Sunday, July 25, 2010

Carta de Eleitor


Considerando que:

Nós somos fortes para enfrentar os riscos e desafios do desenvolvimento sustentável;
Nós somos inteligentes para perceber nossas limitações e buscar educação e conhecimento para ultrapassá-las ou contorná-las;
Nós somos capazes de insistir e persistir na busca de nossos objetivos;
Nós somos honestos para fazer sempre o melhor e o que é certo e não explorar a ignorância e a fragilidade do próximo em nosso proveito;
Nós somos bravos para exigir que se respeitem nossos direitos e que se faça justiça punindo-se os relapsos, corruptos e criminosos.

Votaremos no candidato ou na candidata que adote a seguinte diretriz básica de sua política governamental:

Menos governo entranhado no processo produtivo e mais competente na sua regulamentação e fiscalização e, acima de tudo, eficiente e eficaz na prestação direta ou indireta de serviços públicos de sua responsabilidade, melhorando sua qualidade para que nós brasileiros possamos nos tornar cidadãos plenos.

E ao eleito, informamos que na qualidade de cidadãos que mantêm o Estado Democrático de Direito com a terça parte de nosso trabalho sob a forma de impostos pagos, exigiremos que o governo eleito exerça suas funções básicas, garantindo-nos serviços públicos de boa qualidade em: SEGURANÇA, EDUCAÇÃO, SAÚDE-SANEAMENTO, HABITAÇÃO E JUSTIÇA, começando, imediatamente, pela garantia de SEGURANÇA e JUSTIÇA


CONSIDERAÇÕES E ANOTAÇÕES SOBRE NOSSO PAÍS, COM FOCO EM LULA E SEU GOVERNO, QUE SERVIRAM DE BASE PARA NOSSA PROPOSTA DE DIRETRIZ DE POLÍTICA GOVERNAMENTAL DO PRÓXIMO PRESIDENTE CITADA NA CARTA DE ELEITOR

Estilo de Governar

Lula inaugurou e testou, com sucesso político, novo sistema de governar o Brasil, ao delegar grande parte das atividades de Chefe de Governo ao Ministro-Chefe da Casa Civil e viajar continuamente pelo país e pelo mundo. O escândalo do Mensalão derrubou José Dirceu, seu "quase-primeiro-ministro" ocupante desse cargo, e por pouco não o atingiu de maneira irreversível, como era a expectativa da oposição na época. Lula escolheu Dilma Rousseff, fiel ministra de sua equipe, para substiuí-lo. Reeleito, ele se dedicou à construção de invejável apoio a si e a seu governo por meio de benesses de todos os tipos, ostentando publicamente as mais populares em contínuos, intensos e improvisados discursos. Usando um palavreado recheado de metáforas e comparações do gosto de nosso povo ainda inculto, pobre e carente de carinho, ele assumiu o papel de pai protetor de seus filhos contra forças e interesses da elite brasileira, sem citar, obviamente, privilégios dados ou mantidos pelo seu governo. Contrariando muitas vezes base factual irretorquível referente ao passado, ao citar resultados favoráveis de programas, projetos e ações de seu governo, afirmava com toda veemência que lhe é peculiar: “Nunca antes neste País” se fez ou se conseguiu isto ou aquilo, não perdendo uma oportunidade sequer de citar números e enaltecer a era Lula.

