USP
Na qualidade de cidadão e leitor da Folha gostaríamos que a Reitoria respondesse às afirmações abaixo, contidas no artigo do Professor de Filosofia Saflate(12/06), a fim de que possamos formar opinião correta sobre o que está ocorrendo na USP. Em relação aos grevistas afirma: a) piquetes e degradações; b) salários menores que de qualquer universidade federal no País; c) gritos e latas; d. 2.000 estudantes “de todas faculdades” participaram , incluindo “alguns de nossos melhores alunos”; e) greve de funcionários (administrativos) no início, envolvendo professores e alunos após a entrada da polícia. Em relação à polícia destaca: a) armada com metralhadoras; b) risco de balas perdidas atingirem crianças; c) incapaz de agir de forma “minimamente adequada diante do cidadão”; d) “polícia bem preparada não reage a gritos e latas com gás lacrimogêneo e) balas de borracha”; e) histórico catastrófico em resolver conflitos sociais de nossa polícia militar.
Saturday, June 13, 2009
Sunday, May 31, 2009
Nojentos e Assépticos
Em artigo com o título acima (Folha 31/5), Plínio Fraga esqueceu que não há divisão formal entre esquerda e direita em nosso País. Basta ouvir a propaganda comercial-eleitoral gratuita para constatar que os cansativos bordões são praticamente os mesmos: desenvolvimento com melhoria da qualidade de vida, da distribuição de renda, inclusão social e muito emprego. É após a eleição que surgem as diferenças entre os políticos, e até entre partidos. Elas acontecem quando se definem os meios e as formas de se atingirem os objetivos enunciados. Muitas escolhas inexplicáveis à luz da razão normalmente atendem a interesses escusos ou inconfessáveis. A impressão que nós eleitores temos é que as poucas diferenças ideológicas que poderiam diferenciar os políticos de esquerda e direita, se é que existem, estão sendo tragadas pela sede de poder e dinheiro. A grande agitação de nossa elite política se assemelha a uma corrida permanente no desfrute do poder, acobertada por objetivos nobres enunciados publicamente. “E cosi la nave và ” até que um dia encontremos nosso porto de redenção.
Eduardo José Daros Rua Roque Petrella, 556 04581051 S. Paulo, SP
Tel, 11-84440941 daros@transporte.org.br
Em artigo com o título acima (Folha 31/5), Plínio Fraga esqueceu que não há divisão formal entre esquerda e direita em nosso País. Basta ouvir a propaganda comercial-eleitoral gratuita para constatar que os cansativos bordões são praticamente os mesmos: desenvolvimento com melhoria da qualidade de vida, da distribuição de renda, inclusão social e muito emprego. É após a eleição que surgem as diferenças entre os políticos, e até entre partidos. Elas acontecem quando se definem os meios e as formas de se atingirem os objetivos enunciados. Muitas escolhas inexplicáveis à luz da razão normalmente atendem a interesses escusos ou inconfessáveis. A impressão que nós eleitores temos é que as poucas diferenças ideológicas que poderiam diferenciar os políticos de esquerda e direita, se é que existem, estão sendo tragadas pela sede de poder e dinheiro. A grande agitação de nossa elite política se assemelha a uma corrida permanente no desfrute do poder, acobertada por objetivos nobres enunciados publicamente. “E cosi la nave và ” até que um dia encontremos nosso porto de redenção.
Eduardo José Daros Rua Roque Petrella, 556 04581051 S. Paulo, SP
Tel, 11-84440941 daros@transporte.org.br
Sunday, May 24, 2009
EDUCAÇÃO versus POLÍTICA
Qualquer mudança séria e profunda no sistema político brasileiro esbarra no baixo nível de educação do povo e, especialmente, em sua herança cultural com valores e crenças inadequados a uma convivência social saudável. Infelizmente, essa observação -ou especulação– aplica-se a todos os segmentos, inclusive à elite brasileira. A reportagem de Felipe Seligman sobre terceiro mandato (Folha 24/5) mostra a imaturidade do legislativo na abordagem de assuntos relevantes para o aperfeiçoamento de nosso regime político visando à preservação da democracia. Mudança de partido até seis meses antes das próximas eleições e possibilidade de um terceiro mandato são aberrações que não podem ser tratadas casuisticamente. Se não prevalecer a posição madura do Presidente Lula e o poder moderador assumido pelo Judiciário na defesa da república, nosso País se transformará em gigantesca Venezuela. E daí, que Deus nos acuda.....
Qualquer mudança séria e profunda no sistema político brasileiro esbarra no baixo nível de educação do povo e, especialmente, em sua herança cultural com valores e crenças inadequados a uma convivência social saudável. Infelizmente, essa observação -ou especulação– aplica-se a todos os segmentos, inclusive à elite brasileira. A reportagem de Felipe Seligman sobre terceiro mandato (Folha 24/5) mostra a imaturidade do legislativo na abordagem de assuntos relevantes para o aperfeiçoamento de nosso regime político visando à preservação da democracia. Mudança de partido até seis meses antes das próximas eleições e possibilidade de um terceiro mandato são aberrações que não podem ser tratadas casuisticamente. Se não prevalecer a posição madura do Presidente Lula e o poder moderador assumido pelo Judiciário na defesa da república, nosso País se transformará em gigantesca Venezuela. E daí, que Deus nos acuda.....
Sunday, May 17, 2009
Estado Forte
Para os mais velhos, essa designação é um pleonasmo, pois o Estado deve ser necessariamente forte. Para os jovens, a qualificação “forte” traz consigo uma leve ironia para dizer que alguém está balofo. Se entendermos, porém, como forte, um Estado formado de governos enxutos, eficazes e éticos, agindo, portanto, com rapidez, competência e pleno respeito às leis do País, o Presidente Lula pode contar com nossa aprovação a seu novo mote de campanha eleitoral antecipada. E mais do que isso, tem nosso total e irrestrito apoio para pôr mãos à obra e começar já seu árduo trabalho de reverter o inchaço do Governo Federal (v. Folha 17/5, Gustavo Patu) e dar o bom exemplo às demais instituições do setor público do País para que, no futuro, tenhamos um Estado Forte como ele deseja e prega.
Para os mais velhos, essa designação é um pleonasmo, pois o Estado deve ser necessariamente forte. Para os jovens, a qualificação “forte” traz consigo uma leve ironia para dizer que alguém está balofo. Se entendermos, porém, como forte, um Estado formado de governos enxutos, eficazes e éticos, agindo, portanto, com rapidez, competência e pleno respeito às leis do País, o Presidente Lula pode contar com nossa aprovação a seu novo mote de campanha eleitoral antecipada. E mais do que isso, tem nosso total e irrestrito apoio para pôr mãos à obra e começar já seu árduo trabalho de reverter o inchaço do Governo Federal (v. Folha 17/5, Gustavo Patu) e dar o bom exemplo às demais instituições do setor público do País para que, no futuro, tenhamos um Estado Forte como ele deseja e prega.
