Educação
O artigo de Niskier, “A Suécia de Olho no Brasil” (Folha 29/3), é de uma clareza e simplicidade escandinavas. Quais são as funções básicas da universidade naquele País? “Formar cientistas, pensadores e professores”, escreve Niskier. A conclusão é óbvia: na universidade, a qualidade do ensino, dos professores e dos alunos deve ser a mais alta possível, pois ali repousa o embrião do futuro de um país. No Brasil, cumpre às faculdades técnicas a formação de nossos profissionais para a execução de serviços de alta complexidade, utilizando as tecnologias disponíveis da melhor forma possível a fim de garantir nosso desenvolvimento. A expansão de nossas fronteiras tecnológicas, de pensamento e de educação dependem, principalmente, dos resultados que forem conseguidos em nossas universidades. Considerando que são poucas as que podem assumir, de fato, esse papel de formação de pesquisadores, especuladores e professores de alto nível, o caminho seria escolher algumas, ou partes delas, para constituírem nossos Institutos do Saber. E transformar as que realmente podem, após fechar as fornecedoras de diplomas à prestação, em Faculdades Técnicas, deixando as pesquisas para os doutores dos novos Institutos do Saber. Seria uma espécie de plano real para eliminar a inflação de títulos de PHD e de pesquisas de baixo nível que acometem a nação e nos confundem com conclusões e propostas bem pouco fundamentadas. Isso acontece, principalmente, em pesquisas e teses nas quais os instrumentos de validação das ciências exatas pouco penetraram.
FIM
Monday, March 29, 2010
Tuesday, March 23, 2010
Metrô de SP Vai Atrasar
São Paulo dá uma lição de democracia e transparência ao resto do País. De um lado, a excelente e detalhada reportagem de Alencar Izidoro na Folha (23/3), revelando atrasos na conclusão de várias linhas e estações previstas em plano de expansão do Metrô de SP divulgado na mídia; de outro lado, a resposta de sua direção sobre as razões disso, acompanhada de várias outras reportagens sobre como será a rede do Metrô de SP e sua integração à rede de trens metronizados da CPTM. Nós, cidadãos desta metrópole em que o trânsito congestionado nos estressa e sufoca, já teremos a oportunidade, neste ano e nos próximos, de contar com alternativas de transporte público rápido. O que me chocou, e ainda me choca, é a total indiferença da opinião pública e da mídia ao que o Presidente Lula falou em discurso pronunciado em Itaboraí (RJ), publicado pela Folha (9/3). Além de afirmar que tem como meta propiciar aos pobres condições para comprar um carro, o que é um direito de todo cidadão em país democrático, acrescentou que “os que defendem investimentos em metrô e trens querem que o pobre deixe a rua livre para eles”. É triste, mas é verdade!
FIM
São Paulo dá uma lição de democracia e transparência ao resto do País. De um lado, a excelente e detalhada reportagem de Alencar Izidoro na Folha (23/3), revelando atrasos na conclusão de várias linhas e estações previstas em plano de expansão do Metrô de SP divulgado na mídia; de outro lado, a resposta de sua direção sobre as razões disso, acompanhada de várias outras reportagens sobre como será a rede do Metrô de SP e sua integração à rede de trens metronizados da CPTM. Nós, cidadãos desta metrópole em que o trânsito congestionado nos estressa e sufoca, já teremos a oportunidade, neste ano e nos próximos, de contar com alternativas de transporte público rápido. O que me chocou, e ainda me choca, é a total indiferença da opinião pública e da mídia ao que o Presidente Lula falou em discurso pronunciado em Itaboraí (RJ), publicado pela Folha (9/3). Além de afirmar que tem como meta propiciar aos pobres condições para comprar um carro, o que é um direito de todo cidadão em país democrático, acrescentou que “os que defendem investimentos em metrô e trens querem que o pobre deixe a rua livre para eles”. É triste, mas é verdade!
FIM
Monday, March 22, 2010
Complexo Militar-Industrial ou Educacional-Comportamental
Como todos sabem, a França, na eventual e futura ampliação do Conselho de Segurança da ONU, defende a presença nele de um país latino-americano. Posteriormente, comprometeu-se em indicar o Brasil ao custo de respeitarmos as condições de nossa “parceria” que prevê as importações do caça Rafale da DASSAULT, conforme entrevista de seu Embaixador no Brasil. O Relatório revisto do Comando da Aeronáutica que originalmente previa o caça Gripen (Suécia) como vencedor da licitação já voltou de maneira a possibilitar a escolha final do caça francês, sem mais especulações da mídia. O que o Ministro Jobim ainda não comentou com o vozeirão que lhe é peculiar, é que o veto dos EUA à exportação da EMBRAER de 26 Super Tucanos para a Venezuela encontra-se ainda atravessado nas gargantas de Garcia-Amorim, responsáveis por reduzir e afastar o poder dos EUA de intervir na América Latina. É bom lembrar que Lei norte-americana proíbe que sejam exportados materiais e componentes estratégicos para a sua segurança, sem cláusula de veto em seu uso. O que nos assusta nisso tudo é que o Brasil não está somente preocupado com uma Estratégia Nacional de Defesa de baixo custo, para a qual o Gripen (Suécia) seria suficiente, mas em criar um Complexo Industrial-Militar independente dos EUA que lhe dê poder não só de defender nosso País, mas de exportar armas para os países que comungam com nossos interesses econômicos, políticos e de outra ordem, como a Venezuela, para citar um exemplo. Nosso povo precisa muito mais do desenvolvimento de técnicas e tecnologias que estruturem um Complexo Educacional-Comportamental eficaz para nos libertar da ignorância, da pobreza, da violência, da falta de saúde e da insalubridade de nosso meio. O atual sistema está falido. Os sintomas disso estão nos fazendo submergir numa onda mortal de drogas legais e ilegais, violência, assassinatos, medo, corrupção, trânsito assassino e, acima de tudo, o desvario de nossa elite, particularmente a política, que não enxerga o que está acontecendo com nossas crianças, adolescentes e jovens.
Como todos sabem, a França, na eventual e futura ampliação do Conselho de Segurança da ONU, defende a presença nele de um país latino-americano. Posteriormente, comprometeu-se em indicar o Brasil ao custo de respeitarmos as condições de nossa “parceria” que prevê as importações do caça Rafale da DASSAULT, conforme entrevista de seu Embaixador no Brasil. O Relatório revisto do Comando da Aeronáutica que originalmente previa o caça Gripen (Suécia) como vencedor da licitação já voltou de maneira a possibilitar a escolha final do caça francês, sem mais especulações da mídia. O que o Ministro Jobim ainda não comentou com o vozeirão que lhe é peculiar, é que o veto dos EUA à exportação da EMBRAER de 26 Super Tucanos para a Venezuela encontra-se ainda atravessado nas gargantas de Garcia-Amorim, responsáveis por reduzir e afastar o poder dos EUA de intervir na América Latina. É bom lembrar que Lei norte-americana proíbe que sejam exportados materiais e componentes estratégicos para a sua segurança, sem cláusula de veto em seu uso. O que nos assusta nisso tudo é que o Brasil não está somente preocupado com uma Estratégia Nacional de Defesa de baixo custo, para a qual o Gripen (Suécia) seria suficiente, mas em criar um Complexo Industrial-Militar independente dos EUA que lhe dê poder não só de defender nosso País, mas de exportar armas para os países que comungam com nossos interesses econômicos, políticos e de outra ordem, como a Venezuela, para citar um exemplo. Nosso povo precisa muito mais do desenvolvimento de técnicas e tecnologias que estruturem um Complexo Educacional-Comportamental eficaz para nos libertar da ignorância, da pobreza, da violência, da falta de saúde e da insalubridade de nosso meio. O atual sistema está falido. Os sintomas disso estão nos fazendo submergir numa onda mortal de drogas legais e ilegais, violência, assassinatos, medo, corrupção, trânsito assassino e, acima de tudo, o desvario de nossa elite, particularmente a política, que não enxerga o que está acontecendo com nossas crianças, adolescentes e jovens.