Política Externa

Lula correu o mundo para defender legítimos interesses do Brasil, mas também para exibir sua popularidade externa a seus seguidores aqui em nosso país. A política externa, gerada em seu gabinete em articulação com o Itamaraty, ocupou grande parte de seu tempo. Ora pragmática, ora carregada de conteúdo ideológico de esquerda, colocou o presidente Lula e o Brasil em situações embaraçosas e altamente controvertidas. Contudo, a implantação do Plano Real e o controle da inflação pelo sistema de metas, associados a instrumentos de gestão da dívida pública, e a implantação do câmbio flutuante, implantados no governo FHC e mantidos por Lula, tornaram a economia brasileira confiável econômica e financeiramente, facilitando a expansão do comércio exterior e de investimentos estrangeiros no Brasil. Além disso, a grande extensão territorial economicamente aproveitável, as abundantes e diversificadas riquezas naturais e a população entre as maiores do mundo, caracterizavam o Brasil, desde meados do século passado, como um dos grandes países emergentes que teria crescente papel na economia mundial. Não deve ser surpresa, portanto, a posição mais ativa de nosso país no cenário internacional, em particular na América Latina. Nesse novo papel de protagonista na discussão de conflitos e problemas mundiais, e na busca de novos caminhos para a humanidade, é necessário que sejam mantidos vivos nossos ideais republicanos de respeito à liberdade, às instituições democráticas e aos preceitos de economia de mercado livre. A mistura de pragmatismo comercial com viés a favor do socialismo contra o capitalismo, não nos levará muito longe.

Classes Sociais

A classe média, beneficiada pelos bons ventos que sopravam na economia internacional e com farta entrada de moeda estrangeira no Brasil, esbaldou-se em viagens internacionais e na compra de bens duráveis cujos preços caíram no mercado devido a importações e competição de produtos estrangeiros com a indústria nacional, dada a valorização do real. O financiamento a longo prazo tornou possível compras de grupos de renda que não teriam acesso a esses bens de outra forma. Mais recentemente, a classe média de baixa renda expandiu, e muito, sua demanda por automóveis e imóveis, como resultado de política de isenção de impostos visando a evitar os reflexos negativos da crise financeira internacional. Restou-lhe pouco tempo e interesse, portanto, para realizar pressões sociais mais fortes focadas na melhoria de serviços públicos e no combate à violência e corrupção. A mídia em geral e os jornais em especial assumiram esse papel. Não é de se estranhar que Lula considere a mídia brasileira parcial e exageradamente crítica de seu governo, não refletindo o apoio que ele tem da opinião pública. Em outras palavras, ele acha que a mídia não está em harmonia com o povo brasileiro mas com interesses da elite que não o aceita. É de se ressaltar, porém, o grande e respeitável feito da classe média, presente na sociedade civil organizada, que reuniu 1,3 milhão de assinaturas, impondo ao Congresso Nacional o projeto hoje conhecido como Lei da Ficha Limpa. Ela mantém viva a luta contra a corrupção que continua no meio político impune e sempre presente como cancro incurável em que o vício empreguista e nepotista do passado são manifestações leves diante do porte das falcatruas hodiernas. Unida, toda a população brasileira não se cansa de pedir e clamar desesperadamente, por medidas e ações que reduzam a violência que atormenta todos nós brasileiros, seja no trânsito, seja no relacionamento humano. Hoje, crianças e jovens, vítimas da violência, são enterrados diuturnamente por seus próprios pais. E nem todos os sobreviventes se recuperam plenamente. Seqüelas físicas e psicológicas são freqüentes. O tráfico de drogas e armas cresce assustadoramente há muitos anos e ameaça a ordem pública e as famílias brasileiras. Enquanto isso, Lula interfere, pessoalmente, no processo de importação de equipamentos dispendiosos e sofisticados da França para defesa de nossas riquezas naturais. Ao longo de seu governo, facilitou-se a vida do empresariado – mais investimentos e lucros -, particularmente das empresas de grande porte. A elite empresarial brasileira, especialmente a que atua no setor financeiro não tem o que se queixar do governo Lula