Thursday, May 14, 2009
FGV
A FGV está na berlinda sem que ninguém explique os termos do contrato e quem foram os consultores técnicos contratados para o estudo de reestruturação dos serviços administrativos do Senado. A legislação permite que o setor público a contrate sem licitação, assim como faz com entidades públicas de ensino e pesquisa e outras organizações não-lucrativas. Como nas concorrências do setor público o custo do serviço é fator predominante na escolha, consultores técnicos de alto nível têm dado preferência a prestá-lo a empresas privadas. Nelas, a escolha se faz com base na relação custo/benefício do serviço, que leva em conta, também, os resultados conseguidos com a implantação dos estudos e projetos propostos pelos consultores. Enquanto isso, nos contratos do setor público com entidades sem fins lucrativos tem havido certa liberalidade na aceitação – havendo casos de direcionamento - de subcontratação de serviços administrativos e de consultoria técnica realizados por profissionais não pertencentes ao quadro permanente da instituição contratada. Seria interessante que a Folha, tão alerta em desvendar os intrincados interesses envolvidos no jogo político, também o fosse em relação à contratação de serviços profissionais de técnicos de alto nível pelo setor público. Afinal, um estudo de reestruturação administrativa do Senado Federal visando à sua racionalização que produz uma redução de despesas inferior a 1% exige explicação convincente para que não se pense o pior.
FIM
A FGV está na berlinda sem que ninguém explique os termos do contrato e quem foram os consultores técnicos contratados para o estudo de reestruturação dos serviços administrativos do Senado. A legislação permite que o setor público a contrate sem licitação, assim como faz com entidades públicas de ensino e pesquisa e outras organizações não-lucrativas. Como nas concorrências do setor público o custo do serviço é fator predominante na escolha, consultores técnicos de alto nível têm dado preferência a prestá-lo a empresas privadas. Nelas, a escolha se faz com base na relação custo/benefício do serviço, que leva em conta, também, os resultados conseguidos com a implantação dos estudos e projetos propostos pelos consultores. Enquanto isso, nos contratos do setor público com entidades sem fins lucrativos tem havido certa liberalidade na aceitação – havendo casos de direcionamento - de subcontratação de serviços administrativos e de consultoria técnica realizados por profissionais não pertencentes ao quadro permanente da instituição contratada. Seria interessante que a Folha, tão alerta em desvendar os intrincados interesses envolvidos no jogo político, também o fosse em relação à contratação de serviços profissionais de técnicos de alto nível pelo setor público. Afinal, um estudo de reestruturação administrativa do Senado Federal visando à sua racionalização que produz uma redução de despesas inferior a 1% exige explicação convincente para que não se pense o pior.
FIM
Wednesday, May 13, 2009
Brasil e Venezuela
Os US$ 200 bilhões de reservas que o Brasil ostenta hoje se deve ao trabalho árduo de nosso povo, à qualidade de nosso empresariado e, muito, muito mesmo, à estabilidade de nossa política econômica e à solidez de nossas instituições. A caricatura que se faz da Venezuela no Brasil se deve à discricionariedade de Chávez no exercício do poder. Transforma suas ameaças em ações, passando por cima das instituições democráticas e da tríade que define o poder do Estado: Executivo, Legislativo e Judiciário. A entrevista construída pelos repórteres da Folha (Caso Battisti, 13/5) e “reconstruída” por nós a partir da reportagem, é assustadora.
“Se o STF aprovar a extradição de Batistti o que acontecerá?” perguntamos
Tarso Genro reponde: "Seria perturbador se o Supremo mudasse a jurisprudência por causa do caso Battisti para atender um país que não respeita as autoridades do Brasil (refere-se à Itália)";
Gilmar Mendes responde: “Se a corte (referindo-se ao STF) votar pela extradição, caberá ao presidente Lula respeitar a decisão.”;
Tarso Genro comenta a resposta de Gilmar Mendes: "É bom que o Supremo não faça isso".
FIM
Os US$ 200 bilhões de reservas que o Brasil ostenta hoje se deve ao trabalho árduo de nosso povo, à qualidade de nosso empresariado e, muito, muito mesmo, à estabilidade de nossa política econômica e à solidez de nossas instituições. A caricatura que se faz da Venezuela no Brasil se deve à discricionariedade de Chávez no exercício do poder. Transforma suas ameaças em ações, passando por cima das instituições democráticas e da tríade que define o poder do Estado: Executivo, Legislativo e Judiciário. A entrevista construída pelos repórteres da Folha (Caso Battisti, 13/5) e “reconstruída” por nós a partir da reportagem, é assustadora.
“Se o STF aprovar a extradição de Batistti o que acontecerá?” perguntamos
Tarso Genro reponde: "Seria perturbador se o Supremo mudasse a jurisprudência por causa do caso Battisti para atender um país que não respeita as autoridades do Brasil (refere-se à Itália)";
Gilmar Mendes responde: “Se a corte (referindo-se ao STF) votar pela extradição, caberá ao presidente Lula respeitar a decisão.”;
Tarso Genro comenta a resposta de Gilmar Mendes: "É bom que o Supremo não faça isso".
FIM
Tuesday, May 12, 2009
Vício de Origem no PARLASUL
Com esse título, Fernando Rodrigues em seu artigo na folha (4/5), alerta-nos sobre o pesadelo que o MERCOSUL pode se transformar para o Brasil ao aceitar que em seu Parlamento, já se defina, que o poder de decisão se distribua fora dos parâmetros democráticos da proporção da população de cada País no conjunto. O que se pretende aprovar vai colocar o Brasil em constante conflito com seus vizinhos, principalmente se o Senado cometer a sandice de autorizar a entrada da Venezuela no sistema. No estágio em que o MERCOSUL está seria melhor evitar formalizações prematuras de sistema de votação e dar um basta à velha tradição brasileira de imitar. Por mais esforço que faça, não consigo separar a imagem do MERCOSUL-PARLASUL da de um papagaio frente à União Européia.
Socialismo do Século 21
Referimo-nos ao Socialismo Bolivariano em processo de implantação por Chávez. A mais recente iniciativa sua, publicada em reportagem da Folha (12/5), é o telefone celular VERGATÁRIO, cujas peças são importadas da CHINA e a montagem feita pela empresa estatal venezuelana MOLINET. No período das compras que antecedem o Dia das Mães, CHÁVEZ se tornou garoto-propaganda desse produto em aparições feitas em “suas várias cadeias de TV Estatal”. Também, recentemente, fez propaganda do livro "As Veias Abertas da América Latina", aumentando significativamente suas vendas. Perguntamo-nos como os Membros do MERCOSUL se comportarão diante de situações como essas, caso o Senado Federal aprove convite do Governo Lula para a VENEZUELA integrar o bloco? Em tempo: segundo a mesma reportagem, celulares é um dos principais itens de exportação do Brasil para a Venezuela.
Com esse título, Fernando Rodrigues em seu artigo na folha (4/5), alerta-nos sobre o pesadelo que o MERCOSUL pode se transformar para o Brasil ao aceitar que em seu Parlamento, já se defina, que o poder de decisão se distribua fora dos parâmetros democráticos da proporção da população de cada País no conjunto. O que se pretende aprovar vai colocar o Brasil em constante conflito com seus vizinhos, principalmente se o Senado cometer a sandice de autorizar a entrada da Venezuela no sistema. No estágio em que o MERCOSUL está seria melhor evitar formalizações prematuras de sistema de votação e dar um basta à velha tradição brasileira de imitar. Por mais esforço que faça, não consigo separar a imagem do MERCOSUL-PARLASUL da de um papagaio frente à União Européia.
Socialismo do Século 21
Referimo-nos ao Socialismo Bolivariano em processo de implantação por Chávez. A mais recente iniciativa sua, publicada em reportagem da Folha (12/5), é o telefone celular VERGATÁRIO, cujas peças são importadas da CHINA e a montagem feita pela empresa estatal venezuelana MOLINET. No período das compras que antecedem o Dia das Mães, CHÁVEZ se tornou garoto-propaganda desse produto em aparições feitas em “suas várias cadeias de TV Estatal”. Também, recentemente, fez propaganda do livro "As Veias Abertas da América Latina", aumentando significativamente suas vendas. Perguntamo-nos como os Membros do MERCOSUL se comportarão diante de situações como essas, caso o Senado Federal aprove convite do Governo Lula para a VENEZUELA integrar o bloco? Em tempo: segundo a mesma reportagem, celulares é um dos principais itens de exportação do Brasil para a Venezuela.