Rafale X Gripen
O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que o caça Rafale (Dassault da França) é melhor que os outros dois tipos oferecidos ao Brasil para realizar as funções previstas na Estratégia Nacional de Defesa de nosso espaço aéreo ao dizer que "está à frente do Gripen NG (SAAB da Suécia) e do F-18 S H ( Boeing do EUA) em transferência de tecnologia, capacitação da indústria nacional e redução de dependência de fornecedores estrangeiros. E que o relatório do Comando da Aeronáutica somente tratou da questão operacional dos três caças. Coincidentemente, ou não, o Presidente Lula antecipou sua escolha do caça Rafale e informou Sarkozy a respeito disso por ocasião de sua visita ao Brasil, no último 7 de Setembro. Posteriormente, houve desmentidos, afirmando-se que ainda se aguardava o relatório de avaliação da aeronáutica, ressalvando-se, contudo, que a escolha final seria do Presidente Lula. Para quem leu os excelentes artigos publicados em nossos jornais sobre isso, a escolha do Rafale para nós cidadãos comuns parece extremamente confusa e controvertida, parecendo até suspeita para os mais desconfiados como eu. Ao afirmar que o Comando da Aeronáutica somente examinou o aspecto operacional dos três tipos de caças, o Ministro Jobim torna a avaliação feita incompleta e, com isso, anula a conclusão de que a proposta da Saab (Caça Gripen) é a melhor segundo os oficiais da aeronáutica. Ficam no ar duas perguntas: 1. quem examinou os outros três itens acima apontados por Jobim e omitidos no exame feito pelo Comando da Aeronáutica a ponto de levá-lo a inverter a avaliação desse Comando que considerou a proposta da Dassault (Caça Rafale) como a pior? 2. Por que não pediu ao Comando da Aeronáutica que examinasse também as três questões apontadas, tendo em vista a larga experiência de nossos engenheiros aeronáuticos, especialistas em tecnologia aérea e sua transferência para o Brasil, tendo desenvolvido o ITA e a EMBRAER, esta última recentemente privatizada com grande sucesso no mercado de aviões civis e militares? Vou reunir textos que publiquei neste BLOG sobre esse assunto para o Deputado Federal em quem votei - felizmente eleito - e pedir-lhe que me ajude a esclarecer o que está acontecendo. É o que posso fazer para merecer o título de cidadão brasileiro que me deram quando nasci.
O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que o caça Rafale (Dassault da França) é melhor que os outros dois tipos oferecidos ao Brasil para realizar as funções previstas na Estratégia Nacional de Defesa de nosso espaço aéreo ao dizer que "está à frente do Gripen NG (SAAB da Suécia) e do F-18 S H ( Boeing do EUA) em transferência de tecnologia, capacitação da indústria nacional e redução de dependência de fornecedores estrangeiros. E que o relatório do Comando da Aeronáutica somente tratou da questão operacional dos três caças. Coincidentemente, ou não, o Presidente Lula antecipou sua escolha do caça Rafale e informou Sarkozy a respeito disso por ocasião de sua visita ao Brasil, no último 7 de Setembro. Posteriormente, houve desmentidos, afirmando-se que ainda se aguardava o relatório de avaliação da aeronáutica, ressalvando-se, contudo, que a escolha final seria do Presidente Lula. Para quem leu os excelentes artigos publicados em nossos jornais sobre isso, a escolha do Rafale para nós cidadãos comuns parece extremamente confusa e controvertida, parecendo até suspeita para os mais desconfiados como eu. Ao afirmar que o Comando da Aeronáutica somente examinou o aspecto operacional dos três tipos de caças, o Ministro Jobim torna a avaliação feita incompleta e, com isso, anula a conclusão de que a proposta da Saab (Caça Gripen) é a melhor segundo os oficiais da aeronáutica. Ficam no ar duas perguntas: 1. quem examinou os outros três itens acima apontados por Jobim e omitidos no exame feito pelo Comando da Aeronáutica a ponto de levá-lo a inverter a avaliação desse Comando que considerou a proposta da Dassault (Caça Rafale) como a pior? 2. Por que não pediu ao Comando da Aeronáutica que examinasse também as três questões apontadas, tendo em vista a larga experiência de nossos engenheiros aeronáuticos, especialistas em tecnologia aérea e sua transferência para o Brasil, tendo desenvolvido o ITA e a EMBRAER, esta última recentemente privatizada com grande sucesso no mercado de aviões civis e militares? Vou reunir textos que publiquei neste BLOG sobre esse assunto para o Deputado Federal em quem votei - felizmente eleito - e pedir-lhe que me ajude a esclarecer o que está acontecendo. É o que posso fazer para merecer o título de cidadão brasileiro que me deram quando nasci.
Saturday, March 20, 2010
Ressuscitar?
A candidata Dilma Rousseff teria razão em criticar a atitude da oposição em trazer à tona o Mensalão (Folha, 20/03)? Essa é a questão. Não uso o termo por ela usado, ressuscitar, por soar como blasfêmia nesta época em que se aproxima a data de comemoração da Ressurreição de Cristo. O Mensalão, marco histórico importante da execrável cultura política brasileira em que nossos representantes eleitos pelo povo costumam desviar dinheiro público para fins inconfessáveis, repousa vivo e incômodo, como osso atravessado na garganta de todos nós brasileiros. Para Dilma, porém, o Mensalão já morreu e foi enterrado. Quem sabe um dia todos os crimes de corrupção que empestam a política brasileira sejam rápida e totalmente esclarecidos, e os culpados punidos, indo os processos para o Arquivo Morto, sem risco de “ressurreição”. Não é o caso do Mensalão, Senhora Ministra Dilma Roussef, e de muitos outros processos em julgamento. A memória do povo brasileiro é curta, mas nem tanto.
A candidata Dilma Rousseff teria razão em criticar a atitude da oposição em trazer à tona o Mensalão (Folha, 20/03)? Essa é a questão. Não uso o termo por ela usado, ressuscitar, por soar como blasfêmia nesta época em que se aproxima a data de comemoração da Ressurreição de Cristo. O Mensalão, marco histórico importante da execrável cultura política brasileira em que nossos representantes eleitos pelo povo costumam desviar dinheiro público para fins inconfessáveis, repousa vivo e incômodo, como osso atravessado na garganta de todos nós brasileiros. Para Dilma, porém, o Mensalão já morreu e foi enterrado. Quem sabe um dia todos os crimes de corrupção que empestam a política brasileira sejam rápida e totalmente esclarecidos, e os culpados punidos, indo os processos para o Arquivo Morto, sem risco de “ressurreição”. Não é o caso do Mensalão, Senhora Ministra Dilma Roussef, e de muitos outros processos em julgamento. A memória do povo brasileiro é curta, mas nem tanto.
Saturday, March 13, 2010
Educação
Acabo de ler na Folha (13/02) dois excelentes artigos dos doutores Rudá Ricci e Luiz C. Faria da Silva, respectivamente pró e contra a decisão da justiça de condenar um pai que optou pela educação de seus filhos em casa. Os dois, porém, reconhecem a má qualidade do ensino fundamental público. Conseqüentemente, pais pobres, que não podem pagar altas mensalidades cobradas em escolas particulares de bom nível, são punidos duplamente: por não ter tido a oportunidade de sair da pobreza pela falta de educação e, novamente, por ser obrigado a aceitar que seus filhos tenham o mesmo destino. Pior, ainda, é saber que professores deixaram seus filhos sem aula para marcharem na Avenida Paulista em protesto contra o governo estadual. Segundo li, é uma reação contra o programa de modernização que pretende pagar melhores salários aos professores com mais competência e que obtêm melhores resultados na educação de seus alunos. Seria interessante que se discutisse amplamente na Folha o que eles pretendem com essa greve e qual a proposta do governo estadual em seu plano de modernização do ensino fundamental público. Se possível, em linguagem simples, objetiva e clara para que os pais que sonham com uma boa educação de seus filhos entenderem o que está em jogo.
Acabo de ler na Folha (13/02) dois excelentes artigos dos doutores Rudá Ricci e Luiz C. Faria da Silva, respectivamente pró e contra a decisão da justiça de condenar um pai que optou pela educação de seus filhos em casa. Os dois, porém, reconhecem a má qualidade do ensino fundamental público. Conseqüentemente, pais pobres, que não podem pagar altas mensalidades cobradas em escolas particulares de bom nível, são punidos duplamente: por não ter tido a oportunidade de sair da pobreza pela falta de educação e, novamente, por ser obrigado a aceitar que seus filhos tenham o mesmo destino. Pior, ainda, é saber que professores deixaram seus filhos sem aula para marcharem na Avenida Paulista em protesto contra o governo estadual. Segundo li, é uma reação contra o programa de modernização que pretende pagar melhores salários aos professores com mais competência e que obtêm melhores resultados na educação de seus alunos. Seria interessante que se discutisse amplamente na Folha o que eles pretendem com essa greve e qual a proposta do governo estadual em seu plano de modernização do ensino fundamental público. Se possível, em linguagem simples, objetiva e clara para que os pais que sonham com uma boa educação de seus filhos entenderem o que está em jogo.