Sucessão Presidencial

Apesar de sua popularidade e do apoio de grandes empresários, Lula não quis disputar um terceiro mandato, dado o risco de forças de defesa de nossas instituições democráticas reagirem de forma inesperada, pondo fim à popularidade que construiu com tanto desvelo. Escolheu, então, Dilma para preencher o “vazio” da cédula eleitoral, agora sem seu nome, e encetou o maior projeto já visto numa democracia de 136 milhões de eleitores. Ainda que mais de 50% deles não tenham concluído o primeiro ciclo do ensino fundamental (antigo curso primário) e muitos mal consigam assinar seus nomes, transformar uma desconhecida Ministra-Chefe da Casa Civil, em Presidenta da República, será um fato inédito e inesperado. Sua vontade passou por cima da opinião de políticos tradicionais de sua coligação e de seu próprio partido. Tudo isso, e a possível eleição de Dilma, que lhe preservará o lugar para voltar à Presidência, quando e se quiser, somente foi possível graças à delegação de poder dada à Casa Civil que lhe deixou tempo livre para construir sua popularidade. Liberto da administração do dia-a-dia da Presidência, Lula manteve o País em permanente vigília político-eleitoral, desde 2.007, transgredindo, acintosamente, as regras vigentes que proíbem a perturbação do funcionamento das instituições públicas com propaganda e discussões político-eleitorais prematuras. Não obstante os elevados índices de aprovação pessoal, que muitos cientistas políticos já identificam como uma nova corrente política chamada Lulismo, ele revela ser incapaz de identificar as necessidades de médio e longo prazo de nossa população, ainda carente de recursos e que deseja muito mais renda e oportunidades para atingir seus objetivos de vida. A identificação das necessidades dos pobres não vai além de suas próprias experiências e expectativas de infância, adolescência e de jovem operário, sempre relembradas em suas falas quando se apresenta como homem pobre e do povo. Prova disso, foi sua irritação e questionamento a pesquisas científicas do IBGE que demonstraram, no início de seu mandato, quando lançou o célebre programa Fome Zero, que a obesidade se tornara sério problema entre as famílias pobres.

Necessidades do Povo

O que o povo brasileiro despojado de dinheiro e de educação sonha é com oportunidades para demonstrar que tem bom coração e é inteligente o suficiente para exercer atividades mais complexas e valorizadas que seu trabalho ainda simples e rudimentar. No mundo, deseja aparecer não somente nos esportes, na música popular e nas expressões artísticas menos complexas. Prestar serviços públicos de qualidade nos setores de segurança, educação, saúde-saneamento, habitação popular e justiça, deveria ser a prioridade da oposição em resposta a esse anseio de nossa população, já que Lula pouco avançou nisso. Limitou-se a colher os frutos do aumento de empregos e a fomentar o imprescindível e justo auxílio direto do Governo Federal para a sobrevivência dos mais necessitados, que deverá ser mantido seja qual for o presidente eleito. No médio e longo prazo, todavia, será a boa qualidade dos serviços públicos que propiciará igualdade de oportunidades aos pobres e à grande parte da classe média na disputa de posições mais elevadas nas escalas econômicas, sociais e culturais geradas no processo de desenvolvimento sustentável do País. Hoje, a maioria de nossa população compete no mercado de forma desigual. Além de não dispor na infância e adolescência de ambiente sociocultural e situação econômico-financeira favoráveis a seu desenvolvimento, é obrigada a freqüentar escolas públicas de nível sabidamente inferiores às particulares, viver em locais e habitações insalubres, contar com serviços médico-hospitalares públicos de baixo nível e utilizar seu tempo de lazer, normalmente regado com bebidas alcoólicas, em atividades que comprometem sua saúde física e mental. Como se isso não bastasse, a violência, as drogas, doenças e acidentes são mais freqüentes nos locais em que vive nossa população carente de serviços públicos. Ela está exposta a um policiamento publico de baixo nível em permanente confronto com o crime organizado que ali busca guarida. Com essa carga negativa sobre os ombros num período em que se prepara para encontrar seu lugar na sociedade como jovem adulto, o sonho de igualdade de oportunidades se torna simples quimera. Espera-se, portanto, que nosso futuro presidente amplie e eleve substancialmente a qualidade dos serviços públicos federais e lidere Estados e Municípios a fazer o mesmo, já que estes últimos são os maiores responsáveis pelo caos urbano em que vivemos. Especulação imobiliária e uso e ocupação do solo permissivos são normalmente permeados de validações associadas à corrupção; ausência de lazer saudável; investimentos sem prioridade com desvios de recursos públicos; transporte público inadequado e sujeito a ações criminosas de cartéis na exploração dos serviços; poluição sonora e ambiental sem controle adequado; construção e localização de favelas em zonas sem saneamento básico e de alto risco, são alguns exemplos de ações e omissões de municípios e estados que comprometem a eficácia de qualquer política séria de bem estar social. A violência e demais fatores causadores de estresse nos que vivem em nossas cidades crescem sem controle. Apesar de incidirem em todas as classes sociais, seus efeitos são mais intensos e nocivos nos grupos mais pobres e nesses, nos mais frágeis, destacando-se o duplo sofrimento das mulheres como vítimas e mães de vítimas. Muitos sequer são plenamente alfabetizados para entender o que está acontecendo e como devem agir e reagir para não continuarem sofrendo. A própria busca de ajuda no deficiente sistema de serviços públicos que lhe são oferecidos é complexa e, em muitos casos, não existe, como por exemplo, assistência médica e psicológica de qualidade a dependentes químicos, a sequestrados mantidos presos em cativeiros e aos que sofreram abusos sexuais. O caso da polícia é emblemático, pois não são poucos os que têm medo dela, seja pelo seu envolvimento com o crime, seja pelos efeitos imprevisíveis de sua ação. Mortes e ferimentos de inocentes se tornam cada vez mais freqüentes nos embates da polícia com criminosos comuns e traficantes do crime organizado.