Saturday, May 02, 2009
PANDEMÍDIA
"Os telespectadores e ouvintes de rádio apreciam ser informados sobre violências e catástrofes. E essa mídia falada - e a TV com imagens também - esmera-se em assustar a população. Lembro-me de um jornal, muito popular no Rio, de onde se dizia escorrer sangue de suas páginas. Felizmente, os grandes jornais impressos continuam a ser a fonte mais equilibrada de informações. No Brasil, se forem somadas as mortes em acidentes de trânsito com os assassinatos, chega-se a um índice bárbaro de 10 mortes por hora (85.000/8.760). A tal gripe que começou no México, chamada inicialmente de suína, e agora carimbada tecnicamente de H1N1, tem mantido o rádio e a TV histericamente ocupados com ela apesar de ainda não ter matado ninguém e sequer ter chegado ao País. Não obstante, a audiência cresce, dá IBOPE e torna a população brasileira alienada de seus problemas e dos riscos reais de morrer prematuramente ou de vir a contrair doenças graves."
Nota: Este texto foi enviado ontem ao Painel do Leitor da Folha de SP. Seguramente não será publicado e se juntará às dezenas que enviei para esse painel.A partir de hoje vou incorporá-los neste BLOG.
"Os telespectadores e ouvintes de rádio apreciam ser informados sobre violências e catástrofes. E essa mídia falada - e a TV com imagens também - esmera-se em assustar a população. Lembro-me de um jornal, muito popular no Rio, de onde se dizia escorrer sangue de suas páginas. Felizmente, os grandes jornais impressos continuam a ser a fonte mais equilibrada de informações. No Brasil, se forem somadas as mortes em acidentes de trânsito com os assassinatos, chega-se a um índice bárbaro de 10 mortes por hora (85.000/8.760). A tal gripe que começou no México, chamada inicialmente de suína, e agora carimbada tecnicamente de H1N1, tem mantido o rádio e a TV histericamente ocupados com ela apesar de ainda não ter matado ninguém e sequer ter chegado ao País. Não obstante, a audiência cresce, dá IBOPE e torna a população brasileira alienada de seus problemas e dos riscos reais de morrer prematuramente ou de vir a contrair doenças graves."
Nota: Este texto foi enviado ontem ao Painel do Leitor da Folha de SP. Seguramente não será publicado e se juntará às dezenas que enviei para esse painel.A partir de hoje vou incorporá-los neste BLOG.
Tuesday, March 31, 2009
LULA NO CHILE
Excelente o Editorial da Folha (31/03) sob esse título contra o Estado forte defendido por Lula. Achávamos que a expressão Estado necessário já tivesse produzido raízes em nosso País. Felizmente, a explicação de Lula do que entendia como tal desanuviou o ambiente, em parte; "Estado democrático, socialmente controlado e eficiente na prestação de serviços". Difícil de entender, porém, que um assessor de alto nível que o acompanha “fez elogios, no dia anterior, ao populismo sul-americano, incorporado em governos como os de Chávez, na Venezuela, Morales, na Bolívia, e Correa, no Equador”, segundo a Folha. Será que Lula acredita que nesses países seus governos, com o apoio eleitoral e “referendal” da maioria da população, estão transformando seus Estados em democráticos e socialmente controlados e mais eficientes na prestação de serviços? Um velho político dizia: “se você quer conhecer o pensamento de uma autoridade pública de alto nível não ouça ou leia discursos seus, converse com seus assessores mais íntimos”. Afinal, quem é o citado assessor?
Excelente o Editorial da Folha (31/03) sob esse título contra o Estado forte defendido por Lula. Achávamos que a expressão Estado necessário já tivesse produzido raízes em nosso País. Felizmente, a explicação de Lula do que entendia como tal desanuviou o ambiente, em parte; "Estado democrático, socialmente controlado e eficiente na prestação de serviços". Difícil de entender, porém, que um assessor de alto nível que o acompanha “fez elogios, no dia anterior, ao populismo sul-americano, incorporado em governos como os de Chávez, na Venezuela, Morales, na Bolívia, e Correa, no Equador”, segundo a Folha. Será que Lula acredita que nesses países seus governos, com o apoio eleitoral e “referendal” da maioria da população, estão transformando seus Estados em democráticos e socialmente controlados e mais eficientes na prestação de serviços? Um velho político dizia: “se você quer conhecer o pensamento de uma autoridade pública de alto nível não ouça ou leia discursos seus, converse com seus assessores mais íntimos”. Afinal, quem é o citado assessor?
Sunday, March 29, 2009
DEMOCRACIA E DITADURA DA MAIORIA
Uma das confusões mais perniciosas para o cidadão brasileiro é nossos políticos esquecerem, no dia-a-dia, a diferença entre vontade da maioria com democracia. Ainda que em discursos formais bem elaborados e cuidadosamente revistos eles caracterizem como base fundamental do governo democrático o respeito às minorias, nas atividades correntes se esquecem disso com muita freqüência. E pior, os cidadãos da minoria prejudicada em seus direitos garantidos por lei se omitem diante da ditadura da maioria. Outra dificuldade por má formação intelectual do político é a falta de lógica em seu raciocínio. Quando se juntam essas falhas surgem idéias e propostas de ações e políticas que visam, muitas delas, a objetivos nobres, contudo, os meios irracionalmente escolhidos acabam gerando desperdício de recursos e introduzindo mecanismos e regras administrativas que contrariam os bons princípios democráticos conquistados pela sociedade e assimilados em suas práticas ao longo dos anos.
O exemplo mais notório disso é a insistência com que o atual governo está introduzindo o sistema de cotas nas universidades públicas federais e, agora, a discussão da eficácia do vestibular. Em excelente artigo publicado na Folha do dia 23/3, Vestibular como Anomalia?, Carlos Eduardo Bindi escreve em determinado trecho “O estudante da escola pública de ensino médio nunca questiona o vestibular, alegando ser ele ilícito. Ele reclama é do fato de não ter sido aprovado porque não teve acesso ao conhecimento que deveria ter sido proporcionado a ele”. A falta de lógica no sistema de cotas é tão gritante que dispensa comentários. A eliminação do vestibular no atual estágio de nosso ensino superior, porque não é o instrumento perfeito de seleção, seria o golpe de graça na preservação da qualidade de nossos profissionais de nível superior. Não se deve olvidar que o estreito canal de entrada nas universidades já foi dilatado com a instalação irresponsável e sem controle de entidades de ensino superior, muitas delas com o único objetivo de produzir lucros a seus proprietários. Em muitos casos não é exagero se afirmar que nelas se vendem diplomas a prestações cujo número é estabelecido pelo período que o estudante-comprador deverá “permanecer” como aluno do estabelecimento. No caso do diploma de bacharel em direito, por exemplo, a deterioração do ensino foi tal que a OAB criou um crivo específico para eliminar pessoas completamente inabilitadas para o exercício da profissão. É como se o egresso de uma Escola de Engenharia ou Medicina perdesse o direito de exercer sua profissão depois de ser diplomado, devendo passar por novo exame organizado pelas entidades de suas respectivas classes. O vestibular ao eliminar 95% dos candidatos (número citado por Bindi) gera, também, uma situação muito pouco comentada, qual seja, a de selecionar uma elite de elevada capacidade mental e intelectual que terá condições de avaliar criticamente o próprio ensino superior e tapar os “furos” nele existentes por meio de cursos, seminários e leituras complementares. Quem freqüentou curso superior sabe que a competência dos professores varia muito entre eles e tende a se estagnar, ou até mesmo se deteriorar, em muitos casos, pela falta de estímulos, especialmente de competição, para que se mantenha permanentemente atualizado em sua matéria. Após conseguir o cargo por concurso público, sua estabilidade não é ameaçada. A maior parte dessa elite de estudantes que passou no vestibular vai à luta, preenchendo os vazios deixados no ensino superior e avançando com novas técnicas, práticas e conhecimentos para enfrentar a acirrada competição em seu mercado profissional. Atitude nem sempre adotada pelos maus professores que não cumprem com sua obrigação de manter-se continuamente atualizado.