Tuesday, March 09, 2010
POPLULISMO
Na política, a pior face da demagogia é o vazio de princípios, conceitos e valores, quando o líder leva a platéia ao paroxismo na exaltação daquilo que ela deseja ter, e terá se lhe der apoio cego e irrestrito. As instituições democráticas tremem na mesma intensidade em que o líder populista cresce. Ontem, diante de 3.000 empregados em inauguração de obra do Comperj(Complexo Petroquímico do Rio), em Itaboraí, Lula disse ter como meta propiciar aos pobres condições para comprar um carro. E acrescentou, ainda, à papagaiada de enrubescer o PT e todos os cidadãos que lutam pela melhoria do trânsito e dos transportes públicos em nossas cidades que “os que defendem investimentos em metrô e trens querem que o pobre deixe a rua livre para eles". Esqueceu-se de seu projeto bilionário de Trem de Alta Velocidade-TAV no sudeste e do desejo dos nordestinos de voar. Em aviões comerciais, obviamente, que são, na realidade, ônibus aéreos (Airbus). No espaço, o equivalente ao automóvel seria o jatinho particular, ainda fora de cogitação, felizmente. Os 3.000 trabalhadores presentes não são ignorantes e muitos deles já possuem automóvel e sofrem no trânsito congestionado. A intenção de Lula, porém,foi outra. A de se dirigir aos ignorantes que acreditam cegamente nele, deixando à mídia a tarefa de divulgar Brasil afora sua proposta excêntrica de automóvel para todos. E quanto mais críticas receber sua proposta, melhor, pois prova sua tese de que os ricos querem a rua somente para si. Assim como o Vaticano informa o momento em que os cardeais escolheram um novo Papa por meio da fumaça branca, nós devemos acelerar nossos carros e aumentar a fumaça negra que empesta nossa atmosfera para informar que neste ano eleitoral Lula se afastou da Presidência. Ele está em campanha para aumentar ainda mais a sua popularidade e, com isso, realizar seu projeto pessoal de poder: o POPLULISMO; com Dilma ou sem ela.
Fonte: Folha de São Paulo
São Paulo, terça-feira, 09 de março de 2010
"Eu quero que o pobre tenha carro também", diz presidente
DO ENVIADO ESPECIAL A ITABORAÍ (RJ)
DA FOLHA ONLINE, EM ITABORAÍ
Diante de 3.000 empregados da obra do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio), em Itaboraí, Lula disse ter como meta propiciar aos pobres condições para comprar um carro, num discurso para causar insatisfação a ambientalistas.
Para o presidente, os que defendem investimentos em metrô e trens querem "que o pobre deixe a rua livre para eles".
Antes, em evento na Rocinha, no Rio, Lula prometeu uma plástica ao jovem Jailson Marinho Nunes, 15, com problema de lábio leporino.
"Vamos dar a esse moleque o direito de ser visto como todos nós. Se pode fazer uma plástica, por que a gente não faz para cuidar desse menino? Se fosse uma pessoa rica, já estava com a boca boa. Como é pobre, não está", disse Lula no palanque.
FIM
Na política, a pior face da demagogia é o vazio de princípios, conceitos e valores, quando o líder leva a platéia ao paroxismo na exaltação daquilo que ela deseja ter, e terá se lhe der apoio cego e irrestrito. As instituições democráticas tremem na mesma intensidade em que o líder populista cresce. Ontem, diante de 3.000 empregados em inauguração de obra do Comperj(Complexo Petroquímico do Rio), em Itaboraí, Lula disse ter como meta propiciar aos pobres condições para comprar um carro. E acrescentou, ainda, à papagaiada de enrubescer o PT e todos os cidadãos que lutam pela melhoria do trânsito e dos transportes públicos em nossas cidades que “os que defendem investimentos em metrô e trens querem que o pobre deixe a rua livre para eles". Esqueceu-se de seu projeto bilionário de Trem de Alta Velocidade-TAV no sudeste e do desejo dos nordestinos de voar. Em aviões comerciais, obviamente, que são, na realidade, ônibus aéreos (Airbus). No espaço, o equivalente ao automóvel seria o jatinho particular, ainda fora de cogitação, felizmente. Os 3.000 trabalhadores presentes não são ignorantes e muitos deles já possuem automóvel e sofrem no trânsito congestionado. A intenção de Lula, porém,foi outra. A de se dirigir aos ignorantes que acreditam cegamente nele, deixando à mídia a tarefa de divulgar Brasil afora sua proposta excêntrica de automóvel para todos. E quanto mais críticas receber sua proposta, melhor, pois prova sua tese de que os ricos querem a rua somente para si. Assim como o Vaticano informa o momento em que os cardeais escolheram um novo Papa por meio da fumaça branca, nós devemos acelerar nossos carros e aumentar a fumaça negra que empesta nossa atmosfera para informar que neste ano eleitoral Lula se afastou da Presidência. Ele está em campanha para aumentar ainda mais a sua popularidade e, com isso, realizar seu projeto pessoal de poder: o POPLULISMO; com Dilma ou sem ela.
Fonte: Folha de São Paulo
São Paulo, terça-feira, 09 de março de 2010
"Eu quero que o pobre tenha carro também", diz presidente
DO ENVIADO ESPECIAL A ITABORAÍ (RJ)
DA FOLHA ONLINE, EM ITABORAÍ
Diante de 3.000 empregados da obra do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio), em Itaboraí, Lula disse ter como meta propiciar aos pobres condições para comprar um carro, num discurso para causar insatisfação a ambientalistas.
Para o presidente, os que defendem investimentos em metrô e trens querem "que o pobre deixe a rua livre para eles".
Antes, em evento na Rocinha, no Rio, Lula prometeu uma plástica ao jovem Jailson Marinho Nunes, 15, com problema de lábio leporino.
"Vamos dar a esse moleque o direito de ser visto como todos nós. Se pode fazer uma plástica, por que a gente não faz para cuidar desse menino? Se fosse uma pessoa rica, já estava com a boca boa. Como é pobre, não está", disse Lula no palanque.
FIM
Sunday, March 07, 2010
A Hora é Agora
Excelente o artigo de FHC com o título acima (Estadão7/03), oferecendo-nos um horizonte rico de opções para avançarmos com muito trabalho e dignidade e não ficarmos olhando para trás e detendo-nos em discussões fúteis, como querem Dilma sobre o papel do Estado e Lula sobre o desempenho de seu governo face ao de FHC. O melhor resumo das funções do Estado é o lema adotado na chamada Segunda República francesa, em 1.848: Liberté, Égalité e Fraternité. Se o Estado brasileiro for eficiente e eficaz na busca da consecução dessa trilogia de forma equilibrada e harmoniosa, o povo brasileiro agradece penhoradamente. E somente marchando para frente podemos cantar nosso Hino Nacional e desfraldar nossa bandeira. E não fazer como um colega nosso no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva – CPOR de Curitiba, que sofria de algum distúrbio e movimentava suas pernas e braços em desarmonia com o pelotão. O apelido que carinhosamente lhe pusemos era PT, ou seja, Passo Triste.
Excelente o artigo de FHC com o título acima (Estadão7/03), oferecendo-nos um horizonte rico de opções para avançarmos com muito trabalho e dignidade e não ficarmos olhando para trás e detendo-nos em discussões fúteis, como querem Dilma sobre o papel do Estado e Lula sobre o desempenho de seu governo face ao de FHC. O melhor resumo das funções do Estado é o lema adotado na chamada Segunda República francesa, em 1.848: Liberté, Égalité e Fraternité. Se o Estado brasileiro for eficiente e eficaz na busca da consecução dessa trilogia de forma equilibrada e harmoniosa, o povo brasileiro agradece penhoradamente. E somente marchando para frente podemos cantar nosso Hino Nacional e desfraldar nossa bandeira. E não fazer como um colega nosso no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva – CPOR de Curitiba, que sofria de algum distúrbio e movimentava suas pernas e braços em desarmonia com o pelotão. O apelido que carinhosamente lhe pusemos era PT, ou seja, Passo Triste.