Papel do Novo Presidente

Espera-se que o novo presidente escolha a eficiência no processo produtivo como bússola orientadora das ações e reações da iniciativa privada aos estímulos da demanda de seus produtos e serviços no mercado, realizando investimentos e operando suas unidades produtivas segundo critérios que lhe garantam a sobrevivência. Devem ser as forças de um mercado livre as responsáveis pelo direcionamento dos investimentos e pela orientação, organização e operação do processo produtivo para atender nossas necessidades. Mesmo em obras de infra-estrutura e na operação de unidades de serviços públicos concedidos, a definição de prioridades, as construções e a operação dos serviços devem se processar por critérios técnicos visando a evitar ociosidades desnecessárias ou estrangulamentos prejudiciais. Portanto, empresas empreiteiras construtoras de obras públicas, fornecedoras de bens e serviços ao setor público e concessionárias de serviço público devem ser mantidas livres de interferências políticas como a que se constata no projeto de Trem-Bala, desenvolvido pela candidata de Lula, completamente distanciado das necessidades mais prementes de nosso povo. A regulamentação e a tributação deverão assegurar que haja contínua competição e modernização tecnológica de nossas empresas, bem como respeito ao meio ambiente e adequada proteção dos consumidores contra abusos, hoje nem mesmo identificados, seja por ausência de pessoal competente nas Agências Reguladoras, seja pelo baixo nível de educação de nossa população que aceita passivamente violações de seus direitos.