Em suma, o que mais precisamos no Brasil é de um ensino fundamental e médio de alta qualidade, seja ele público ou privado, que garanta conhecimentos e habilidades para o exercício profissional competente e honesto visando a atender a demanda de nossa sociedade; adequados, obviamente, a uma filosofia de vida compatível com a harmonia social e ambiental, tão necessária em nossos dias. O ensino superior, bem como as pós-graduações, devem ser reservados somente aos estudantes mais qualificados, sem distinção de classe, cor, raça, religião,gênero, ou qualquer outro sectarismo porventura existente. Para que o País não prejudique os mais pobres nessa seleção, pois iniciam seus estudos com bagagem cultural menor, compete ao governo garantir a igualdade de oportunidades, fornecendo-lhes subsídios e atenção especial, inclusive à família, no caso dos mais dotados, para que a igualdade de oportunidades seja real e lhe garanta o acesso até o nível de educação que tiver desejo e qualificação para chegar. Arrombar as portas das universidades com cotas e privilégios, e agora com o questionamento da eficácia do vestibular, mais parece uma revolução em que o governo busca incessantemente a cooptação da maioria negra e parda, bem como daqueles que por deficiência das escolas públicas não têm condições de competir no vestibular. Se a qualidade de nossos “doutores” e técnicos cair, ainda mais,em conseqüência disso,o prejuízo social e econômico do País será avassalador, pois o tempo perdido não poderá ser recuperado. O Brasil já demonstra falta de profissionais competentes de nível médio e superior no estágio atual de desenvolvimento,fazendo com que a melhoria da educação seja aclamada, conclamada e proclamada como prioridade número um por todos especialistas em desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental.
Por outro lado, em recente manifestação sobre a crise financeira e econômica internacional o Presidente Lula afirmou o seguinte: “É uma crise causada, fomentada, por comportamentos irracionais de gente branca, de olhos azuis, que antes da crise parecia que sabia tudo e que, agora, demonstra não saber nada”. Questionado por jornalista da BBC sobre essa tirada, ele respondeu: “como não conheço nenhum banqueiro negro ou índio, só posso dizer que essa parte da humanidade, que é a mais, eu diria, vítima do mundo, pague por uma crise” (frases publicadas na Revista Época de 28/3. Ora, o que se observa aqui, novamente, é o confronto de cores de pele, esquecendo-se da falta de lógica, pois está implícita a idéia em sua explicação ao jornalista da BBC, que se os banqueiros fossem negros e índios não tinha importância que suas populações fossem vítimas da crise. Esquecendo-se, além disso, que a população branca, inclusive as de olhos azuis, não merece estar sofrendo por uma crise gerada pela irresponsabilidade de agentes do setor financeiro e de incopetencia do governo norte-americano. Essas tiradas sem lógica, prejudicam a imagem do Presidente Lula e o enfraquecem na luta contra o protecionismo no comércio internacional, pela revisão da estrutura do sistema financeiro internacional e do papel do FMI, pela participação do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, que conta com o respaldo de todos nós brasileiros, brancos, negros, pardos, amarelos, e outras cores de pele.
Enquanto a mídia encara jocosamente as tiradas do Presidente Lula, a falta de lógica do sistema de cotas para negros e pardos e de preferência aos egressos de escolas públicas no acesso às universidades federais deve ser analisado e avaliado com seriedade e preocupação, pois coloca em risco o sistema de mérito cuja immparcialidade e eficácia na seleção dos melhores estudantes não foi colocada em dúvida até hoje.
Uma das confusões mais perniciosas para o cidadão brasileiro é nossos políticos esquecerem, no dia-a-dia, a diferença entre vontade da maioria com democracia. Ainda que em discursos formais bem elaborados e cuidadosamente revistos eles caracterizem como base fundamental do governo democrático o respeito às minorias, nas atividades correntes se esquecem disso com muita freqüência. E pior, os cidadãos da minoria prejudicada em seus direitos garantidos por lei se omitem diante da ditadura da maioria. Outra dificuldade por má formação intelectual do político é a falta de lógica em seu raciocínio. Quando se juntam essas falhas surgem idéias e propostas de ações e políticas que visam, muitas delas, a objetivos nobres, contudo, os meios irracionalmente escolhidos acabam gerando desperdício de recursos e introduzindo mecanismos e regras administrativas que contrariam os bons princípios democráticos conquistados pela sociedade e assimilados em suas práticas ao longo dos anos.
O exemplo mais notório disso é a insistência com que o atual governo está introduzindo o sistema de cotas nas universidades públicas federais e, agora, a discussão da eficácia do vestibular. Em excelente artigo publicado na Folha do dia 23/3, Vestibular como Anomalia?, Carlos Eduardo Bindi escreve em determinado trecho “O estudante da escola pública de ensino médio nunca questiona o vestibular, alegando ser ele ilícito. Ele reclama é do fato de não ter sido aprovado porque não teve acesso ao conhecimento que deveria ter sido proporcionado a ele”. A falta de lógica no sistema de cotas é tão gritante que dispensa comentários. A eliminação do vestibular no atual estágio de nosso ensino superior, porque não é o instrumento perfeito de seleção, seria o golpe de graça na preservação da qualidade de nossos profissionais de nível superior. Não se deve olvidar que o estreito canal de entrada nas universidades já foi dilatado com a instalação irresponsável e sem controle de entidades de ensino superior, muitas delas com o único objetivo de produzir lucros a seus proprietários. Em muitos casos não é exagero se afirmar que nelas se vendem diplomas a prestações cujo número é estabelecido pelo período que o estudante-comprador deverá “permanecer” como aluno do estabelecimento. No caso do diploma de bacharel em direito, por exemplo, a deterioração do ensino foi tal que a OAB criou um crivo específico para eliminar pessoas completamente inabilitadas para o exercício da profissão. É como se o egresso de uma Escola de Engenharia ou Medicina perdesse o direito de exercer sua profissão depois de ser diplomado, devendo passar por novo exame organizado pelas entidades de suas respectivas classes. O vestibular ao eliminar 95% dos candidatos (número citado por Bindi) gera, também, uma situação muito pouco comentada, qual seja, a de selecionar uma elite de elevada capacidade mental e intelectual que terá condições de avaliar criticamente o próprio ensino superior e tapar os “furos” nele existentes por meio de cursos, seminários e leituras complementares. Quem freqüentou curso superior sabe que a competência dos professores varia muito entre eles e tende a se estagnar, ou até mesmo se deteriorar, em muitos casos, pela falta de estímulos, especialmente de competição, para que se mantenha permanentemente atualizado em sua matéria. Após conseguir o cargo por concurso público, sua estabilidade não é ameaçada. A maior parte dessa elite de estudantes que passou no vestibular vai à luta, preenchendo os vazios deixados no ensino superior e avançando com novas técnicas, práticas e conhecimentos para enfrentar a acirrada competição em seu mercado profissional. Atitude nem sempre adotada pelos maus professores que não cumprem com sua obrigação de manter-se continuamente atualizado.