Wednesday, March 03, 2010
Mercado Interno e Exportações
Em recente discurso feito em Sorocaba, a candidata Dilma procurou minimizar a importância das exportações face à pujança do mercado interno brasileiro, fator preponderante, sem dúvida, na incorporação do Brasil no chamado BRIC, bloco econômico que reúne Brasil, Rússia, Índia e China, em contraposição à defesa da indústria brasileira, feita por Serra, face à queda das exportações de manufaturados, Na realidade não existem mais no mundo globalizado mercados interno e externo separados, salvo na China e em países que não integram a OMC. Tarifas alfandegárias fora de padrões, subsídios às exportações, assim como práticas de “dumping” ou de barreiras não-alfandegárias podem ser denunciados e punidos. É bom saber, portanto, que nosso grande mercado interno, dependendo da taxa de câmbio, pode ser devorado pelos famintos chineses, por exemplo, que arbitram politicamente sua taxa de câmbio, apesar do governo Lula ter reconhecido a economia chinesa, como de mercado. Por outro lado, é nosso grande mercado que garante economias de escala à indústria brasileira para competir no exterior. O problema reside em que as demandas dos setores público e privado tendem a crescer acima da oferta possível, colocando em risco a estabilidade de preços. Infelizmente, o setor público brasileiro não reduz sua demanda e insiste em sua política de gastança e de endividamento, forçando o setor privado a reduzir sua demanda por meio de elevação da taxa de juros. Juros altos atraem moeda estrangeira, valorizam o real, reduzem as exportações e estimulam as importações. Resultado desse imbróglio: preços internos estáveis ao custo da indústria estrangeira tomar de assalto nosso mercado interno e destruir a capacidade de nossa indústria competir no país e no exterior. Recado aos dois candidatos à presidência: um bom projeto é reduzir o chamado Custo Brasil, começando pela modernização e enxugamento do setor público. Um choque de gestão que torne nosso Estado Forte. Capaz de regular e fiscalizar empresas privadas e, se necessário, induzir seus investimentos em certos setores, como afirmou o Presidente Lula, em recente entrevista (Estadão, 19/02) ao ser perguntado sobre o papel do Estado na economia, não obstante o dia-a-dia provar que isso não acontece na prática. Estado sem gorduras, eficiente e capaz de promover o Desenvolvimento Tecnológico e Social e melhorar substancialmente os setores de Educação, Saúde, Saneamento, Segurança, Infra-Estrutura e, acima de tudo, capaz de se regenerar, tornando a prática de corrupção uma execrável exceção, rapidamente punida. Resultado: os juros caem, a taxa de câmbio se acomoda em níveis compatíveis com o equilíbrio entre exportações e importações, e nossa indústria pode competir no país e no exterior em condições de igualdade, estimulando o crescimento e o emprego sustentáveis.
Em recente discurso feito em Sorocaba, a candidata Dilma procurou minimizar a importância das exportações face à pujança do mercado interno brasileiro, fator preponderante, sem dúvida, na incorporação do Brasil no chamado BRIC, bloco econômico que reúne Brasil, Rússia, Índia e China, em contraposição à defesa da indústria brasileira, feita por Serra, face à queda das exportações de manufaturados, Na realidade não existem mais no mundo globalizado mercados interno e externo separados, salvo na China e em países que não integram a OMC. Tarifas alfandegárias fora de padrões, subsídios às exportações, assim como práticas de “dumping” ou de barreiras não-alfandegárias podem ser denunciados e punidos. É bom saber, portanto, que nosso grande mercado interno, dependendo da taxa de câmbio, pode ser devorado pelos famintos chineses, por exemplo, que arbitram politicamente sua taxa de câmbio, apesar do governo Lula ter reconhecido a economia chinesa, como de mercado. Por outro lado, é nosso grande mercado que garante economias de escala à indústria brasileira para competir no exterior. O problema reside em que as demandas dos setores público e privado tendem a crescer acima da oferta possível, colocando em risco a estabilidade de preços. Infelizmente, o setor público brasileiro não reduz sua demanda e insiste em sua política de gastança e de endividamento, forçando o setor privado a reduzir sua demanda por meio de elevação da taxa de juros. Juros altos atraem moeda estrangeira, valorizam o real, reduzem as exportações e estimulam as importações. Resultado desse imbróglio: preços internos estáveis ao custo da indústria estrangeira tomar de assalto nosso mercado interno e destruir a capacidade de nossa indústria competir no país e no exterior. Recado aos dois candidatos à presidência: um bom projeto é reduzir o chamado Custo Brasil, começando pela modernização e enxugamento do setor público. Um choque de gestão que torne nosso Estado Forte. Capaz de regular e fiscalizar empresas privadas e, se necessário, induzir seus investimentos em certos setores, como afirmou o Presidente Lula, em recente entrevista (Estadão, 19/02) ao ser perguntado sobre o papel do Estado na economia, não obstante o dia-a-dia provar que isso não acontece na prática. Estado sem gorduras, eficiente e capaz de promover o Desenvolvimento Tecnológico e Social e melhorar substancialmente os setores de Educação, Saúde, Saneamento, Segurança, Infra-Estrutura e, acima de tudo, capaz de se regenerar, tornando a prática de corrupção uma execrável exceção, rapidamente punida. Resultado: os juros caem, a taxa de câmbio se acomoda em níveis compatíveis com o equilíbrio entre exportações e importações, e nossa indústria pode competir no país e no exterior em condições de igualdade, estimulando o crescimento e o emprego sustentáveis.
Tuesday, March 02, 2010
VEDETES E PARTIDOS
Ao invés dos partidos possuírem um projeto, ou pelo menos uma visão realista do que a nação brasileira necessita, a começar por uma profunda reforma política, e escolherem democraticamente seus candidatos a cargos eletivos, continuamos purgando o velho estilo da política brasileira: vedetes se manifestando e se movimentando no palco da política com frases de efeito sob os holofotes da mídia, pouco se importando com seus partidos políticos reféns de seus humores e desejos pessoais. E o que é mais triste. A maioria de nosso povo, que adora desfile de escolas de samba e de futebol, vibra com tiradas, dribles verbais e exibicionismo de passarela de nossos políticos, enterrando nossas esperanças de um dia contar com lideranças sérias, honestas e competentes no trato das necessidades de nosso sofrido povo.
Ao invés dos partidos possuírem um projeto, ou pelo menos uma visão realista do que a nação brasileira necessita, a começar por uma profunda reforma política, e escolherem democraticamente seus candidatos a cargos eletivos, continuamos purgando o velho estilo da política brasileira: vedetes se manifestando e se movimentando no palco da política com frases de efeito sob os holofotes da mídia, pouco se importando com seus partidos políticos reféns de seus humores e desejos pessoais. E o que é mais triste. A maioria de nosso povo, que adora desfile de escolas de samba e de futebol, vibra com tiradas, dribles verbais e exibicionismo de passarela de nossos políticos, enterrando nossas esperanças de um dia contar com lideranças sérias, honestas e competentes no trato das necessidades de nosso sofrido povo.
Friday, February 26, 2010
TELEBRÁS
Em excelente artigo (Folha 26/02), o Dep. Eduardo Gomes argumenta ser desnecessária a reativação da Estatal Telebrás para implementar a política de universalização do acesso à internet via banda larga no Brasil e aponta com clareza e objetividade as inconveniências dessa medida cogitada pelo Governo Federal. Depois de ler esse artigo, confesso que manifestação do Presidente Lula de que o papel do governo no processo produtivo é "regular, fiscalizar e induzir", era somente para inglês ler. Salvo, se ele está implantando modelo de competição entre o Estado e empresas privadas, conforme outra manifestação sua na mesma entrevista (Estadão 19/2): “Se a gente não tiver uma empresa que tenha cacife de dizer se vocês não forem eu vou, a gente fica refém das manipulações das poucas empresas que querem disputar o mercado”. Seria interessante que o Governo Federal nos esclarecesse o que está realmente acontecendo no setor: estatização, pura e simples, ou se trata da política “se vocês não forem eu vou”. Afinal, foi assim que os Estados mais antigos e os modernos descobriram novas terras “em mares nunca dantes navegados” e foram para o espaço, também nunca antes navegado. Contudo, é bom lembrar do discurso do General Eisenhower (Farewell Speech, 1961), (http://www.youtube.com/watch?v=8y06NSBBRtY) chamando a atenção para o risco da democracia norte americana diante do complexo industrial-militar que se estruturou naquele País. Ou da fala de nosso Brigadeiro Eduardo Gomes, homônimo ou quem sabe parente do ilustre deputado acima citado, quando afirmava que o preço da democracia é a eterna vigilância. A estatização desnecessária ou a articulação da produção privada com o Estado por meio de mecanismos “por fora do mercado” são modelos certos para o enrijecimento das instituições democráticas e do processo produtivo, trazendo ineficiência generalizada e estimulando intervenções políticas arbitrárias que pioram a situação econômica e social da nação.
Em excelente artigo (Folha 26/02), o Dep. Eduardo Gomes argumenta ser desnecessária a reativação da Estatal Telebrás para implementar a política de universalização do acesso à internet via banda larga no Brasil e aponta com clareza e objetividade as inconveniências dessa medida cogitada pelo Governo Federal. Depois de ler esse artigo, confesso que manifestação do Presidente Lula de que o papel do governo no processo produtivo é "regular, fiscalizar e induzir", era somente para inglês ler. Salvo, se ele está implantando modelo de competição entre o Estado e empresas privadas, conforme outra manifestação sua na mesma entrevista (Estadão 19/2): “Se a gente não tiver uma empresa que tenha cacife de dizer se vocês não forem eu vou, a gente fica refém das manipulações das poucas empresas que querem disputar o mercado”. Seria interessante que o Governo Federal nos esclarecesse o que está realmente acontecendo no setor: estatização, pura e simples, ou se trata da política “se vocês não forem eu vou”. Afinal, foi assim que os Estados mais antigos e os modernos descobriram novas terras “em mares nunca dantes navegados” e foram para o espaço, também nunca antes navegado. Contudo, é bom lembrar do discurso do General Eisenhower (Farewell Speech, 1961), (http://www.youtube.com/watch?v=8y06NSBBRtY) chamando a atenção para o risco da democracia norte americana diante do complexo industrial-militar que se estruturou naquele País. Ou da fala de nosso Brigadeiro Eduardo Gomes, homônimo ou quem sabe parente do ilustre deputado acima citado, quando afirmava que o preço da democracia é a eterna vigilância. A estatização desnecessária ou a articulação da produção privada com o Estado por meio de mecanismos “por fora do mercado” são modelos certos para o enrijecimento das instituições democráticas e do processo produtivo, trazendo ineficiência generalizada e estimulando intervenções políticas arbitrárias que pioram a situação econômica e social da nação.
