, de sua história e competência para governar e chefiar o Estado brasileiro.
fim
Por incrível que pareça, o País é obrigado a participar dessa verdadeira alucinação pré-eleitoral em que a comparação entre os dois candidatos, Dilma e Serra, não seja entre eles, mas entre Lula e FHC. E que não existirá pós-Lula, como nunca existiu pós-FHC. Lula quer nos congelar na história e na própria vida ao insistir nessa escolha fantasmagórica. Peço a Deus que FHC não faça parte dessa alucinação respondendo às provocações de Lula. Afinal, nós eleitores, temos a responsabilidade real de escolher entre vários candidatos de carne e osso aquele ou aquela que será nosso próximo presidente após tomarmos conhecimento de suas propostas e, especialmente, de sua história e competência para governar e chefiar o Estado brasileiro.
fim
Monday, April 12, 2010
Histórias de Carochinha
Quase oito anos de metáforas do Presidente Lula já foi mais do que suficiente para encher nosso cérebro de fantasias. Essa de “Lobo Mau em Pele de Cordeiro” de Dilma Rousseff nos faz lembrar a história de Chapeuzinho Vermelho. Segundo minha modesta opinião, tanto Dilma como Serra já passaram da idade para representar esses papéis. O que esperamos dos candidatos são discussões e debates sérios sobre Ética e Reforma Política, Segurança, Educação, Saúde, Saneamento, Combate às Drogas, Eficiência e Competência na Administração Pública, Reforma Tributária, Transporte Público, e sobre tantos outros problemas que nos afligem. E que deixem as histórias de carochinha para ninar seus netos.
FIM
Sunday, April 11, 2010
Discurso de Dilma
Em seu discurso ela afirmou que não entregará os recursos naturais e as empresas públicas “a quem quer que seja”, tampouco que destruirá o Estado Brasileiro “a ponto de torná-lo omisso e inexistente”. Acrescentou, ainda, que respeita os movimentos sociais afirmando que “democrata que se preza não agride os movimentos sociais”. Não seria mais fácil ela dizer, simplesmente, que respeitará a Constituição e as Leis de nosso País, esclarecendo, porém, que a admissão de empregados e o preenchimento de cargos de chefias das empresas públicas e do governo serão feitos por critérios de competência e mérito, e não por filiação partidária?
E que o Estado presente e ativo que ela deseja será, também, enxuto, robusto e forte com gastos estritamente necessários para cumprir suas tarefas com eficiência e competência? E que sua primeira medida será diminuir o número e os gastos com cargos de confiança; e com ministérios, também, hoje superior a 40? Quanto aos crimes de entregar bens públicos a qualquer um e agredir pessoas de movimentos sociais afirmar que serão tratados com a polícia e a justiça, tudo dentro da lei é simplesmente ridículo.
fim
E que o Estado presente e ativo que ela deseja será, também, enxuto, robusto e forte com gastos estritamente necessários para cumprir suas tarefas com eficiência e competência? E que sua primeira medida será diminuir o número e os gastos com cargos de confiança; e com ministérios, também, hoje superior a 40? Quanto aos crimes de entregar bens públicos a qualquer um e agredir pessoas de movimentos sociais afirmar que serão tratados com a polícia e a justiça, tudo dentro da lei é simplesmente ridículo.
fim
Friday, April 09, 2010
Ode ao Bigode
Buscando notícias na Folha (9/4) em seu índice geral, deparei-me surpreso com o título acima do artigo semanal do atual Presidente do Senado e ex-Presidente da República, José Sarney. Sempre considerei a televisão instrumento insensível de comunicação ao juntar notícias alegres com tragédias, enunciadas rapidamente e no mesmo tom de voz. Não esperava isso de José Sarney, que além de político é escritor. Escrever artigo sobre bigode, especialmente o seu, enquanto o Brasil passa por uma sucessão de desastres e chora seus mortos e feridos, é demais para mim! Quem sabe para ele, que seguramente choraria a morte de velhos companheiros políticos, os brasileiros mortos nesses desastres são pessoas distantes, rústicas, pobres, cujo desaparecimento se reduz a números abstratos. Espero que a justiça - particularmente dos jovens do Ministério Público - mostre que esse genocídio decorrente de omissão de autoridades públicas não sairá impune. E que Sarney raspe seu bigode como penitência pela sua falta de compaixão.
Buscando notícias na Folha (9/4) em seu índice geral, deparei-me surpreso com o título acima do artigo semanal do atual Presidente do Senado e ex-Presidente da República, José Sarney. Sempre considerei a televisão instrumento insensível de comunicação ao juntar notícias alegres com tragédias, enunciadas rapidamente e no mesmo tom de voz. Não esperava isso de José Sarney, que além de político é escritor. Escrever artigo sobre bigode, especialmente o seu, enquanto o Brasil passa por uma sucessão de desastres e chora seus mortos e feridos, é demais para mim! Quem sabe para ele, que seguramente choraria a morte de velhos companheiros políticos, os brasileiros mortos nesses desastres são pessoas distantes, rústicas, pobres, cujo desaparecimento se reduz a números abstratos. Espero que a justiça - particularmente dos jovens do Ministério Público - mostre que esse genocídio decorrente de omissão de autoridades públicas não sairá impune. E que Sarney raspe seu bigode como penitência pela sua falta de compaixão.