Em suma, o que mais precisamos no Brasil é de um ensino fundamental e médio de alta qualidade, seja ele público ou privado, que garanta conhecimentos e habilidades para o exercício profissional competente e honesto visando a atender a demanda de nossa sociedade; adequados, obviamente, a uma filosofia de vida compatível com a harmonia social e ambiental, tão necessária em nossos dias. O ensino superior, bem como as pós-graduações, devem ser reservados somente aos estudantes mais qualificados, sem distinção de classe, cor, raça, religião,gênero, ou qualquer outro sectarismo porventura existente. Para que o País não prejudique os mais pobres nessa seleção, pois iniciam seus estudos com bagagem cultural menor, compete ao governo garantir a igualdade de oportunidades, fornecendo-lhes subsídios e atenção especial, inclusive à família, no caso dos mais dotados, para que a igualdade de oportunidades seja real e lhe garanta o acesso até o nível de educação que tiver desejo e qualificação para chegar. Arrombar as portas das universidades com cotas e privilégios, e agora com o questionamento da eficácia do vestibular, mais parece uma revolução em que o governo busca incessantemente a cooptação da maioria negra e parda, bem como daqueles que por deficiência das escolas públicas não têm condições de competir no vestibular. Se a qualidade de nossos “doutores” e técnicos cair, ainda mais,em conseqüência disso,o prejuízo social e econômico do País será avassalador, pois o tempo perdido não poderá ser recuperado. O Brasil já demonstra falta de profissionais competentes de nível médio e superior no estágio atual de desenvolvimento,fazendo com que a melhoria da educação seja aclamada, conclamada e proclamada como prioridade número um por todos especialistas em desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental.
Por outro lado, em recente manifestação sobre a crise financeira e econômica internacional o Presidente Lula afirmou o seguinte: “É uma crise causada, fomentada, por comportamentos irracionais de gente branca, de olhos azuis, que antes da crise parecia que sabia tudo e que, agora, demonstra não saber nada”. Questionado por jornalista da BBC sobre essa tirada, ele respondeu: “como não conheço nenhum banqueiro negro ou índio, só posso dizer que essa parte da humanidade, que é a mais, eu diria, vítima do mundo, pague por uma crise” (frases publicadas na Revista Época de 28/3. Ora, o que se observa aqui, novamente, é o confronto de cores de pele, esquecendo-se da falta de lógica, pois está implícita a idéia em sua explicação ao jornalista da BBC, que se os banqueiros fossem negros e índios não tinha importância que suas populações fossem vítimas da crise. Esquecendo-se, além disso, que a população branca, inclusive as de olhos azuis, não merece estar sofrendo por uma crise gerada pela irresponsabilidade de agentes do setor financeiro e de incopetencia do governo norte-americano. Essas tiradas sem lógica, prejudicam a imagem do Presidente Lula e o enfraquecem na luta contra o protecionismo no comércio internacional, pela revisão da estrutura do sistema financeiro internacional e do papel do FMI, pela participação do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, que conta com o respaldo de todos nós brasileiros, brancos, negros, pardos, amarelos, e outras cores de pele.
Enquanto a mídia encara jocosamente as tiradas do Presidente Lula, a falta de lógica do sistema de cotas para negros e pardos e de preferência aos egressos de escolas públicas no acesso às universidades federais deve ser analisado e avaliado com seriedade e preocupação, pois coloca em risco o sistema de mérito cuja immparcialidade e eficácia na seleção dos melhores estudantes não foi colocada em dúvida até hoje.
Thursday, March 26, 2009
BRANCA DE OLHOS AZUIS
O Presidente Lula disse que “a crise (econômico-financeira) foi criada e fomentada por gente branca de olhos azuis.” (Globo News 26/03) À primeira vista, seu sorriso de satisfação e alívio poderia indicar que extravasava algo preso em sua garganta, resultante de mágoas e humilhações pessoais. Isso é impossível, pois Lula se parece fisicamente a um homem do mediterrâneo: àqueles branquelas de olhos pretos e castanhos que colonizaram a África e a América Latina. Será que nessa afirmação ele procura se identificar com nosso povo? Não com os brasileiros pobres em que há muitos brancos e, até mesmo, de olhos azuis. Mas sim com os negros e pardos que, ao contrário do que Lula pensa, adoram a Hebe, a Xuxa, a Angélica, a Maria Braga, bem como os galãs branquelos de olhos azuis que tanto sucesso fazem na TV. Seria bom que ele explicasse melhor para nós cidadãos brasileiros de todas as cores e matizes de pele e olhos quem ele quer colocar para baixo e quem ele quer por para cima com esse extravasamento emocional. Era só o que faltava agora seria o Presidente Lula gerar conflitos oculares e epidérmicos num País que se contorce no meio de todos os tipos de crises imagináveis, além da econômico-financeira, obviamente.
O Presidente Lula disse que “a crise (econômico-financeira) foi criada e fomentada por gente branca de olhos azuis.” (Globo News 26/03) À primeira vista, seu sorriso de satisfação e alívio poderia indicar que extravasava algo preso em sua garganta, resultante de mágoas e humilhações pessoais. Isso é impossível, pois Lula se parece fisicamente a um homem do mediterrâneo: àqueles branquelas de olhos pretos e castanhos que colonizaram a África e a América Latina. Será que nessa afirmação ele procura se identificar com nosso povo? Não com os brasileiros pobres em que há muitos brancos e, até mesmo, de olhos azuis. Mas sim com os negros e pardos que, ao contrário do que Lula pensa, adoram a Hebe, a Xuxa, a Angélica, a Maria Braga, bem como os galãs branquelos de olhos azuis que tanto sucesso fazem na TV. Seria bom que ele explicasse melhor para nós cidadãos brasileiros de todas as cores e matizes de pele e olhos quem ele quer colocar para baixo e quem ele quer por para cima com esse extravasamento emocional. Era só o que faltava agora seria o Presidente Lula gerar conflitos oculares e epidérmicos num País que se contorce no meio de todos os tipos de crises imagináveis, além da econômico-financeira, obviamente.
Tuesday, March 24, 2009
Dilma concebe plano de banda larga para escolas sem coordenação com Estados
Se não tivesse lido o artigo todo de Elvira Lobato e Antônio Góis publicado na Folha (24/3) com o título bombástico "SP recusa internet gratuita do governo federal para escolas", teria concluído que Serra pirou. Nele se informa que “A Secretaria da Educação de São Paulo diz que suas 5.537 escolas já possuem banda larga mais veloz e mais segura”. Em outro trecho, contudo, escreve que “São Paulo foi o único Estado a recusar a banda larga federal.” E esclarece que sete Estados que também possuem rede própria de banda larga (CE, SC, PR, MG, PE, MA e PA) aproveitaram a oferta da União como conexão adicional, “mas criticam a superposição de redes.” Em seguida transcreve opinião de autoridade no assunto: "Não faz sentido implantar banda larga onde ela já existe. É desperdício de recursos para o governo federal e para os Estados", diz Joaquim Costa Júnior, presidente da Abep (entidade que reúne as empresas de tecnologia dos Estados). Qual a razão de tanta confusão? “Ele (o plano) foi costurado pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) com as companhias telefônicas, no ano passado, sem discussão prévia com os Estados”, comenta a reportagem da Folha. Portanto, o título da reportagem deveria ser o que encabeça este nosso comentário e não, a quase acusação, de que SP recusou internet gratuita do governo federal para escolas.