Sunday, February 21, 2010
Tarifa de Celular no Brasil- A segunda mais alta do mundo
Se não fossem as denúncias de nossa mídia, o escalpelamento dos consumidores brasileiros pelas grandes empresas seria completo. Os representantes eleitos pelo povo para criar leis e fiscalizar as ações do executivo somente se preocupam com a gangorra do poder, deixando-nos completamente indefesos. Executivo e legislativo não exigem da ANATEL que se estruture com pessoas altamente qualificadas nas áreas técnica e econômica e cumpra suas funções na defesa de competição saudável. Ao contrário, sua omissão estimula a inoperância que acaba reforçando a proposta do retorno da Telebrás. O presidente Lula usa e abusa da ignorância e infantilidade de nosso povo, gerando contradições entre o que diz e o que faz. Em entrevista dada a O Estado de São Paulo (19/2) brincou, dizendo que Estadão, somente o jornal, referindo-se à pergunta sobre “Por que mais Estado na economia“, tese do PT e de Dilma. E afirmou, em seguida, com todas as letras, que o papel do governo é regular, fiscalizar e induzir. Por que então ele não aplica sua receita, solicitando que a ANATEL regule, fiscalize e auxilie seu Governo na viabilização de projetos não-rentáveis e socialmente desejáveis sem necessidade do Estado ser empreendedor e gerenciador direto de serviços? Como conciliar a sua idéia sobre o papel do Estado com a ressurreição da Telebrás e a criação de uma “mega empresa de energia’? A resposta é dada por ele mesmo ao afirmar: “Se a gente não tiver uma empresa que tenha cacife de dizer SE VOCES NÃO FOREM, EU VOU, a gente fica refém das manipulações das poucas empresas que querem disputar o mercado”, ou seja, o Estado não regula, não fiscaliza e não induz, como afirmou acima. Age diretamente como empreendedor e realizador de obras, como diz depois. Numa simples frase transborda toda a filosofia sua, do PT e da candidata Dilma: Se vocês (empresários e investidores) não forem, nós vamos. É o fim da economia de mercado regulado, fiscalizado e induzido, já que o “mercado diabólico”, totalmente livre para escalpelar os consumidores é resultado da inoperância dos poderes executivo e legislativo em cobrar da ANATEL o cumprimento das funções para as quais foi criada. Entrega-se o mercado ao diabo, para exterminá-lo em seguida
Se não fossem as denúncias de nossa mídia, o escalpelamento dos consumidores brasileiros pelas grandes empresas seria completo. Os representantes eleitos pelo povo para criar leis e fiscalizar as ações do executivo somente se preocupam com a gangorra do poder, deixando-nos completamente indefesos. Executivo e legislativo não exigem da ANATEL que se estruture com pessoas altamente qualificadas nas áreas técnica e econômica e cumpra suas funções na defesa de competição saudável. Ao contrário, sua omissão estimula a inoperância que acaba reforçando a proposta do retorno da Telebrás. O presidente Lula usa e abusa da ignorância e infantilidade de nosso povo, gerando contradições entre o que diz e o que faz. Em entrevista dada a O Estado de São Paulo (19/2) brincou, dizendo que Estadão, somente o jornal, referindo-se à pergunta sobre “Por que mais Estado na economia“, tese do PT e de Dilma. E afirmou, em seguida, com todas as letras, que o papel do governo é regular, fiscalizar e induzir. Por que então ele não aplica sua receita, solicitando que a ANATEL regule, fiscalize e auxilie seu Governo na viabilização de projetos não-rentáveis e socialmente desejáveis sem necessidade do Estado ser empreendedor e gerenciador direto de serviços? Como conciliar a sua idéia sobre o papel do Estado com a ressurreição da Telebrás e a criação de uma “mega empresa de energia’? A resposta é dada por ele mesmo ao afirmar: “Se a gente não tiver uma empresa que tenha cacife de dizer SE VOCES NÃO FOREM, EU VOU, a gente fica refém das manipulações das poucas empresas que querem disputar o mercado”, ou seja, o Estado não regula, não fiscaliza e não induz, como afirmou acima. Age diretamente como empreendedor e realizador de obras, como diz depois. Numa simples frase transborda toda a filosofia sua, do PT e da candidata Dilma: Se vocês (empresários e investidores) não forem, nós vamos. É o fim da economia de mercado regulado, fiscalizado e induzido, já que o “mercado diabólico”, totalmente livre para escalpelar os consumidores é resultado da inoperância dos poderes executivo e legislativo em cobrar da ANATEL o cumprimento das funções para as quais foi criada. Entrega-se o mercado ao diabo, para exterminá-lo em seguida
Thursday, February 18, 2010
Temas da Campanha Presidencial
É surpreendente o descolamento da classe política das reais necessidades de nosso povo. Ninguém se sente seguro em nosso país. Pobres ou ricos, vivemos assustados e buscando nos proteger contra tudo e todos. A droga está tomando nosso povo de assalto, especialmente o CRACK que endoidece e mata, até os mendigos em farrapos que perambulam como zumbis pelas nossas ruas. O ensino fundamental continua péssimo. Estudantes que concluem o ensino médio, especialmente em escolas públicas, não conseguem trabalhar com números, porcentagens, juros, medidas de volume, de áreas e até mesmo lineares. Ler e entender o que leu, somente com muita dificuldade. Escrevem textos que são de fazer os pais, alfabetizados em outras épocas, chorarem de desgosto. O saneamento, a saúde pública, em que a nutrição e os esportes são fundamentais, caminham se arrastando, com prioridades mal fixadas e mal executadas. O transporte, particularmente de passageiros em áreas urbanas, continua péssimo e deve piorar ainda mais com congestionamentos e vícios de uso do espaço público pelos automóveis, cuja frota cresce assustadoramente e sem rumo. Habitação e uso do solo estão mal estruturados. Não obstante esses poucos exemplos de problemas atuais e urgentes, a pauta dos candidatos, tudo indica, irá se referir ao passado que foi palco das realizações feitas nas administrações de FHC e de Lula e que jamais serão alteradas ou contestadas em sua essência pelos atuais candidatos, como sejam, por exemplo, a manutençào do poder aquisitivo da moeda e a transferência de renda para os que não tem emprego ou que não têm condições de sobreviver sem ajuda pública (bolsa família, seguro desemprego, etc). Que tal, senhores candidatos, começar a discutir soluções objetivas para a segurança, educação, saúde, saneamento e habitação? E deixar a inflação e a transferência de renda como conquistas que podem e devem ser aprimoradas, por qualquer candidato? Comparar as administrações de FHC e Lula, como tema da campanha, seria uma forma de ilusionismo e mistificação própria de políticos alienados ou safados que não querem enfrentar o debate dos problemas de nosso dia-a-dia que nos avilta e maltrata. Afinal, a disputa eleitoral não é de FHC com Lula, hoje com popularidade imbatível. É entre sua afilhada política Dilma, que recentemente entrou no PT e somente agora começa a falar sem monitoramento, e José Serra, ex-ministro de FHC que já é conhecido pelos eleitores de longa data. Por último, afirmo que o candidato que merecerá meu voto será aquele que mostrar qualificação, motivação e condições de usar o inflado poder do executivo nacional na liderança de reformas políticas e no judiciário que afastem, de vez, a politicagem e a prática de desvios de recursos públicos. Nós, brasileiros que pagamos impostos, bem como os que não pagam porque o País não lhes ofereceu oportunidades de sair da miséria e pobreza, não aguentamos mais ver sorrisos de trambiqueiros em nossa mídia. A náusea que isso nos causa parece não ter fim: mensaleiros, propineiros e trambiqueiros juntos com políticos corrompidos e com fornecedores sem ética que os alimentam com dinheiro público resultante de sobrepreços, devem pagar pelos crimes. E somente serem absolvidos quando devolverem até o último tostão que roubaram. Não basta cumprir pena e sair rico da cadeia.