FIM

Saturday, July 24, 2010

Caiu do Céu

Segurança, educação, saúde, saneamento, habitação popular e justiça são as prioridades do mais completo e profundo Plano de Ação do novo candidato à Presidente da República. De sua elaboração participaram profissionais experientes, e da mais alta competência, que adotaram a eficácia e eficiência como norma de trabalho. Integraram as políticas entre si de maneira a explorar a sinergia que envolve esses setores, especialmente entre educação e saúde. A manutenção de um crescimento sustentável faz parte da política econômica que também se integra no Plano de Ação do novo candidato, com foco na expansão dos investimentos e da poupança interna, bem como na redução da carga tributária e no aumento da eficiência do setor público. Sua apresentação aos eleitores vai começar em breve, inaugurando o maior sistema de comunicação já visto em nosso País, sem jingles e aqueles palavreados, gestos e sorrisos ensaiados pelos marqueteiros responsáveis pela propaganda eleitoral tradicional. O candidato que caiu do céu estará disponível para debater suas propostas e revelar-se à população por inteiro, mostrando sua capacidade de liderança e competência em defende-las. Enquanto isso, Dilma e Serra continuam com suas entrevistas e peregrinações. Aquela, como “construtora do projeto do Trem-Bala,” revelando detalhes e mostrando filmes sobre sua beleza e encanto. E Serra, criticando as atuais políticas fiscal e monetária junto às classes produtoras. Acordo, e constato ao ler os jornais, que nenhum candidato novo caiu do céu. Somente Marina continua na terra com sua voz e discurso angelicais

Saturday, July 17, 2010

“As prioridades são outras”

É com essa frase que Fernando Rodrigues conclui seu excelente artigo “Tiro no Peito” (leia abaixo) ao se referir à insensibilidade de nossos candidatos ao sofrimento de nosso povo diante da violência que prevalece em nosso País. O consumo e comércio permissivos de álcool e drogas, associados ou não a assaltos, seqüestros, acidentes de trânsito, bem como repressão com balas perdidas, são responsáveis por mortes violentas e pelo clima de guerra que prevalece em nossas cidades. Quais são os planos dos candidatos à Presidência no combate à violência e na garantia da segurança do cidadão e da cidadã brasileiros, hoje acuados, especialmente os mais frágeis, como as mulheres que se auto-impuseram toque de recolher à noite na maioria de nossas cidades? Esta é a hora deles apresentarem e discutirem seu planos de governo de combate à violência, caso a doença política do não ver, ouvir e sentir, já não os tenha atingido.


FERNANDO RODRIGUES (Extraído da Folha de S. Paulo, 17/07)

Tiro no peito

BRASÍLIA - Wesley Rodrigues de Oliveira tinha 11 anos. Foi atingido no peito por uma bala perdida por volta de 8h30 de ontem. Estava em sua carteira, assistindo a uma aula num Ciep (Centro Integrado de Educação Pública) de Costa Barros, subúrbio do Rio. Wesley morreu.
Uma equipe de 120 policiais militares fazia uma operação nas favelas da Quitanda, da Lagartixa e da Pedreira, todas perto do Ciep. Um comandante foi exonerado. A PM prometeu "rigor na apuração".
Essa tragédia em breve se transformará em mais um número nas estatísticas de violência. Mas serve para demonstrar como há uma distância entre a política e a vida real. Até o início da noite, não havia manifestação oficial dos dois principais pré-candidatos a presidente.
José Serra (PSDB) deu entrevistas em Pernambuco. Falou em "peitar a reforma política". Dilma Rousseff passou o dia se preparando para um comício programado para ontem à noite, no Rio.
Dilma tem se comunicado com a sociedade por meio de notas ocasionais publicadas no microblog Twitter. Seus "tweets" mais recentes recomendam um curioso "Dilma boy" e comentam a chuva de ontem no Rio. "Vamos lá", disse a petista referindo-se a uma frase do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra: "Chuva danada. Mas o carioca vai mostrar que é Dilma até debaixo d'água".
Enquanto os dois principais candidatos a presidente silenciavam sobre o drama vivido pela família do menino Wesley, moradores protestavam queimando pneus e bloqueando uma avenida.
Dilma, Serra e políticos em geral não estão obrigados, por óbvio, a comentar cada caso de bala perdida. Mas o triste episódio de um menino de 11 anos atingido quando estudava dentro de sua escola expressa uma realidade difícil de evitar. Exceto para políticos em campanha. As prioridades são outras.
FIM