Se não tivesse lido o artigo todo de Elvira Lobato e Antônio Góis publicado na Folha (24/3) com o título bombástico "SP recusa internet gratuita do governo federal para escolas", teria concluído que Serra pirou. Nele se informa que “A Secretaria da Educação de São Paulo diz que suas 5.537 escolas já possuem banda larga mais veloz e mais segura”. Em outro trecho, contudo, escreve que “São Paulo foi o único Estado a recusar a banda larga federal.” E esclarece que sete Estados que também possuem rede própria de banda larga (CE, SC, PR, MG, PE, MA e PA) aproveitaram a oferta da União como conexão adicional, “mas criticam a superposição de redes.” Em seguida transcreve opinião de autoridade no assunto: "Não faz sentido implantar banda larga onde ela já existe. É desperdício de recursos para o governo federal e para os Estados", diz Joaquim Costa Júnior, presidente da Abep (entidade que reúne as empresas de tecnologia dos Estados). Qual a razão de tanta confusão? “Ele (o plano) foi costurado pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) com as companhias telefônicas, no ano passado, sem discussão prévia com os Estados”, comenta a reportagem da Folha. Portanto, o título da reportagem deveria ser o que encabeça este nosso comentário e não, a quase acusação, de que SP recusou internet gratuita do governo federal para escolas.
Wednesday, March 11, 2009
"Convergência de Idéias e Valores"
É de estarrecer que o presidente da Abrapp-Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar, José de Souza Mendonça, que representa também entidades privadas, tenha afirmado que na escolha dos presidentes de fundos de pensão prevaleça, além da confiança, o critério de "convergência de idéias e valores" com os que detêm o poder de indicá-los, como publicou a Folha . Até hoje, milhões de trabalhadores que contam com os recursos desses fundos para sobreviverem pensavam que o critério adotado seria o da capacidade profissional, independência na gestão e atitudes de respeito à lei e à moralidade, visando a garantir a preservação do patrimônio coletivo com rentabilidade suficiente para atender seus compromissos estatutários. Não acredito que os fundos privados adotem o compadrismo como critério para escolher seus dirigentes. Cabe aos responsáveis pelas escolhas de seus dirigentes, porém, afirmar isso, publicamente, para tranquilizar os trabalhadores do setor privado que contribuem para esses fundos.
É de estarrecer que o presidente da Abrapp-Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar, José de Souza Mendonça, que representa também entidades privadas, tenha afirmado que na escolha dos presidentes de fundos de pensão prevaleça, além da confiança, o critério de "convergência de idéias e valores" com os que detêm o poder de indicá-los, como publicou a Folha . Até hoje, milhões de trabalhadores que contam com os recursos desses fundos para sobreviverem pensavam que o critério adotado seria o da capacidade profissional, independência na gestão e atitudes de respeito à lei e à moralidade, visando a garantir a preservação do patrimônio coletivo com rentabilidade suficiente para atender seus compromissos estatutários. Não acredito que os fundos privados adotem o compadrismo como critério para escolher seus dirigentes. Cabe aos responsáveis pelas escolhas de seus dirigentes, porém, afirmar isso, publicamente, para tranquilizar os trabalhadores do setor privado que contribuem para esses fundos.
Thursday, March 05, 2009
COTAS e PREÇOS IMPOSTOS
Depois de ler reportagem publicada na Folha de 04/03 sob o título "Chávez impõe cotas de produção de alimentos", resta-nos rezar pela paz e bem estar do povo venezuelano seriamente ameaçadas pelo desvario de seu Presidente que odeia a economia de mercado e sua lei maior: a da oferta e da procura. Ainda, assim, o governo de Lula quer sua participação no MERCOSUL. Hoje, 05/03, lendo os artigos "Ditadura à brasileira" e "Crise- o urgente e o básico", escritos, respectivamente, por Marco Antonio Villa e Jorge Wilheim, tomo consciência de que, apesar de tudo que aconteceu e tem acontecido, o povo brasileiro deve se orgulhar da maneira como sua elite respeita os mecanismos da economia de mercado e suas leis. Aperfeiçoa-los, sim; destruí-los nunca. As exceções foram poucas e ridículas, como por exemplo, A caça ao boi gordo, no Governo Sarney e O confisco da poupança, no Governo Collor.
Depois de ler reportagem publicada na Folha de 04/03 sob o título "Chávez impõe cotas de produção de alimentos", resta-nos rezar pela paz e bem estar do povo venezuelano seriamente ameaçadas pelo desvario de seu Presidente que odeia a economia de mercado e sua lei maior: a da oferta e da procura. Ainda, assim, o governo de Lula quer sua participação no MERCOSUL. Hoje, 05/03, lendo os artigos "Ditadura à brasileira" e "Crise- o urgente e o básico", escritos, respectivamente, por Marco Antonio Villa e Jorge Wilheim, tomo consciência de que, apesar de tudo que aconteceu e tem acontecido, o povo brasileiro deve se orgulhar da maneira como sua elite respeita os mecanismos da economia de mercado e suas leis. Aperfeiçoa-los, sim; destruí-los nunca. As exceções foram poucas e ridículas, como por exemplo, A caça ao boi gordo, no Governo Sarney e O confisco da poupança, no Governo Collor.
Sunday, February 22, 2009
MAL-ENTENDIDO ou MAL TRADUZIDO?
A Redação da Folha citou trecho do comunicado do Ministério da Justiça de que Tarso usou a palavra inglesa "handicap" para descrever a influência do presidente na campanha de Dilma com a conotação de vantagem. Isso porque o famoso jornal El País, muito elogiado pelo Senador Sarney em sua coluna, traduziu a palavra inglesa "handicap", como obstáculo, na entrevista dada pelo MinistroTarso Genro. Tanto obstáculo, como desvantagem, que seria a tradução mais usada no Brasil, tornariam sua afirmação de que o apoio do Presidente Lula à Dilma Rousseff seria um "handicap", conflitante com seu pensamento, com o contexto da entrevista e, principalmente, com as ações políticas visando às eleições de 2.010. Faltou esclarecer ao leitor, porém, o sentido de "handicap" em inglês como vantagem que se dá à pessoa ou ao time que se julga mais fraco para transformar uma competição esportiva "mais igualitária" e excitante. Nas brincadeiras de criança, lembro-me de que em corridas com os mais novos costumava-se lhes dar vantagem, seja em espaço, seja em tempo. Não seria esse o sentido real que o Ministro quis dar a "handicap"? Afinal, o apoio do Presidente e o início antecipado da campanha, nada mais são que "handicaps" oferecidos à candidata Dilma Rousseff na "corrida à presidência". Acontece que eleição para presidente não é jogo esportivo, tampouco brincadeira de crianças.