É surpreendente o descolamento da classe política das reais necessidades de nosso povo. Ninguém se sente seguro em nosso país. Pobres ou ricos, vivemos assustados e buscando nos proteger contra tudo e todos. A droga está tomando nosso povo de assalto, especialmente o CRACK que endoidece e mata, até os mendigos em farrapos que perambulam como zumbis pelas nossas ruas. O ensino fundamental continua péssimo. Estudantes que concluem o ensino médio, especialmente em escolas públicas, não conseguem trabalhar com números, porcentagens, juros, medidas de volume, de áreas e até mesmo lineares. Ler e entender o que leu, somente com muita dificuldade. Escrevem textos que são de fazer os pais, alfabetizados em outras épocas, chorarem de desgosto. O saneamento, a saúde pública, em que a nutrição e os esportes são fundamentais, caminham se arrastando, com prioridades mal fixadas e mal executadas. O transporte, particularmente de passageiros em áreas urbanas, continua péssimo e deve piorar ainda mais com congestionamentos e vícios de uso do espaço público pelos automóveis, cuja frota cresce assustadoramente e sem rumo. Habitação e uso do solo estão mal estruturados. Não obstante esses poucos exemplos de problemas atuais e urgentes, a pauta dos candidatos, tudo indica, irá se referir ao passado que foi palco das realizações feitas nas administrações de FHC e de Lula e que jamais serão alteradas ou contestadas em sua essência pelos atuais candidatos, como sejam, por exemplo, a manutençào do poder aquisitivo da moeda e a transferência de renda para os que não tem emprego ou que não têm condições de sobreviver sem ajuda pública (bolsa família, seguro desemprego, etc). Que tal, senhores candidatos, começar a discutir soluções objetivas para a segurança, educação, saúde, saneamento e habitação? E deixar a inflação e a transferência de renda como conquistas que podem e devem ser aprimoradas, por qualquer candidato? Comparar as administrações de FHC e Lula, como tema da campanha, seria uma forma de ilusionismo e mistificação própria de políticos alienados ou safados que não querem enfrentar o debate dos problemas de nosso dia-a-dia que nos avilta e maltrata. Afinal, a disputa eleitoral não é de FHC com Lula, hoje com popularidade imbatível. É entre sua afilhada política Dilma, que recentemente entrou no PT e somente agora começa a falar sem monitoramento, e José Serra, ex-ministro de FHC que já é conhecido pelos eleitores de longa data. Por último, afirmo que o candidato que merecerá meu voto será aquele que mostrar qualificação, motivação e condições de usar o inflado poder do executivo nacional na liderança de reformas políticas e no judiciário que afastem, de vez, a politicagem e a prática de desvios de recursos públicos. Nós, brasileiros que pagamos impostos, bem como os que não pagam porque o País não lhes ofereceu oportunidades de sair da miséria e pobreza, não aguentamos mais ver sorrisos de trambiqueiros em nossa mídia. A náusea que isso nos causa parece não ter fim: mensaleiros, propineiros e trambiqueiros juntos com políticos corrompidos e com fornecedores sem ética que os alimentam com dinheiro público resultante de sobrepreços, devem pagar pelos crimes. E somente serem absolvidos quando devolverem até o último tostão que roubaram. Não basta cumprir pena e sair rico da cadeia.
Monday, February 15, 2010
VENEZUELA
O discurso do PT para convencer uma oposição despreparada a aprovar a entrada desse País no MERCOSU foi de que os governos passam e os países ficam. Na Rússia, passaram-se 74 anos entre Lênin e Gobarchev; em Cuba, já se foram quase 50 anos e o socialismo continua; e na Venezuela, a implantação do socialismo bolivariano, com citação tropicalizada da “mais valia” de Marx, começou agora sob a batuta de Chávez e ninguém sabe quanto tempo isso vai durar. Não teria sido mais prudente esperar? Quem sabe o Senado paraguaio tenha mais juízo e não aprove, ainda, a entrada da Venezuela com sua economia regulada pelo arbítrio de Hugo Chávez que seguramente implodirá o moribundo MERCOSUL.
Saturday, February 13, 2010
Arruda
"Não matei, não roubei e não desviei recursos públicos", foi assim que o atual Governador do DF, Roberto Arruda, então senador eleito pelo PP de Roriz, em 94, e embarcado, em 1.995, como novo membro do PSDB no trem da vitória de FHC, despediu-se de seus colegas, em 2.001, para não correr o risco de ser cassado por falta de decoro parlamentar. Sua participação na espionagem praticada por ACM no painel eletrônico do Senado tornou-se pública, depois dele ter negado veementemente seu envolvimento, obrigando-o a admiti-la em discurso de despedida. Fui um dos expectadores de sua atuação dramática, lacrimosa, intensa e emocionante. Graças às lágrimas, ou à falta de memória e ignorância dos eleitores, ou ao reatamento de sua “amizade” com Roriz, ele foi eleito deputado federal pelo DEM, já em 2.002, sendo o mais votado entre os demais representantes do Distrito Federal no Congresso Nacional. Em 2.006, ele se elege governador do DF, e Paulo Otávio, seu vice, para felicidade e gáudio do DEM. Com as pesadas e bem documentadas acusações da PF sobre desvio de recursos públicos e recebimento de propinas, pergunto-me se a dose dupla se repetirá: primeiro, nega, o que já aconteceu; depois, admite o crime com choro e vela e renuncia ao cargo para evitar o “impeachment”, garantindo sua eleição para Deputado Federal no próximo ano. Se isso acontecer, sua célebre frase será mais curta e incisiva: “Não matei”. Aliás, esse novo bordão deveria ser escrito em medalha de condecoração a ser ostentada no peito varonil dos demais mensaleiros e propineiros que infestam mortalmente nossas instituições democráticas. Afinal, nosso País não é uma republiqueta e pode se orgulhar de não ter assassinos em seus quadros políticos e nos altos escalões da administração pública. Quanto aos demais desvios de caráter e conduta são herança cultural e histórica que somente se extinguirão quando se proceder profunda reforma política e substituição maciça de políticos “viciados” que emporcalham os partidos políticos, sendo que muitos deles deveriam simplesmente ser extintos.
"Não matei, não roubei e não desviei recursos públicos", foi assim que o atual Governador do DF, Roberto Arruda, então senador eleito pelo PP de Roriz, em 94, e embarcado, em 1.995, como novo membro do PSDB no trem da vitória de FHC, despediu-se de seus colegas, em 2.001, para não correr o risco de ser cassado por falta de decoro parlamentar. Sua participação na espionagem praticada por ACM no painel eletrônico do Senado tornou-se pública, depois dele ter negado veementemente seu envolvimento, obrigando-o a admiti-la em discurso de despedida. Fui um dos expectadores de sua atuação dramática, lacrimosa, intensa e emocionante. Graças às lágrimas, ou à falta de memória e ignorância dos eleitores, ou ao reatamento de sua “amizade” com Roriz, ele foi eleito deputado federal pelo DEM, já em 2.002, sendo o mais votado entre os demais representantes do Distrito Federal no Congresso Nacional. Em 2.006, ele se elege governador do DF, e Paulo Otávio, seu vice, para felicidade e gáudio do DEM. Com as pesadas e bem documentadas acusações da PF sobre desvio de recursos públicos e recebimento de propinas, pergunto-me se a dose dupla se repetirá: primeiro, nega, o que já aconteceu; depois, admite o crime com choro e vela e renuncia ao cargo para evitar o “impeachment”, garantindo sua eleição para Deputado Federal no próximo ano. Se isso acontecer, sua célebre frase será mais curta e incisiva: “Não matei”. Aliás, esse novo bordão deveria ser escrito em medalha de condecoração a ser ostentada no peito varonil dos demais mensaleiros e propineiros que infestam mortalmente nossas instituições democráticas. Afinal, nosso País não é uma republiqueta e pode se orgulhar de não ter assassinos em seus quadros políticos e nos altos escalões da administração pública. Quanto aos demais desvios de caráter e conduta são herança cultural e histórica que somente se extinguirão quando se proceder profunda reforma política e substituição maciça de políticos “viciados” que emporcalham os partidos políticos, sendo que muitos deles deveriam simplesmente ser extintos.