Thursday, April 08, 2010
Direcionamento de Licitação
Está mais do que antecipadamente decidida a escolha dos Caças Rafale da Dassault pelo Presidente Lula. Ela foi anunciada durante a visita de Sarkozy no último dia 7 de Setembro. Não dá para entender, portanto, os malabarismos e tergiversações do Ministro da Defesa, senão como esforço brutal para tornar a escolha de Lula como política com “P” maiúsculo. Apesar disso, a licitação, ou o que seja, começou mal; pois se o objetivo era fugir do veto norte-americano à exportação de caças e outros equipamentos militares de defesa e ataque com componentes e tecnologia daquele país, mesmo que fabricados no Brasil, não se deveria, jamais, ter-se convidado ou consultado a Boeing, tampouco a Saab, pois os técnicos do Ministério da Defesa já sabiam que os Caças Gripen NG da Suécia contêm esses componentes. Quanto a Boeing, até parece piada estar participando do processo de escolha. Se nem os Tucanos da EMBRAER puderam ser exportados para a Venezuela por essa razão, realmente pensou-se, por exemplo, em exportar os F-18 da Boeing que seriam fabricados no Brasil para Cháves ou para Ahmadinejad? É óbvio que essa licitação é de araque. E mais, seu objetivo principal não é a Defesa Nacional simplesmente. Ela visa, principalmente, criar no Brasil um complexo militar-industrial cuja sobrevivência necessitará do mercado externo. Esse complexo ameaçará nossa incipiente e frágil democracia com mecanismos de relacionamento da indústria com o Estado, em que defesa nacional e interesses políticos no País e no exterior se mesclarão em simbiose econômico-financeira fora do controle de uma população pobre e sofrida, ainda imersa na ignorância. Quem não ouviu o “farewell speech” de Eisenhowever sobre isso, que o faça agora em http://www.youtube.com/watch?v=rd8wwMFmCeE&NR=1
FIM
Está mais do que antecipadamente decidida a escolha dos Caças Rafale da Dassault pelo Presidente Lula. Ela foi anunciada durante a visita de Sarkozy no último dia 7 de Setembro. Não dá para entender, portanto, os malabarismos e tergiversações do Ministro da Defesa, senão como esforço brutal para tornar a escolha de Lula como política com “P” maiúsculo. Apesar disso, a licitação, ou o que seja, começou mal; pois se o objetivo era fugir do veto norte-americano à exportação de caças e outros equipamentos militares de defesa e ataque com componentes e tecnologia daquele país, mesmo que fabricados no Brasil, não se deveria, jamais, ter-se convidado ou consultado a Boeing, tampouco a Saab, pois os técnicos do Ministério da Defesa já sabiam que os Caças Gripen NG da Suécia contêm esses componentes. Quanto a Boeing, até parece piada estar participando do processo de escolha. Se nem os Tucanos da EMBRAER puderam ser exportados para a Venezuela por essa razão, realmente pensou-se, por exemplo, em exportar os F-18 da Boeing que seriam fabricados no Brasil para Cháves ou para Ahmadinejad? É óbvio que essa licitação é de araque. E mais, seu objetivo principal não é a Defesa Nacional simplesmente. Ela visa, principalmente, criar no Brasil um complexo militar-industrial cuja sobrevivência necessitará do mercado externo. Esse complexo ameaçará nossa incipiente e frágil democracia com mecanismos de relacionamento da indústria com o Estado, em que defesa nacional e interesses políticos no País e no exterior se mesclarão em simbiose econômico-financeira fora do controle de uma população pobre e sofrida, ainda imersa na ignorância. Quem não ouviu o “farewell speech” de Eisenhowever sobre isso, que o faça agora em http://www.youtube.com/watch?v=rd8wwMFmCeE&NR=1
FIM
Sunday, April 04, 2010
Emprego e Inclusão Social
Não existe melhor forma de se sentir socialmente incluído que a de conseguir-se emprego digno e nele manter-se por mérito. Em consulta "on line" com operadora de celular, copiei duas frases da atendente: "Peço o senhor que aguarde que eles entraram em contato com o senhor. Há mais alguma informação em que posso ajudar?” Seguramente essa funcionária está fazendo um esforço sobre-humano para se manter no emprego; e, no futuro, terá muita dificuldade para ser promovida. Nosso ensino fundamental necessita ser totalmente reformulado para que o princípio da igualdade de oportunidades, coluna mestra em que se apóia qualquer sistema democrático, assegure emprego e renda para os pobres excluídos. Somente assim, suas potencialidades desabrocharão e os levarão a participar ativamente do processo sustentável de desenvolvimento socioeconômico e cultural que desejamos para todos brasileiros, sem distinção. Enquanto isso não acontecer as drogas, lícitas e ilícitas, e a ignorância que mantém a exclusão social, continuarão destruindo a maior riqueza de nosso País: nossas crianças, adolescentes e jovens pobres. Na Ilha da Fantasia, o Governo Federal e o Supremo Tribunal Federal se envolvem em discussões sobre inclusão social por meio de sistema que fere frontalmente o princípio da igualdade dos cidadãos ao se adotarem novas regras de admissão por quotas às universidades. Em suma, não se reforça a coluna principal, hoje rota, da igualdade de oportunidades que promove o emprego dos excluídos; ao contrário, busca-se abalar o princípio constitucional da igualdade de todos os brasileiros perante a lei e estimula-se o desemprego de “universitários”, muitos deles, hoje, exercendo profissões de nível médio ou técnico, para as quais não foram treinados. Isso quando conseguem emprego no Brasil ou no exterior, principalmente! Quousque tandem, Brasília, abutere patientia nostra?