A Redação da Folha citou trecho do comunicado do Ministério da Justiça de que Tarso usou a palavra inglesa "handicap" para descrever a influência do presidente na campanha de Dilma com a conotação de vantagem. Isso porque o famoso jornal El País, muito elogiado pelo Senador Sarney em sua coluna, traduziu a palavra inglesa "handicap", como obstáculo, na entrevista dada pelo MinistroTarso Genro. Tanto obstáculo, como desvantagem, que seria a tradução mais usada no Brasil, tornariam sua afirmação de que o apoio do Presidente Lula à Dilma Rousseff seria um "handicap", conflitante com seu pensamento, com o contexto da entrevista e, principalmente, com as ações políticas visando às eleições de 2.010. Faltou esclarecer ao leitor, porém, o sentido de "handicap" em inglês como vantagem que se dá à pessoa ou ao time que se julga mais fraco para transformar uma competição esportiva "mais igualitária" e excitante. Nas brincadeiras de criança, lembro-me de que em corridas com os mais novos costumava-se lhes dar vantagem, seja em espaço, seja em tempo. Não seria esse o sentido real que o Ministro quis dar a "handicap"? Afinal, o apoio do Presidente e o início antecipado da campanha, nada mais são que "handicaps" oferecidos à candidata Dilma Rousseff na "corrida à presidência". Acontece que eleição para presidente não é jogo esportivo, tampouco brincadeira de crianças.
Sunday, February 08, 2009
VENEZUELA no MERCOSUL?
De seu jeito, a China vem introduzindo a economia de mercado apesar de manter um monolítico sistema político. Putin não quer nem ouvir falar de reestatização da produção na Rússia. Aí, surge o Cel. Chaves da Venezuela ameaçando empresários e interferindo na economia de mercado de seu país sempre que seu funcionamento o incomoda politicamente. O seu desprezo por regras estáveis de interferência do Estado na economia é notório; e o desembaraço com que usa recursos da estatal petrolífera para fins políticos mostra seu caráter autoritário e poder discricionário. Será que nossos parlamentares vão aprovar a entrada da Venezuela no MERCOSUL? A justificativa de que o Estado Venezuelano é permanente e que Chávez é passageiro não vinga, pois o ilustre líder populista não se cansa de repetir que vai implantar o sistema socialista bolivariano em seu País. Pobre MERCOSUL com Chávez lá dentro. Na melhor das hipóteses ficará paralisado discutindo “ad nauseam” as teses e propostas bolivarianas que jorram de sua mente inquieta. Vamos apoiar Sarney para que tal disparate proposto pelo atual governo não aconteça. Temos certeza que com sua sabedoria e experiência, encontrará meios de postergar o assunto até o fim de seu mandato.
De seu jeito, a China vem introduzindo a economia de mercado apesar de manter um monolítico sistema político. Putin não quer nem ouvir falar de reestatização da produção na Rússia. Aí, surge o Cel. Chaves da Venezuela ameaçando empresários e interferindo na economia de mercado de seu país sempre que seu funcionamento o incomoda politicamente. O seu desprezo por regras estáveis de interferência do Estado na economia é notório; e o desembaraço com que usa recursos da estatal petrolífera para fins políticos mostra seu caráter autoritário e poder discricionário. Será que nossos parlamentares vão aprovar a entrada da Venezuela no MERCOSUL? A justificativa de que o Estado Venezuelano é permanente e que Chávez é passageiro não vinga, pois o ilustre líder populista não se cansa de repetir que vai implantar o sistema socialista bolivariano em seu País. Pobre MERCOSUL com Chávez lá dentro. Na melhor das hipóteses ficará paralisado discutindo “ad nauseam” as teses e propostas bolivarianas que jorram de sua mente inquieta. Vamos apoiar Sarney para que tal disparate proposto pelo atual governo não aconteça. Temos certeza que com sua sabedoria e experiência, encontrará meios de postergar o assunto até o fim de seu mandato.
Sunday, November 23, 2008
Lula-aqui, Evo-ali, Obama-lá
O artigo acima de Augusto Franco (Folha, 17/11) compara as eleições de Lula e de outros líderes latino-americanos com a de Obama nos Estado Unidos da América. Esqueceu-se, porém, de ressaltar que este se apresentou como um cidadão inteligente e de excelente formação cultural e acadêmica capaz de liderar os EUA conforme os anseios e desejos dos membros do Partido Democrático que o escolheu como seu candidato. Hillary Clinton, sua adversária na eleição de escolha do candidato, também era altamente qualificada. É de se ressaltar que nenhuma das duas candidaturas, porém, surgiu como reação de mágoa ou de desprezo à elite norte-americana. Obama é filho de mãe branca, com determinante influência dela, e de sua avó materna que lhe deu carinho e transferiu-lhe valores para sua formação saudável. Sem marcas e cicatrizes de agressões e ódios que estimulam a mágoa, a vingança e a confrontação, Obama conseguiu com seus próprios méritos galgar posição socioeconômica invejável na sociedade americana. Em outras palavras, Obama comunga os valores históricos e mais profundos de seu País com a elite americana, vive em seu meio e atua politicamente no velho Partido Democrático. O seu foco é a busca de soluções democráticas para os problemas sociais, econômicos e culturais das camadas mais pobres, entre as quais se encontram os negros, os hispânicos e outras minorias que ainda não conseguiram usufruir, como ele, das oportunidades oferecidas em seu País. É óbvio que a herança genética de seu pai negro, nascido no Quênia, tornou-o mais bem aceito pelos americanos carentes. E para os negros, ele tornou-se o símbolo de que a igualdade conseguida a duras penas em meados do século passado agora se completa com chave de ouro. A democracia americana, que já era forte, torna-se mais robusta ainda com a eleição de Obama
O artigo acima de Augusto Franco (Folha, 17/11) compara as eleições de Lula e de outros líderes latino-americanos com a de Obama nos Estado Unidos da América. Esqueceu-se, porém, de ressaltar que este se apresentou como um cidadão inteligente e de excelente formação cultural e acadêmica capaz de liderar os EUA conforme os anseios e desejos dos membros do Partido Democrático que o escolheu como seu candidato. Hillary Clinton, sua adversária na eleição de escolha do candidato, também era altamente qualificada. É de se ressaltar que nenhuma das duas candidaturas, porém, surgiu como reação de mágoa ou de desprezo à elite norte-americana. Obama é filho de mãe branca, com determinante influência dela, e de sua avó materna que lhe deu carinho e transferiu-lhe valores para sua formação saudável. Sem marcas e cicatrizes de agressões e ódios que estimulam a mágoa, a vingança e a confrontação, Obama conseguiu com seus próprios méritos galgar posição socioeconômica invejável na sociedade americana. Em outras palavras, Obama comunga os valores históricos e mais profundos de seu País com a elite americana, vive em seu meio e atua politicamente no velho Partido Democrático. O seu foco é a busca de soluções democráticas para os problemas sociais, econômicos e culturais das camadas mais pobres, entre as quais se encontram os negros, os hispânicos e outras minorias que ainda não conseguiram usufruir, como ele, das oportunidades oferecidas em seu País. É óbvio que a herança genética de seu pai negro, nascido no Quênia, tornou-o mais bem aceito pelos americanos carentes. E para os negros, ele tornou-se o símbolo de que a igualdade conseguida a duras penas em meados do século passado agora se completa com chave de ouro. A democracia americana, que já era forte, torna-se mais robusta ainda com a eleição de Obama
Saturday, November 22, 2008
SEGUNDA LÍNGUA
O povo brasileiro, numa atitude sábia e pragmática, elegeu o inglês como segunda língua. Infelizmente, a falta de recursos torna muito difícil às escolas públicas proporcionar aos mais pobres a oportunidade de aprender a falar, ler e escrever bem essa língua, como já conseguem os grupos sociais de renda mais alta. Se já não lhes bastasse a luta que enfrentam para reaprender a falar e a se comunicar corretamente em português, corrigindo os vícios de linguagem trazidos do lar, terão de aceitar a situação de apenas “arranhar” o inglês; e por isso, perder renda e posições no competitivo mercado de trabalho. O decantado treinamento em informática e o acesso à internet têm de ser acompanhado pelo ensino da língua inglesa, caso contrário seus resultados serão pífios. Aos que pensam como nós, sugerimos que se manifestem a respeito para que a nossa elite política não apóie iniciativas de ensino de outras línguas estrangeiras, dispersando esforços, tempo e recursos que estariam melhor empregados no aprendizado do inglês. Afinal, o ensino fundamental gratuito e de boa qualidade é o principal instrumento público destinado a corrigir as desigualdades socioeconômicas.