Friday, July 16, 2010

Trem de Alta Velocidade

O modelo institucional desenvolvido por Dilma Rousseff para “desestatizar” o sistema de transporte interurbano de passageiros em trens de alta velocidade dissimula a criação de uma nova “empresa estatal de transporte ferroviário de alta velocidade, a ser criada pela União, vinculada ao Ministério dos Transportes”. É o melhor exemplo de falta de transparência e de sua firme disposição de atropelar decisões do Governo Federal em favor da estatização. É também demonstração de abandono dos preceitos básicos de uma política de transporte equilibrada que respeite os fatores econômicos e tecnológicos que determinam a relação entre tarifas e custos reais dos serviços. A integração de diferentes modalidades e serviços que deveria se fazer livremente sem intervenções estatais no mercado passa a depender de ações imprevisíveis, como esta, do poder concedente. É isso que se observa quando Dilma limita, politicamente, a chamada tarifa econômica a um teto que será corrigido pelo IPCA, independente do custo real do serviço. Em outras palavras, a futura “Transbras” de transporte interurbano de passageiros já começa engessada, engolindo determinações políticas que nada têm a ver com o mercado. E pior! Não leva em conta que as atuais tarifas aéreas têm um potencial de redução muito grande, já que o lucro da ponte aérea cobre prejuízos em linhas deficitárias. Esperamos que prevaleça o bom senso e se suspenda o “Leilão de Desestatização”. Em clima eleitoral não existem condições para a necessária avaliação técnica e econômica desse modelo e do projeto Rio-Sao-Campinas em si.

Sunday, July 11, 2010

Sofrimento Ignorado

A população brasileira leva grande carga de sofrimento presa em seus corpos e mentes. Basta um pouco de paixão, atenção e diálogo com os que andam pelas ruas de nossas cidades para identificar o peso que representa a falta de saúde e de educação, bem como de segurança que oprime a todos, especialmente as mulheres. Políticos cegos e insensíveis não conseguem enxergar que a prioridade absoluta da ação do governo é aliviá-la e libertá-la o mais rápido possível desse sofrimento por meio de propostas viáveis e eficazes que aproveitem a sinergia que une Educação e Saúde. E mais urgente ainda, garantir segurança pública e respeito às leis de maneira a eliminar a atual permissividade na disseminação do uso do álcool e das drogas. Uma população saudável e bem educada aproveitará melhor as oportunidades oferecidas pelo desenvolvimento econômico e social do País e participará ativamente na formulação de políticas públicas de maneira a afastar definitivamente a exploração emocional e infantil a que tem sido submetida por políticos demagogos.

Sunday, July 04, 2010

Melhorar o Transporte

Excelente o Editorial da Folha (4/7) com esse título. Realmente, há necessidade urgente de se rever o sistema operacional de transporte público de maneira a se constituir já uma rede básica de corredores de ônibus e de linhas de metrô integrados entre si e a linhas auxiliares e de alimentação. Não esquecendo, também, de articular-se o transporte público a um sistema de trânsito de pedestres seguro e confortável, pois é a pé que o cidadão embarca e desembarca do veículo de transporte coletivo. Não faz muito tempo que transporte público era visto pela classe média como opção de desespero para quem não possuía automóvel. Linhas de metrô e alguns corredores de ônibus, apesar de desarticulados entre si e mal operados, eliminaram esse preconceito na cidade de São Paulo. Exceto de Lula ao discursar para 3.000 empregados em inauguração de obra em Itaboraí, RJ: “os que defendem investimentos em metrô e trens querem que o pobre deixe a rua livre para eles", disse Lula (Folha 9/3). Isso se chama POPLULISMO, que viceja em amplos segmentos de nossa população ainda cultural e mentalmente subdesenvolvida.