FIM
Monday, March 29, 2010
Educação
O artigo de Niskier, “A Suécia de Olho no Brasil” (Folha 29/3), é de uma clareza e simplicidade escandinavas. Quais são as funções básicas da universidade naquele País? “Formar cientistas, pensadores e professores”, escreve Niskier. A conclusão é óbvia: na universidade, a qualidade do ensino, dos professores e dos alunos deve ser a mais alta possível, pois ali repousa o embrião do futuro de um país. No Brasil, cumpre às faculdades técnicas a formação de nossos profissionais para a execução de serviços de alta complexidade, utilizando as tecnologias disponíveis da melhor forma possível a fim de garantir nosso desenvolvimento. A expansão de nossas fronteiras tecnológicas, de pensamento e de educação dependem, principalmente, dos resultados que forem conseguidos em nossas universidades. Considerando que são poucas as que podem assumir, de fato, esse papel de formação de pesquisadores, especuladores e professores de alto nível, o caminho seria escolher algumas, ou partes delas, para constituírem nossos Institutos do Saber. E transformar as que realmente podem, após fechar as fornecedoras de diplomas à prestação, em Faculdades Técnicas, deixando as pesquisas para os doutores dos novos Institutos do Saber. Seria uma espécie de plano real para eliminar a inflação de títulos de PHD e de pesquisas de baixo nível que acometem a nação e nos confundem com conclusões e propostas bem pouco fundamentadas. Isso acontece, principalmente, em pesquisas e teses nas quais os instrumentos de validação das ciências exatas pouco penetraram.
FIM
O artigo de Niskier, “A Suécia de Olho no Brasil” (Folha 29/3), é de uma clareza e simplicidade escandinavas. Quais são as funções básicas da universidade naquele País? “Formar cientistas, pensadores e professores”, escreve Niskier. A conclusão é óbvia: na universidade, a qualidade do ensino, dos professores e dos alunos deve ser a mais alta possível, pois ali repousa o embrião do futuro de um país. No Brasil, cumpre às faculdades técnicas a formação de nossos profissionais para a execução de serviços de alta complexidade, utilizando as tecnologias disponíveis da melhor forma possível a fim de garantir nosso desenvolvimento. A expansão de nossas fronteiras tecnológicas, de pensamento e de educação dependem, principalmente, dos resultados que forem conseguidos em nossas universidades. Considerando que são poucas as que podem assumir, de fato, esse papel de formação de pesquisadores, especuladores e professores de alto nível, o caminho seria escolher algumas, ou partes delas, para constituírem nossos Institutos do Saber. E transformar as que realmente podem, após fechar as fornecedoras de diplomas à prestação, em Faculdades Técnicas, deixando as pesquisas para os doutores dos novos Institutos do Saber. Seria uma espécie de plano real para eliminar a inflação de títulos de PHD e de pesquisas de baixo nível que acometem a nação e nos confundem com conclusões e propostas bem pouco fundamentadas. Isso acontece, principalmente, em pesquisas e teses nas quais os instrumentos de validação das ciências exatas pouco penetraram.
FIM
Tuesday, March 23, 2010
Metrô de SP Vai Atrasar
São Paulo dá uma lição de democracia e transparência ao resto do País. De um lado, a excelente e detalhada reportagem de Alencar Izidoro na Folha (23/3), revelando atrasos na conclusão de várias linhas e estações previstas em plano de expansão do Metrô de SP divulgado na mídia; de outro lado, a resposta de sua direção sobre as razões disso, acompanhada de várias outras reportagens sobre como será a rede do Metrô de SP e sua integração à rede de trens metronizados da CPTM. Nós, cidadãos desta metrópole em que o trânsito congestionado nos estressa e sufoca, já teremos a oportunidade, neste ano e nos próximos, de contar com alternativas de transporte público rápido. O que me chocou, e ainda me choca, é a total indiferença da opinião pública e da mídia ao que o Presidente Lula falou em discurso pronunciado em Itaboraí (RJ), publicado pela Folha (9/3). Além de afirmar que tem como meta propiciar aos pobres condições para comprar um carro, o que é um direito de todo cidadão em país democrático, acrescentou que “os que defendem investimentos em metrô e trens querem que o pobre deixe a rua livre para eles”. É triste, mas é verdade!
FIM
São Paulo dá uma lição de democracia e transparência ao resto do País. De um lado, a excelente e detalhada reportagem de Alencar Izidoro na Folha (23/3), revelando atrasos na conclusão de várias linhas e estações previstas em plano de expansão do Metrô de SP divulgado na mídia; de outro lado, a resposta de sua direção sobre as razões disso, acompanhada de várias outras reportagens sobre como será a rede do Metrô de SP e sua integração à rede de trens metronizados da CPTM. Nós, cidadãos desta metrópole em que o trânsito congestionado nos estressa e sufoca, já teremos a oportunidade, neste ano e nos próximos, de contar com alternativas de transporte público rápido. O que me chocou, e ainda me choca, é a total indiferença da opinião pública e da mídia ao que o Presidente Lula falou em discurso pronunciado em Itaboraí (RJ), publicado pela Folha (9/3). Além de afirmar que tem como meta propiciar aos pobres condições para comprar um carro, o que é um direito de todo cidadão em país democrático, acrescentou que “os que defendem investimentos em metrô e trens querem que o pobre deixe a rua livre para eles”. É triste, mas é verdade!