Monday, February 08, 2010
Brasil no Conselho de Segurança da ONU
Finalmente, alguém foi franco e direto sobre a escolha já feita dos caças Rafale da França. Em resposta à pergunta de Samy Adghirni (Folha, 8/2) ao Embaixador Francês no Brasil, Yves Saint-Geours, como ele reagira “ao relatório de avaliação técnica da FAB que colocou o Rafale na última colocação entre os concorrentes”, ele disse que se tratava de informações da imprensa e que não se deixou levar por isso, afirmando: “É claro que o assunto foi muito comentado do lado francês, mas nem por isso peguei minha bengala e meu chapéu para ir cobrar explicações (sic) do governo brasileiro”. Mais adiante, em resposta a outra pergunta explicou: “Os críticos dizem que nessa parceria um ganha, enquanto o outro desembolsa. Isso não é verdade... Os dois lados ganham. Além disso, essa parceria tem um custo para a França.” “Que custo?”, perguntou o repórter. A resposta foi direta: “Seria muito mais fácil para nós se disséssemos que apoiamos o ingresso de um país latino-americano como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU sem dizer quem é nosso candidato”, referindo-se, obviamente, ao Brasil. Trocando em miúdos (ou em graúdos), gastaremos dezenas de bilhões de reais a mais na compra de navios, submarino nuclear e caças, sem esquecer a escolha, sem licitação, da empresa empreiteira Odebrecht como parceira, feita por empresa estatal francesa para participar de construções e montagens no Brasil. O objetivo estratégico perseguido por Lula, Garcia e Amorim é a França apoiar, explicitamente, nosso ingresso no Conselho de Segurança da ONU. Enquanto isso, nossas autoridades continuam postergando a decisão final da compra dos caças Rafale, já acertada com a França. Qualquer semelhança com as manobras de nossas novelas é mera coincidência. Recomendo ao Embaixador Saint-Geours que tenha paciência e aguarde o final feliz. Enquanto isso, por mera precaução, deixe sua bengala e chapéu à vista.
Finalmente, alguém foi franco e direto sobre a escolha já feita dos caças Rafale da França. Em resposta à pergunta de Samy Adghirni (Folha, 8/2) ao Embaixador Francês no Brasil, Yves Saint-Geours, como ele reagira “ao relatório de avaliação técnica da FAB que colocou o Rafale na última colocação entre os concorrentes”, ele disse que se tratava de informações da imprensa e que não se deixou levar por isso, afirmando: “É claro que o assunto foi muito comentado do lado francês, mas nem por isso peguei minha bengala e meu chapéu para ir cobrar explicações (sic) do governo brasileiro”. Mais adiante, em resposta a outra pergunta explicou: “Os críticos dizem que nessa parceria um ganha, enquanto o outro desembolsa. Isso não é verdade... Os dois lados ganham. Além disso, essa parceria tem um custo para a França.” “Que custo?”, perguntou o repórter. A resposta foi direta: “Seria muito mais fácil para nós se disséssemos que apoiamos o ingresso de um país latino-americano como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU sem dizer quem é nosso candidato”, referindo-se, obviamente, ao Brasil. Trocando em miúdos (ou em graúdos), gastaremos dezenas de bilhões de reais a mais na compra de navios, submarino nuclear e caças, sem esquecer a escolha, sem licitação, da empresa empreiteira Odebrecht como parceira, feita por empresa estatal francesa para participar de construções e montagens no Brasil. O objetivo estratégico perseguido por Lula, Garcia e Amorim é a França apoiar, explicitamente, nosso ingresso no Conselho de Segurança da ONU. Enquanto isso, nossas autoridades continuam postergando a decisão final da compra dos caças Rafale, já acertada com a França. Qualquer semelhança com as manobras de nossas novelas é mera coincidência. Recomendo ao Embaixador Saint-Geours que tenha paciência e aguarde o final feliz. Enquanto isso, por mera precaução, deixe sua bengala e chapéu à vista.
Saturday, February 06, 2010
BRASIL SA
"Não queremos estatizar por estatizar. As empresas privadas não fizeram sua parte e o governo vai mostrar que tem bala na agulha, porque senão ninguém quer fazer nada para pobre neste país." Foi isso que Lula disse na inauguração de fábrica estatal de semicondutores, CEITEC S A, ontem, em Porto Alegre. São duas afirmações com críticas implícitas que merecem respostas: a primeira, que a iniciativa privada se omitiu ao não fabricar semicondutores em nosso País;e, a segunda que se não estiver com “bala na agulha” para substituir a empresa privada na produção “ninguém quer fazer nada para pobre neste País”. Com relação ao uso de um “balaço na agulha” de R$ 400 milhões na CEITEC SA, cabe às entidades que congregam empresários e investidores privados responder por que o setor privado se omitiu. Sobre o segundo questionamento, o presidente Lula está cansado de saber que pobre sem dinheiro, por definição, não pode comprar nada daquilo que necessita. Nesse caso, cabe ao setor público, que se apropria de 40% do PIB nacional por meio de impostos, prover o mínimo para a sobrevivência de nosso povo, seja em serviços públicos universais gratuitos e de boa qualidade (saúde, segurança, educação, saneamento), seja em dinheiro, como já é feito pelo Bolsa Família. Albergues e outras instituições públicas e privadas assumem, também, a guarda da pessoa necessitada, oferecendo-lhe abrigo, alimentos, roupas e outros produtos e serviços diretamente. Imagino que Lula se refere a estes dois casos quando diz que “ninguém quer fazer nada para pobre neste País”. Realmente, nossa elite poderia ser mais caridosa. Principalmente, quando ela envolve políticos, servidores e fornecedores privados, organizados em quadrilha, para desviar dinheiro público por meio de mutretas milionárias. Quando o fazem, não demonstram dó ou piedade dos mais pobres, não devolvem o dinheiro roubado e permanecem impunes. A prioridade, perdoe-me o Presidente Lula, não é o governo ficar com “bala na agulha” para substituir empresas privadas na produção de petróleo do pré-sal, na construção e operação direta de aeroportos, no subsídio a Trem de Alta Velocidade, por exemplo. A “bala na agulha” deveria ser usada contra os que desviam recursos públicos para debaixo de suas roupas íntimas. ou para fins lícitos, porém, de baixa prioridade econômica e social. Ninguém deve ou deveria morrer de fome ou por falta de serviços públicos decentes. E ninguém, tampouco, deve ou deveria sobreviver e passar a vida como pessoa ignorante e desprovida de conhecimento suficiente para exercer uma profissão com eficácia e dignidade, por falta de boa educação pública. Termino esta nota como um vizinho meu costuma responder a críticas que lhe fazem: “cuide de sua casa, que da minha cuido eu!”
"Não queremos estatizar por estatizar. As empresas privadas não fizeram sua parte e o governo vai mostrar que tem bala na agulha, porque senão ninguém quer fazer nada para pobre neste país." Foi isso que Lula disse na inauguração de fábrica estatal de semicondutores, CEITEC S A, ontem, em Porto Alegre. São duas afirmações com críticas implícitas que merecem respostas: a primeira, que a iniciativa privada se omitiu ao não fabricar semicondutores em nosso País;e, a segunda que se não estiver com “bala na agulha” para substituir a empresa privada na produção “ninguém quer fazer nada para pobre neste País”. Com relação ao uso de um “balaço na agulha” de R$ 400 milhões na CEITEC SA, cabe às entidades que congregam empresários e investidores privados responder por que o setor privado se omitiu. Sobre o segundo questionamento, o presidente Lula está cansado de saber que pobre sem dinheiro, por definição, não pode comprar nada daquilo que necessita. Nesse caso, cabe ao setor público, que se apropria de 40% do PIB nacional por meio de impostos, prover o mínimo para a sobrevivência de nosso povo, seja em serviços públicos universais gratuitos e de boa qualidade (saúde, segurança, educação, saneamento), seja em dinheiro, como já é feito pelo Bolsa Família. Albergues e outras instituições públicas e privadas assumem, também, a guarda da pessoa necessitada, oferecendo-lhe abrigo, alimentos, roupas e outros produtos e serviços diretamente. Imagino que Lula se refere a estes dois casos quando diz que “ninguém quer fazer nada para pobre neste País”. Realmente, nossa elite poderia ser mais caridosa. Principalmente, quando ela envolve políticos, servidores e fornecedores privados, organizados em quadrilha, para desviar dinheiro público por meio de mutretas milionárias. Quando o fazem, não demonstram dó ou piedade dos mais pobres, não devolvem o dinheiro roubado e permanecem impunes. A prioridade, perdoe-me o Presidente Lula, não é o governo ficar com “bala na agulha” para substituir empresas privadas na produção de petróleo do pré-sal, na construção e operação direta de aeroportos, no subsídio a Trem de Alta Velocidade, por exemplo. A “bala na agulha” deveria ser usada contra os que desviam recursos públicos para debaixo de suas roupas íntimas. ou para fins lícitos, porém, de baixa prioridade econômica e social. Ninguém deve ou deveria morrer de fome ou por falta de serviços públicos decentes. E ninguém, tampouco, deve ou deveria sobreviver e passar a vida como pessoa ignorante e desprovida de conhecimento suficiente para exercer uma profissão com eficácia e dignidade, por falta de boa educação pública. Termino esta nota como um vizinho meu costuma responder a críticas que lhe fazem: “cuide de sua casa, que da minha cuido eu!”