Friday, June 25, 2010

TORPEDÃO DO FAUSTÃO

Em período eleitoral, afirma-se que político dorme pouco para estar sempre atento a tudo que acontece e aos movimentos de seus adversários. Não obstante isso, nada se fala, diz-se ou divulga-se a respeito do maior sistema de sorteios, “nunca antes visto neste País”, conhecido como Torpedão do Faustão. Deve haver razões e interesses para esse segredo. Alguém sabe, por acaso, como é feito o sorteio e quem o fiscaliza? O antigo sistema de cartas de telespectadores- gerador de “receitinha” de venda de selos aos Correios - perguntando o óbvio ululante ao missivista, foi substituído pelo Torpedão do Faustão que produz um “receitão”, quase instantâneo, para o gigantesco consórcio formado pelo quarteto Oi, Tim, Claro e Vivo, regido pelo maestro Faustão da TV Globo. Rogo, encarecidamente, ao Ministério Público, que não fecha ouvidos e olhos, tampouco se cala em período eleitoral, que obrigue o Consórcio a informar o apostador sobre as regras do sorteio. No caso de loterias administradas pela Caixa Econômica Federal, por exemplo, são informados o limite total de bilhetes emitidos para venda, a data, a hora e a forma do sorteio, bem como a receita é distribuída entre impostos e prêmios. Segundo consta na tela da TV Globo, o sistema de sorteio por meio de torpedos foi aprovado pela Caixa. Portanto, informações semelhantes às das loterias deveriam ser divulgadas, já que a entidade representante do Governo Federal aprovou o Torpedão do Faustão.

Saturday, June 19, 2010

Estádio de Futebol

A fronteira entre os estados de sanidade e insanidade não depende somente da estrutura física de nosso cérebro. Depende, e muito, do equilíbrio entre a emoção e a razão que continuamente buscamos ao longo de nossas vidas por meio de educação e autoconhecimento. É de se esperar que crianças e jovens tumultuem seu juízo pela emoção; como seria natural que pessoas maduras conseguissem discernir sabiamente, sem se deixar enganar pelo seu coração. Há momentos, é claro, que todos nós podemos e devemos ser crianças e brincar. As disputas acirradas em jogos de futebol de Copa do Mundo oferecem oportunidades mágicas ao povo brasileiro de expressar livremente suas emoções. Infelizmente, nossa elite, especialmente a política, não se manifesta com maturidade e determinação, e deixa claro, como o fizeram o Governador Goldman e o Prefeito Kassab, em relação a não se despender recursos públicos escassos, direta ou indiretamente, na construção de estádio de futebol que terá capacidade ociosa após a copa. Muitos preferem explorar a ignorância e ingenuidade de nossa população com objetivos claramente político-eleitorais ao abordar o tema. Outros, simplesmente, racionalizam suas emoções e reúnem toda sorte de argumentos favoráveis à edificação de um elefante branco. Nem sempre o desenvolvimento econômico propicia o desenvolvimento mental, particularmente quando o sistema educacional do País é precário.

Friday, June 18, 2010

Bom Pagador e Otário

Lula disse que “emprestar dinheiro para pobres no Brasil é bom negócio”, acrescentando que o pobre “é bom pagador porque tem como patrimônio maior o seu nome e a sua cara” (Estadão,14/6). Bancos, lojas , supermercados e agiotas que o digam. Os brasileiros pertencentes à nova classe média (C) e às pobre (D) e bem pobre (E) estão sendo “escalpelados” por juros altos e armadilhas financeiras e contratuais que os tornam presas fáceis por falta de educação fundamental. A maioria não aprendeu a calcular juros simples e compostos, tampouco a diferença entre juro nominal e real, e muito menos a avaliar e escolher opções que lhes são apresentadas em venda de produtos e serviços e na assinatura de contratos de difícil leitura. Nessas opções existem armadilhas montadas por sabichões, mestres em aproveitar-se da ingenuidade alheia. Para preservar a dignidade e o respeito que nosso povo merece, compete aos políticos agir honestamente e proporcionar-lhe educação pública fundamental e profissional de qualidade, deixando de lado a demagogia que acintosamente explora sua ignorância, especialmente em épocas de eleição. Fora corruptos e demagogos! - é nosso lema.