FIM
Monday, March 22, 2010
Complexo Militar-Industrial ou Educacional-Comportamental
Como todos sabem, a França, na eventual e futura ampliação do Conselho de Segurança da ONU, defende a presença nele de um país latino-americano. Posteriormente, comprometeu-se em indicar o Brasil ao custo de respeitarmos as condições de nossa “parceria” que prevê as importações do caça Rafale da DASSAULT, conforme entrevista de seu Embaixador no Brasil. O Relatório revisto do Comando da Aeronáutica que originalmente previa o caça Gripen (Suécia) como vencedor da licitação já voltou de maneira a possibilitar a escolha final do caça francês, sem mais especulações da mídia. O que o Ministro Jobim ainda não comentou com o vozeirão que lhe é peculiar, é que o veto dos EUA à exportação da EMBRAER de 26 Super Tucanos para a Venezuela encontra-se ainda atravessado nas gargantas de Garcia-Amorim, responsáveis por reduzir e afastar o poder dos EUA de intervir na América Latina. É bom lembrar que Lei norte-americana proíbe que sejam exportados materiais e componentes estratégicos para a sua segurança, sem cláusula de veto em seu uso. O que nos assusta nisso tudo é que o Brasil não está somente preocupado com uma Estratégia Nacional de Defesa de baixo custo, para a qual o Gripen (Suécia) seria suficiente, mas em criar um Complexo Industrial-Militar independente dos EUA que lhe dê poder não só de defender nosso País, mas de exportar armas para os países que comungam com nossos interesses econômicos, políticos e de outra ordem, como a Venezuela, para citar um exemplo. Nosso povo precisa muito mais do desenvolvimento de técnicas e tecnologias que estruturem um Complexo Educacional-Comportamental eficaz para nos libertar da ignorância, da pobreza, da violência, da falta de saúde e da insalubridade de nosso meio. O atual sistema está falido. Os sintomas disso estão nos fazendo submergir numa onda mortal de drogas legais e ilegais, violência, assassinatos, medo, corrupção, trânsito assassino e, acima de tudo, o desvario de nossa elite, particularmente a política, que não enxerga o que está acontecendo com nossas crianças, adolescentes e jovens.
Como todos sabem, a França, na eventual e futura ampliação do Conselho de Segurança da ONU, defende a presença nele de um país latino-americano. Posteriormente, comprometeu-se em indicar o Brasil ao custo de respeitarmos as condições de nossa “parceria” que prevê as importações do caça Rafale da DASSAULT, conforme entrevista de seu Embaixador no Brasil. O Relatório revisto do Comando da Aeronáutica que originalmente previa o caça Gripen (Suécia) como vencedor da licitação já voltou de maneira a possibilitar a escolha final do caça francês, sem mais especulações da mídia. O que o Ministro Jobim ainda não comentou com o vozeirão que lhe é peculiar, é que o veto dos EUA à exportação da EMBRAER de 26 Super Tucanos para a Venezuela encontra-se ainda atravessado nas gargantas de Garcia-Amorim, responsáveis por reduzir e afastar o poder dos EUA de intervir na América Latina. É bom lembrar que Lei norte-americana proíbe que sejam exportados materiais e componentes estratégicos para a sua segurança, sem cláusula de veto em seu uso. O que nos assusta nisso tudo é que o Brasil não está somente preocupado com uma Estratégia Nacional de Defesa de baixo custo, para a qual o Gripen (Suécia) seria suficiente, mas em criar um Complexo Industrial-Militar independente dos EUA que lhe dê poder não só de defender nosso País, mas de exportar armas para os países que comungam com nossos interesses econômicos, políticos e de outra ordem, como a Venezuela, para citar um exemplo. Nosso povo precisa muito mais do desenvolvimento de técnicas e tecnologias que estruturem um Complexo Educacional-Comportamental eficaz para nos libertar da ignorância, da pobreza, da violência, da falta de saúde e da insalubridade de nosso meio. O atual sistema está falido. Os sintomas disso estão nos fazendo submergir numa onda mortal de drogas legais e ilegais, violência, assassinatos, medo, corrupção, trânsito assassino e, acima de tudo, o desvario de nossa elite, particularmente a política, que não enxerga o que está acontecendo com nossas crianças, adolescentes e jovens.