Tuesday, January 26, 2010
França-Brasil-Estados Unidos
Artigo da redação da Folha (26/01) sobre ato de Hugo Chávez contra a liberdade de imprensa informa que “o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Philip Crowley, voltou a criticar a suspensão dos canais, o que também foi feito pela SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) e pelo governo francês.” E, logo adiante, a opinião de Dilma Rousseff: "Não cabe a mim criticar ou não. Se ele [Chávez] faz isso, é em função da problemática dele. O governo Lula jamais pensou em controlar a mídia", Deixando de lado o fato de que a problemática não é “dele” e sim do povo venezuelano, pensávamos que a Aliança Estratégica com a França, tão citada para justificar o mega negócio de compra de materiais e equipamentos militares naquele País, contemplasse, também, o relacionamento do Brasil com seus vizinhos. O que parece, no entanto, é que ela não existe ou, na realidade, é um subproduto de aliança estratégica de fato da França com os Estados Unidos que vem desde a sua independência, até hoje, na luta pela liberdade. Se a nossa defesa também é pela liberdade de nosso País porque não comprar os caças recomendados pelo Comando da Aeronáutica que são os mais baratos? E com os recursos da diferença de preços entre os caças franceses e os suecos acelerar os investimentos federais em saneamento, libertando nosso povo da miséria e das doenças?
Artigo da redação da Folha (26/01) sobre ato de Hugo Chávez contra a liberdade de imprensa informa que “o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Philip Crowley, voltou a criticar a suspensão dos canais, o que também foi feito pela SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) e pelo governo francês.” E, logo adiante, a opinião de Dilma Rousseff: "Não cabe a mim criticar ou não. Se ele [Chávez] faz isso, é em função da problemática dele. O governo Lula jamais pensou em controlar a mídia", Deixando de lado o fato de que a problemática não é “dele” e sim do povo venezuelano, pensávamos que a Aliança Estratégica com a França, tão citada para justificar o mega negócio de compra de materiais e equipamentos militares naquele País, contemplasse, também, o relacionamento do Brasil com seus vizinhos. O que parece, no entanto, é que ela não existe ou, na realidade, é um subproduto de aliança estratégica de fato da França com os Estados Unidos que vem desde a sua independência, até hoje, na luta pela liberdade. Se a nossa defesa também é pela liberdade de nosso País porque não comprar os caças recomendados pelo Comando da Aeronáutica que são os mais baratos? E com os recursos da diferença de preços entre os caças franceses e os suecos acelerar os investimentos federais em saneamento, libertando nosso povo da miséria e das doenças?
Sunday, January 24, 2010
MAÇÃ DE TEMER
Segundo reportagem de Simionato (Folha de 24/01), Michel Temer, ao discursar em comício de Rio Claro, SP, fez referência a uma passagem bíblica para elogiar Dilma:"Ela já nos levou ao paraíso administrativamente e agora nos levará politicamente ao paraíso". "A mulher não nos expulsou do paraíso, ela nos levou ao paraíso." Espero que não seja extraída do Gênesis em que a mulher orientada pela serpente comeu da árvore do conhecimento do bem e do mal, tendo levado o homem a fazer o mesmo e obrigando a Deus a expulsá-los do Eden. Realmente, ela não nos expulsou do paraíso. Tampouco, ela nos levou ou nos levará ao paraíso, seja administrativa ou políticamente. Qual a relação do PAC com o paraíso? PACTANTABAJULAÇÃO, deputado Temer? Deixe a Bíblia fora da eleição. Sua vaga para vice na chapa de Dilma já está garantida.
Segundo reportagem de Simionato (Folha de 24/01), Michel Temer, ao discursar em comício de Rio Claro, SP, fez referência a uma passagem bíblica para elogiar Dilma:"Ela já nos levou ao paraíso administrativamente e agora nos levará politicamente ao paraíso". "A mulher não nos expulsou do paraíso, ela nos levou ao paraíso." Espero que não seja extraída do Gênesis em que a mulher orientada pela serpente comeu da árvore do conhecimento do bem e do mal, tendo levado o homem a fazer o mesmo e obrigando a Deus a expulsá-los do Eden. Realmente, ela não nos expulsou do paraíso. Tampouco, ela nos levou ou nos levará ao paraíso, seja administrativa ou políticamente. Qual a relação do PAC com o paraíso? PACTANTABAJULAÇÃO, deputado Temer? Deixe a Bíblia fora da eleição. Sua vaga para vice na chapa de Dilma já está garantida.
POMO DE ADAMS
Entalou no meu gogó a opinião manifestada pelo advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, de que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está antecipando a disputa eleitoral prevista para iniciar em meados deste ano. O apoio dele à Dilma Rousseff, de forma aberta, insistente e, até chata, desde 2.008, quando a escolheu para ser sua sucessora, não perdendo uma oportunidade sequer para provocar seus prováveis adversários e enaltecer as qualidades de Dilma para dar continuidade a suas políticas, é considerado normal pelo Dr. Adams. Posso afirmar, contudo, que nas dez eleições democráticas que presenciei nos últimos 65 anos, “nunca antes neste País” houve tamanha antecipação do processo eleitoral e tanta “energia” nele gasta, a ponto de gerar um verdadeiro tornado que suga e destrói indagações e interpretações apartidárias e sérias sobre o futuro desejado pelo nosso povo. Tudo hoje está contido nos limites da disputa eleitoral entre Dilma e seu futuro adversário. Todavia, mais do que grandes obras e prestígio no cenário internacional, necessitamos, também, superar a crise ética e moral na qual sempre estivemos imersos. Somente estadistas, hoje asfixiados pelo oportunismo e pela demagogia prevalecentes, podem liderar uma discussão apartidária de políticas e programas de longo prazo destinados a aprimorar valores que dêem sustentação a novos hábitos e costumes civilizados em nosso País. Ao contrário, nesse clima de “já ganhei”, temos recebido fortes estímulos para degradar, ainda mais, nossos valores, por meio de exemplos de políticos mensaleiros e propineiros que operam em quadrilhas ao estilo do crime organizado. Corruptos e corruptores conseguem se apropriar de recursos públicos, quase sempre impunemente. A maneira chula e insidiosa como isso tem acontecido ultrapassou a nossa imaginação de cidadão responsável. A indignação de nossos eleitores, porém, é limitada, seja porque os escândalos se sucedem a ponto de tornar-nos indiferentes, seja porque a maioria dos que votam é constituída de analfabetos funcionais e ignorantes que não conseguem acompanhar e interpretar corretamente as notícias veiculadas pela mídia. Sem falar naqueles que vendem seus votos para tirar algum proveito pessoal das eleições, já que política para eles é sinônimo de ladroagem.
Entalou no meu gogó a opinião manifestada pelo advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, de que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está antecipando a disputa eleitoral prevista para iniciar em meados deste ano. O apoio dele à Dilma Rousseff, de forma aberta, insistente e, até chata, desde 2.008, quando a escolheu para ser sua sucessora, não perdendo uma oportunidade sequer para provocar seus prováveis adversários e enaltecer as qualidades de Dilma para dar continuidade a suas políticas, é considerado normal pelo Dr. Adams. Posso afirmar, contudo, que nas dez eleições democráticas que presenciei nos últimos 65 anos, “nunca antes neste País” houve tamanha antecipação do processo eleitoral e tanta “energia” nele gasta, a ponto de gerar um verdadeiro tornado que suga e destrói indagações e interpretações apartidárias e sérias sobre o futuro desejado pelo nosso povo. Tudo hoje está contido nos limites da disputa eleitoral entre Dilma e seu futuro adversário. Todavia, mais do que grandes obras e prestígio no cenário internacional, necessitamos, também, superar a crise ética e moral na qual sempre estivemos imersos. Somente estadistas, hoje asfixiados pelo oportunismo e pela demagogia prevalecentes, podem liderar uma discussão apartidária de políticas e programas de longo prazo destinados a aprimorar valores que dêem sustentação a novos hábitos e costumes civilizados em nosso País. Ao contrário, nesse clima de “já ganhei”, temos recebido fortes estímulos para degradar, ainda mais, nossos valores, por meio de exemplos de políticos mensaleiros e propineiros que operam em quadrilhas ao estilo do crime organizado. Corruptos e corruptores conseguem se apropriar de recursos públicos, quase sempre impunemente. A maneira chula e insidiosa como isso tem acontecido ultrapassou a nossa imaginação de cidadão responsável. A indignação de nossos eleitores, porém, é limitada, seja porque os escândalos se sucedem a ponto de tornar-nos indiferentes, seja porque a maioria dos que votam é constituída de analfabetos funcionais e ignorantes que não conseguem acompanhar e interpretar corretamente as notícias veiculadas pela mídia. Sem falar naqueles que vendem seus votos para tirar algum proveito pessoal das eleições, já que política para eles é sinônimo de ladroagem.
Subscribe to:
Posts (Atom)