Publicada em Cartas do Leitor no Estadão de 28/03/01
O povo brasileiro, numa atitude sábia e pragmática, elegeu o inglês como segunda língua. Infelizmente, a falta de recursos torna muito difícil às escolas públicas proporcionar aos mais pobres a oportunidade de aprender a falar, ler e escrever bem essa língua, como já conseguem os grupos sociais de renda mais alta. Se já não lhes bastasse a luta que enfrentam para reaprender a falar e a se comunicar corretamente em português, corrigindo os vícios de linguagem trazidos do lar, terão de aceitar a situação de apenas “arranhar” o inglês; e por isso, perder renda e posições no competitivo mercado de trabalho. O decantado treinamento em informática e o acesso à internet têm de ser acompanhado pelo ensino da língua inglesa, caso contrário seus resultados serão pífios. Aos que pensam como nós, sugerimos que se manifestem a respeito para que a nossa elite política não apóie iniciativas de ensino de outras línguas estrangeiras, dispersando esforços, tempo e recursos que estariam melhor empregados no aprendizado do inglês. Afinal, o ensino fundamental gratuito e de boa qualidade é o principal instrumento público destinado a corrigir as desigualdades socioeconômicas.
Publicada em Cartas do Leitor no Estadão de 28/03/01
Friday, November 07, 2008
TEMPO LIVRE VALIOSO
O rápido desenvolvimento e aplicação de tecnologias de informação na medicina curativa e preventiva tem-nos permitido melhorar as condições de preservação da saúde e da vida. Contudo, essas tecnologias, infelizmente, têm-nas prejudicado, também.
O tempo livre que hoje desfrutamos foi-nos legado por meio de experiências e conhecimentos úteis à nossa sobrevivência, consolidados em centenas de anos de trabalho e sofrimento de nossos antepassados. As milhares de horas desperdiçadas em jogos eletrônicos, em atividades fúteis no celular e na internet, bem como assistindo a programas e filmes que embrutecem o ser humano têm sido o uso que fazemos dele. Para piorar, o sedentarismo inerente a essas atividades é acompanhado pela ingestão de produtos nocivos à saúde. Tudo isso acontece com mais intensidade no período de vida favorável à educação que, segundo especialistas na fisiologia do cérebro, vai até os 25 anos.
Resta-nos, contudo, a esperança de que o livre arbítrio que ainda nos resta sirva para libertar-nos dessa armadilha criada por interesses comerciais apoiados em modernas tecnologias de informação e comunicação. Temos de estar atentos, porém, a outra armadilha. A de alienarmo-nos de nós mesmos e de nosso meio, copiando atitudes e preferências de “socialites” e políticos obtusos que impregnam nossa mídia com seus visuais e pensamentos estapafúrdios.
Ao afirmarmos que tudo que fazemos é importante, estamos afirmando, em outras palavras, que nada daquilo que deixamos de fazer por falta de tempo é mais importante do que já fazemos. É preciso que tomemos consciência desse raciocínio absurdo e abramos nossos próprios olhos sempre que nos perdermos na selva de opções em que vivemos. Devemos dar muito valor ao tempo livre, utilizando-o com muito respeito a nós e ao próximo. E acima de tudo, usando-o bastante para pensar sobre nossa vida e destino. Daros
O rápido desenvolvimento e aplicação de tecnologias de informação na medicina curativa e preventiva tem-nos permitido melhorar as condições de preservação da saúde e da vida. Contudo, essas tecnologias, infelizmente, têm-nas prejudicado, também.
O tempo livre que hoje desfrutamos foi-nos legado por meio de experiências e conhecimentos úteis à nossa sobrevivência, consolidados em centenas de anos de trabalho e sofrimento de nossos antepassados. As milhares de horas desperdiçadas em jogos eletrônicos, em atividades fúteis no celular e na internet, bem como assistindo a programas e filmes que embrutecem o ser humano têm sido o uso que fazemos dele. Para piorar, o sedentarismo inerente a essas atividades é acompanhado pela ingestão de produtos nocivos à saúde. Tudo isso acontece com mais intensidade no período de vida favorável à educação que, segundo especialistas na fisiologia do cérebro, vai até os 25 anos.
Resta-nos, contudo, a esperança de que o livre arbítrio que ainda nos resta sirva para libertar-nos dessa armadilha criada por interesses comerciais apoiados em modernas tecnologias de informação e comunicação. Temos de estar atentos, porém, a outra armadilha. A de alienarmo-nos de nós mesmos e de nosso meio, copiando atitudes e preferências de “socialites” e políticos obtusos que impregnam nossa mídia com seus visuais e pensamentos estapafúrdios.
Ao afirmarmos que tudo que fazemos é importante, estamos afirmando, em outras palavras, que nada daquilo que deixamos de fazer por falta de tempo é mais importante do que já fazemos. É preciso que tomemos consciência desse raciocínio absurdo e abramos nossos próprios olhos sempre que nos perdermos na selva de opções em que vivemos. Devemos dar muito valor ao tempo livre, utilizando-o com muito respeito a nós e ao próximo. E acima de tudo, usando-o bastante para pensar sobre nossa vida e destino. Daros
Wednesday, November 05, 2008
DISPUTA ENTRE PÚBLICO E PRIVADO
É de estarrecer que altas autoridades do executivo estejam preocupadas com o fato do Banco do Brasil cair para o segundo lugar em valor dos ativos após a fusão do Itaú com o Unibanco assegurar-lhes o primeiro posto. É inacreditável o que se lê na Reportagem da Folha de S. Paulo (04/11/08): “ Governo Lula quer que o Banco do Brasil retome a liderança”; “A liderança (do BB) no ranking de bancos do país é simbólica para o PT”; “O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva não gostou de ver o BB perder o posto...” ; “O importante, avaliam os técnicos do governo, é que "agora o BB está no jogo".
É de estarrecer que altas autoridades do executivo estejam preocupadas com o fato do Banco do Brasil cair para o segundo lugar em valor dos ativos após a fusão do Itaú com o Unibanco assegurar-lhes o primeiro posto. É inacreditável o que se lê na Reportagem da Folha de S. Paulo (04/11/08): “ Governo Lula quer que o Banco do Brasil retome a liderança”; “A liderança (do BB) no ranking de bancos do país é simbólica para o PT”; “O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva não gostou de ver o BB perder o posto...” ; “O importante, avaliam os técnicos do governo, é que "agora o BB está no jogo".
Em plena crise, o Governo Federal transforma um evento positivo no mercado financeiro brasileiro em corrida entre os setores Público e Privado.
Concluo da leitura da reportagem que o piloto do PT, Lula, dirigindo o BB, lamenta ter perdido a primeira posição para Setúbal que conduz a nova máquina Itaú-Unibanco; mas está seguro que vai retomar a liderança em breve pisando firme no novo acelerador MP 443. Daros
PS Publicado no Painel do Leitor da Folha de São Paulo de 06/11/08
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