Rafale X Gripen
O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que o caça Rafale (Dassault da França) é melhor que os outros dois tipos oferecidos ao Brasil para realizar as funções previstas na Estratégia Nacional de Defesa de nosso espaço aéreo ao dizer que "está à frente do Gripen NG (SAAB da Suécia) e do F-18 S H ( Boeing do EUA) em transferência de tecnologia, capacitação da indústria nacional e redução de dependência de fornecedores estrangeiros. E que o relatório do Comando da Aeronáutica somente tratou da questão operacional dos três caças. Coincidentemente, ou não, o Presidente Lula antecipou sua escolha do caça Rafale e informou Sarkozy a respeito disso por ocasião de sua visita ao Brasil, no último 7 de Setembro. Posteriormente, houve desmentidos, afirmando-se que ainda se aguardava o relatório de avaliação da aeronáutica, ressalvando-se, contudo, que a escolha final seria do Presidente Lula. Para quem leu os excelentes artigos publicados em nossos jornais sobre isso, a escolha do Rafale para nós cidadãos comuns parece extremamente confusa e controvertida, parecendo até suspeita para os mais desconfiados como eu. Ao afirmar que o Comando da Aeronáutica somente examinou o aspecto operacional dos três tipos de caças, o Ministro Jobim torna a avaliação feita incompleta e, com isso, anula a conclusão de que a proposta da Saab (Caça Gripen) é a melhor segundo os oficiais da aeronáutica. Ficam no ar duas perguntas: 1. quem examinou os outros três itens acima apontados por Jobim e omitidos no exame feito pelo Comando da Aeronáutica a ponto de levá-lo a inverter a avaliação desse Comando que considerou a proposta da Dassault (Caça Rafale) como a pior? 2. Por que não pediu ao Comando da Aeronáutica que examinasse também as três questões apontadas, tendo em vista a larga experiência de nossos engenheiros aeronáuticos, especialistas em tecnologia aérea e sua transferência para o Brasil, tendo desenvolvido o ITA e a EMBRAER, esta última recentemente privatizada com grande sucesso no mercado de aviões civis e militares? Vou reunir textos que publiquei neste BLOG sobre esse assunto para o Deputado Federal em quem votei - felizmente eleito - e pedir-lhe que me ajude a esclarecer o que está acontecendo. É o que posso fazer para merecer o título de cidadão brasileiro que me deram quando nasci.
O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que o caça Rafale (Dassault da França) é melhor que os outros dois tipos oferecidos ao Brasil para realizar as funções previstas na Estratégia Nacional de Defesa de nosso espaço aéreo ao dizer que "está à frente do Gripen NG (SAAB da Suécia) e do F-18 S H ( Boeing do EUA) em transferência de tecnologia, capacitação da indústria nacional e redução de dependência de fornecedores estrangeiros. E que o relatório do Comando da Aeronáutica somente tratou da questão operacional dos três caças. Coincidentemente, ou não, o Presidente Lula antecipou sua escolha do caça Rafale e informou Sarkozy a respeito disso por ocasião de sua visita ao Brasil, no último 7 de Setembro. Posteriormente, houve desmentidos, afirmando-se que ainda se aguardava o relatório de avaliação da aeronáutica, ressalvando-se, contudo, que a escolha final seria do Presidente Lula. Para quem leu os excelentes artigos publicados em nossos jornais sobre isso, a escolha do Rafale para nós cidadãos comuns parece extremamente confusa e controvertida, parecendo até suspeita para os mais desconfiados como eu. Ao afirmar que o Comando da Aeronáutica somente examinou o aspecto operacional dos três tipos de caças, o Ministro Jobim torna a avaliação feita incompleta e, com isso, anula a conclusão de que a proposta da Saab (Caça Gripen) é a melhor segundo os oficiais da aeronáutica. Ficam no ar duas perguntas: 1. quem examinou os outros três itens acima apontados por Jobim e omitidos no exame feito pelo Comando da Aeronáutica a ponto de levá-lo a inverter a avaliação desse Comando que considerou a proposta da Dassault (Caça Rafale) como a pior? 2. Por que não pediu ao Comando da Aeronáutica que examinasse também as três questões apontadas, tendo em vista a larga experiência de nossos engenheiros aeronáuticos, especialistas em tecnologia aérea e sua transferência para o Brasil, tendo desenvolvido o ITA e a EMBRAER, esta última recentemente privatizada com grande sucesso no mercado de aviões civis e militares? Vou reunir textos que publiquei neste BLOG sobre esse assunto para o Deputado Federal em quem votei - felizmente eleito - e pedir-lhe que me ajude a esclarecer o que está acontecendo. É o que posso fazer para merecer o título de cidadão brasileiro que me deram quando nasci.
Saturday, March 20, 2010
Ressuscitar?
A candidata Dilma Rousseff teria razão em criticar a atitude da oposição em trazer à tona o Mensalão (Folha, 20/03)? Essa é a questão. Não uso o termo por ela usado, ressuscitar, por soar como blasfêmia nesta época em que se aproxima a data de comemoração da Ressurreição de Cristo. O Mensalão, marco histórico importante da execrável cultura política brasileira em que nossos representantes eleitos pelo povo costumam desviar dinheiro público para fins inconfessáveis, repousa vivo e incômodo, como osso atravessado na garganta de todos nós brasileiros. Para Dilma, porém, o Mensalão já morreu e foi enterrado. Quem sabe um dia todos os crimes de corrupção que empestam a política brasileira sejam rápida e totalmente esclarecidos, e os culpados punidos, indo os processos para o Arquivo Morto, sem risco de “ressurreição”. Não é o caso do Mensalão, Senhora Ministra Dilma Roussef, e de muitos outros processos em julgamento. A memória do povo brasileiro é curta, mas nem tanto.
A candidata Dilma Rousseff teria razão em criticar a atitude da oposição em trazer à tona o Mensalão (Folha, 20/03)? Essa é a questão. Não uso o termo por ela usado, ressuscitar, por soar como blasfêmia nesta época em que se aproxima a data de comemoração da Ressurreição de Cristo. O Mensalão, marco histórico importante da execrável cultura política brasileira em que nossos representantes eleitos pelo povo costumam desviar dinheiro público para fins inconfessáveis, repousa vivo e incômodo, como osso atravessado na garganta de todos nós brasileiros. Para Dilma, porém, o Mensalão já morreu e foi enterrado. Quem sabe um dia todos os crimes de corrupção que empestam a política brasileira sejam rápida e totalmente esclarecidos, e os culpados punidos, indo os processos para o Arquivo Morto, sem risco de “ressurreição”. Não é o caso do Mensalão, Senhora Ministra Dilma Roussef, e de muitos outros processos em julgamento. A memória do povo brasileiro é curta, mas nem tanto.
Saturday, March 13, 2010
Educação
Acabo de ler na Folha (13/02) dois excelentes artigos dos doutores Rudá Ricci e Luiz C. Faria da Silva, respectivamente pró e contra a decisão da justiça de condenar um pai que optou pela educação de seus filhos em casa. Os dois, porém, reconhecem a má qualidade do ensino fundamental público. Conseqüentemente, pais pobres, que não podem pagar altas mensalidades cobradas em escolas particulares de bom nível, são punidos duplamente: por não ter tido a oportunidade de sair da pobreza pela falta de educação e, novamente, por ser obrigado a aceitar que seus filhos tenham o mesmo destino. Pior, ainda, é saber que professores deixaram seus filhos sem aula para marcharem na Avenida Paulista em protesto contra o governo estadual. Segundo li, é uma reação contra o programa de modernização que pretende pagar melhores salários aos professores com mais competência e que obtêm melhores resultados na educação de seus alunos. Seria interessante que se discutisse amplamente na Folha o que eles pretendem com essa greve e qual a proposta do governo estadual em seu plano de modernização do ensino fundamental público. Se possível, em linguagem simples, objetiva e clara para que os pais que sonham com uma boa educação de seus filhos entenderem o que está em jogo.
Acabo de ler na Folha (13/02) dois excelentes artigos dos doutores Rudá Ricci e Luiz C. Faria da Silva, respectivamente pró e contra a decisão da justiça de condenar um pai que optou pela educação de seus filhos em casa. Os dois, porém, reconhecem a má qualidade do ensino fundamental público. Conseqüentemente, pais pobres, que não podem pagar altas mensalidades cobradas em escolas particulares de bom nível, são punidos duplamente: por não ter tido a oportunidade de sair da pobreza pela falta de educação e, novamente, por ser obrigado a aceitar que seus filhos tenham o mesmo destino. Pior, ainda, é saber que professores deixaram seus filhos sem aula para marcharem na Avenida Paulista em protesto contra o governo estadual. Segundo li, é uma reação contra o programa de modernização que pretende pagar melhores salários aos professores com mais competência e que obtêm melhores resultados na educação de seus alunos. Seria interessante que se discutisse amplamente na Folha o que eles pretendem com essa greve e qual a proposta do governo estadual em seu plano de modernização do ensino fundamental público. Se possível, em linguagem simples, objetiva e clara para que os pais que sonham com uma boa educação de seus filhos entenderem o que está em jogo.
Tuesday, March 09, 2010
POPLULISMO
Na política, a pior face da demagogia é o vazio de princípios, conceitos e valores, quando o líder leva a platéia ao paroxismo na exaltação daquilo que ela deseja ter, e terá se lhe der apoio cego e irrestrito. As instituições democráticas tremem na mesma intensidade em que o líder populista cresce. Ontem, diante de 3.000 empregados em inauguração de obra do Comperj(Complexo Petroquímico do Rio), em Itaboraí, Lula disse ter como meta propiciar aos pobres condições para comprar um carro. E acrescentou, ainda, à papagaiada de enrubescer o PT e todos os cidadãos que lutam pela melhoria do trânsito e dos transportes públicos em nossas cidades que “os que defendem investimentos em metrô e trens querem que o pobre deixe a rua livre para eles". Esqueceu-se de seu projeto bilionário de Trem de Alta Velocidade-TAV no sudeste e do desejo dos nordestinos de voar. Em aviões comerciais, obviamente, que são, na realidade, ônibus aéreos (Airbus). No espaço, o equivalente ao automóvel seria o jatinho particular, ainda fora de cogitação, felizmente. Os 3.000 trabalhadores presentes não são ignorantes e muitos deles já possuem automóvel e sofrem no trânsito congestionado. A intenção de Lula, porém,foi outra. A de se dirigir aos ignorantes que acreditam cegamente nele, deixando à mídia a tarefa de divulgar Brasil afora sua proposta excêntrica de automóvel para todos. E quanto mais críticas receber sua proposta, melhor, pois prova sua tese de que os ricos querem a rua somente para si. Assim como o Vaticano informa o momento em que os cardeais escolheram um novo Papa por meio da fumaça branca, nós devemos acelerar nossos carros e aumentar a fumaça negra que empesta nossa atmosfera para informar que neste ano eleitoral Lula se afastou da Presidência. Ele está em campanha para aumentar ainda mais a sua popularidade e, com isso, realizar seu projeto pessoal de poder: o POPLULISMO; com Dilma ou sem ela.
Fonte: Folha de São Paulo
São Paulo, terça-feira, 09 de março de 2010
"Eu quero que o pobre tenha carro também", diz presidente
DO ENVIADO ESPECIAL A ITABORAÍ (RJ)
DA FOLHA ONLINE, EM ITABORAÍ
Diante de 3.000 empregados da obra do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio), em Itaboraí, Lula disse ter como meta propiciar aos pobres condições para comprar um carro, num discurso para causar insatisfação a ambientalistas.
Para o presidente, os que defendem investimentos em metrô e trens querem "que o pobre deixe a rua livre para eles".
Antes, em evento na Rocinha, no Rio, Lula prometeu uma plástica ao jovem Jailson Marinho Nunes, 15, com problema de lábio leporino.
"Vamos dar a esse moleque o direito de ser visto como todos nós. Se pode fazer uma plástica, por que a gente não faz para cuidar desse menino? Se fosse uma pessoa rica, já estava com a boca boa. Como é pobre, não está", disse Lula no palanque.
FIM
Na política, a pior face da demagogia é o vazio de princípios, conceitos e valores, quando o líder leva a platéia ao paroxismo na exaltação daquilo que ela deseja ter, e terá se lhe der apoio cego e irrestrito. As instituições democráticas tremem na mesma intensidade em que o líder populista cresce. Ontem, diante de 3.000 empregados em inauguração de obra do Comperj(Complexo Petroquímico do Rio), em Itaboraí, Lula disse ter como meta propiciar aos pobres condições para comprar um carro. E acrescentou, ainda, à papagaiada de enrubescer o PT e todos os cidadãos que lutam pela melhoria do trânsito e dos transportes públicos em nossas cidades que “os que defendem investimentos em metrô e trens querem que o pobre deixe a rua livre para eles". Esqueceu-se de seu projeto bilionário de Trem de Alta Velocidade-TAV no sudeste e do desejo dos nordestinos de voar. Em aviões comerciais, obviamente, que são, na realidade, ônibus aéreos (Airbus). No espaço, o equivalente ao automóvel seria o jatinho particular, ainda fora de cogitação, felizmente. Os 3.000 trabalhadores presentes não são ignorantes e muitos deles já possuem automóvel e sofrem no trânsito congestionado. A intenção de Lula, porém,foi outra. A de se dirigir aos ignorantes que acreditam cegamente nele, deixando à mídia a tarefa de divulgar Brasil afora sua proposta excêntrica de automóvel para todos. E quanto mais críticas receber sua proposta, melhor, pois prova sua tese de que os ricos querem a rua somente para si. Assim como o Vaticano informa o momento em que os cardeais escolheram um novo Papa por meio da fumaça branca, nós devemos acelerar nossos carros e aumentar a fumaça negra que empesta nossa atmosfera para informar que neste ano eleitoral Lula se afastou da Presidência. Ele está em campanha para aumentar ainda mais a sua popularidade e, com isso, realizar seu projeto pessoal de poder: o POPLULISMO; com Dilma ou sem ela.
Fonte: Folha de São Paulo
São Paulo, terça-feira, 09 de março de 2010
"Eu quero que o pobre tenha carro também", diz presidente
DO ENVIADO ESPECIAL A ITABORAÍ (RJ)
DA FOLHA ONLINE, EM ITABORAÍ
Diante de 3.000 empregados da obra do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio), em Itaboraí, Lula disse ter como meta propiciar aos pobres condições para comprar um carro, num discurso para causar insatisfação a ambientalistas.
Para o presidente, os que defendem investimentos em metrô e trens querem "que o pobre deixe a rua livre para eles".
Antes, em evento na Rocinha, no Rio, Lula prometeu uma plástica ao jovem Jailson Marinho Nunes, 15, com problema de lábio leporino.
"Vamos dar a esse moleque o direito de ser visto como todos nós. Se pode fazer uma plástica, por que a gente não faz para cuidar desse menino? Se fosse uma pessoa rica, já estava com a boca boa. Como é pobre, não está", disse Lula no palanque.
FIM
Sunday, March 07, 2010
A Hora é Agora
Excelente o artigo de FHC com o título acima (Estadão7/03), oferecendo-nos um horizonte rico de opções para avançarmos com muito trabalho e dignidade e não ficarmos olhando para trás e detendo-nos em discussões fúteis, como querem Dilma sobre o papel do Estado e Lula sobre o desempenho de seu governo face ao de FHC. O melhor resumo das funções do Estado é o lema adotado na chamada Segunda República francesa, em 1.848: Liberté, Égalité e Fraternité. Se o Estado brasileiro for eficiente e eficaz na busca da consecução dessa trilogia de forma equilibrada e harmoniosa, o povo brasileiro agradece penhoradamente. E somente marchando para frente podemos cantar nosso Hino Nacional e desfraldar nossa bandeira. E não fazer como um colega nosso no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva – CPOR de Curitiba, que sofria de algum distúrbio e movimentava suas pernas e braços em desarmonia com o pelotão. O apelido que carinhosamente lhe pusemos era PT, ou seja, Passo Triste.
Excelente o artigo de FHC com o título acima (Estadão7/03), oferecendo-nos um horizonte rico de opções para avançarmos com muito trabalho e dignidade e não ficarmos olhando para trás e detendo-nos em discussões fúteis, como querem Dilma sobre o papel do Estado e Lula sobre o desempenho de seu governo face ao de FHC. O melhor resumo das funções do Estado é o lema adotado na chamada Segunda República francesa, em 1.848: Liberté, Égalité e Fraternité. Se o Estado brasileiro for eficiente e eficaz na busca da consecução dessa trilogia de forma equilibrada e harmoniosa, o povo brasileiro agradece penhoradamente. E somente marchando para frente podemos cantar nosso Hino Nacional e desfraldar nossa bandeira. E não fazer como um colega nosso no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva – CPOR de Curitiba, que sofria de algum distúrbio e movimentava suas pernas e braços em desarmonia com o pelotão. O apelido que carinhosamente lhe pusemos era PT, ou seja, Passo Triste.
Wednesday, March 03, 2010
Mercado Interno e Exportações
Em recente discurso feito em Sorocaba, a candidata Dilma procurou minimizar a importância das exportações face à pujança do mercado interno brasileiro, fator preponderante, sem dúvida, na incorporação do Brasil no chamado BRIC, bloco econômico que reúne Brasil, Rússia, Índia e China, em contraposição à defesa da indústria brasileira, feita por Serra, face à queda das exportações de manufaturados, Na realidade não existem mais no mundo globalizado mercados interno e externo separados, salvo na China e em países que não integram a OMC. Tarifas alfandegárias fora de padrões, subsídios às exportações, assim como práticas de “dumping” ou de barreiras não-alfandegárias podem ser denunciados e punidos. É bom saber, portanto, que nosso grande mercado interno, dependendo da taxa de câmbio, pode ser devorado pelos famintos chineses, por exemplo, que arbitram politicamente sua taxa de câmbio, apesar do governo Lula ter reconhecido a economia chinesa, como de mercado. Por outro lado, é nosso grande mercado que garante economias de escala à indústria brasileira para competir no exterior. O problema reside em que as demandas dos setores público e privado tendem a crescer acima da oferta possível, colocando em risco a estabilidade de preços. Infelizmente, o setor público brasileiro não reduz sua demanda e insiste em sua política de gastança e de endividamento, forçando o setor privado a reduzir sua demanda por meio de elevação da taxa de juros. Juros altos atraem moeda estrangeira, valorizam o real, reduzem as exportações e estimulam as importações. Resultado desse imbróglio: preços internos estáveis ao custo da indústria estrangeira tomar de assalto nosso mercado interno e destruir a capacidade de nossa indústria competir no país e no exterior. Recado aos dois candidatos à presidência: um bom projeto é reduzir o chamado Custo Brasil, começando pela modernização e enxugamento do setor público. Um choque de gestão que torne nosso Estado Forte. Capaz de regular e fiscalizar empresas privadas e, se necessário, induzir seus investimentos em certos setores, como afirmou o Presidente Lula, em recente entrevista (Estadão, 19/02) ao ser perguntado sobre o papel do Estado na economia, não obstante o dia-a-dia provar que isso não acontece na prática. Estado sem gorduras, eficiente e capaz de promover o Desenvolvimento Tecnológico e Social e melhorar substancialmente os setores de Educação, Saúde, Saneamento, Segurança, Infra-Estrutura e, acima de tudo, capaz de se regenerar, tornando a prática de corrupção uma execrável exceção, rapidamente punida. Resultado: os juros caem, a taxa de câmbio se acomoda em níveis compatíveis com o equilíbrio entre exportações e importações, e nossa indústria pode competir no país e no exterior em condições de igualdade, estimulando o crescimento e o emprego sustentáveis.
Em recente discurso feito em Sorocaba, a candidata Dilma procurou minimizar a importância das exportações face à pujança do mercado interno brasileiro, fator preponderante, sem dúvida, na incorporação do Brasil no chamado BRIC, bloco econômico que reúne Brasil, Rússia, Índia e China, em contraposição à defesa da indústria brasileira, feita por Serra, face à queda das exportações de manufaturados, Na realidade não existem mais no mundo globalizado mercados interno e externo separados, salvo na China e em países que não integram a OMC. Tarifas alfandegárias fora de padrões, subsídios às exportações, assim como práticas de “dumping” ou de barreiras não-alfandegárias podem ser denunciados e punidos. É bom saber, portanto, que nosso grande mercado interno, dependendo da taxa de câmbio, pode ser devorado pelos famintos chineses, por exemplo, que arbitram politicamente sua taxa de câmbio, apesar do governo Lula ter reconhecido a economia chinesa, como de mercado. Por outro lado, é nosso grande mercado que garante economias de escala à indústria brasileira para competir no exterior. O problema reside em que as demandas dos setores público e privado tendem a crescer acima da oferta possível, colocando em risco a estabilidade de preços. Infelizmente, o setor público brasileiro não reduz sua demanda e insiste em sua política de gastança e de endividamento, forçando o setor privado a reduzir sua demanda por meio de elevação da taxa de juros. Juros altos atraem moeda estrangeira, valorizam o real, reduzem as exportações e estimulam as importações. Resultado desse imbróglio: preços internos estáveis ao custo da indústria estrangeira tomar de assalto nosso mercado interno e destruir a capacidade de nossa indústria competir no país e no exterior. Recado aos dois candidatos à presidência: um bom projeto é reduzir o chamado Custo Brasil, começando pela modernização e enxugamento do setor público. Um choque de gestão que torne nosso Estado Forte. Capaz de regular e fiscalizar empresas privadas e, se necessário, induzir seus investimentos em certos setores, como afirmou o Presidente Lula, em recente entrevista (Estadão, 19/02) ao ser perguntado sobre o papel do Estado na economia, não obstante o dia-a-dia provar que isso não acontece na prática. Estado sem gorduras, eficiente e capaz de promover o Desenvolvimento Tecnológico e Social e melhorar substancialmente os setores de Educação, Saúde, Saneamento, Segurança, Infra-Estrutura e, acima de tudo, capaz de se regenerar, tornando a prática de corrupção uma execrável exceção, rapidamente punida. Resultado: os juros caem, a taxa de câmbio se acomoda em níveis compatíveis com o equilíbrio entre exportações e importações, e nossa indústria pode competir no país e no exterior em condições de igualdade, estimulando o crescimento e o emprego sustentáveis.
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