Friday, June 11, 2010

Açucar no Pré-Sal

O artigo do Senador Sarney com o título acima (transcrição abaixo) é açucarado demais. Projetos e programas públicos e privados de grande porte têm de demonstrar viabilidade e sustentabilidade econômica e ambiental a longuíssimo prazo. O ouro negro é realmente “grana”, como afirma Sarney. Porém, se exportado em grande escala, a entrada de moeda estrangeira valorizará o real e tornará produtos e serviços importados mais baratos que os nacionais. Indústrias e serviços tecnicamente sofisticados serão extirpados de nosso território. Hoje, exportações de soja, minério de ferro, e outras “commodities”, por exemplo, associadas a entradas positivas de capital, são amostra pequena do que poderá acontecer com nossa moeda e estrutura de produção no futuro. É bom lembrar que fundo de poupança, mantendo parte da receita em moeda estrangeira no exterior para evitar a valorização do real será de uma nação ainda pobre e carente, “pronta” para gastá-lo, e não a do sempre citado exemplo da Noruega, em que seu povo já dispõe de serviços públicos e de infra-estrutura social de alta qualidade. Fato notório de omissão de Sarney na abordagem do assunto é comparar o sistema de partilha com o de concessão, adotado até agora, sem mencionar que neste último o Brasil participa no lucro da exploração (receita menos custos), abastecendo generosamente os cofres públicos. São esses recursos, gerados pelas concessões com participação nos lucros, que o Governador Sérgio Cabral luta bravamente. O sistema de partilha obrigará órgãos públicos e empresas estatais a armazenar, transportar e comercializar petróleo e derivados em grande escala para produzir receitas das áreas concedidas. Com essa lacuna, Sarney dá a entender que “nunca antes neste País” houve tanta inteligência e patriotismo em defesa da riqueza nacional ao se propor e discutir, atropeladamente, o sistema de partilha. O que fica demonstrado, claramente, é que a pressa do presidente Lula em aprovar as propostas do executivo está sendo nociva para nosso futuro pela falta de debate e conhecimento no Congresso e na sociedade civil organizada.

JOSÉ SARNEY em Açúcar no pré-sal

A alma brasileira nos últimos tempos tomou-se de justificado peito cheio após a descoberta do pré-sal. De repente acordamos com a decisão do Criador de ficarmos bilionários, o Brasil de riso aberto e cara diferente daquele "ame-o ou deixe-o". Barriga cheia de petróleo e olhos de Opep.
O bom é ser um sonho-verdade. Vivi os vários tempos, a começar dos anos 50, em que o Brasil lidou com o petróleo como amigo e inimigo, ter e não ter. O mundo em 140 anos, consumiu mais de um trilhão de barris e as reservas mundiais descobertas indicam a existência de outro trilhão. O Brasil, antes do pré-sal, tinha petróleo apenas para 18 anos, e com ele pode chegar a cem e, se Deus guardou com cuidado, para muitos anos mais.
Como toda riqueza, desperta ambição e briga. Luís Viana falava: "Ali está uma família unida"; e ele mesmo perguntava: "Já teve herança a dividir?". É o que estamos vivendo, numa luta de gladiadores, Estados, municípios, políticos com e sem voto, palpiteiros em busca de ribalta, mamulengos fingindo ódios e raivas pelo modo de repartir o bolo.
Cada um quer seu pedaço e invoca argumentos, desde a formação redonda dos mares da Terra à necessidade de dar um litro de gasolina a cada brasileiro.

A novidade é o modelo correto de adotar a partilha, e não a concessão, na exploração das novas reservas.Num, elas podem ser privadas e estrangeiras, noutro, são da Petrobras, como ícone do povo brasileiro. A verdade é que 80% do petróleo do mundo vem de poços em sistema de partilha, pois ninguém vai dividir com os de fora o que pode fazer com os seus.

Se tudo correr bem, em breve vai aparecer a cor dessa grana. Julgo que quem já tem direito adquirido, recebendo royalties, como o Rio e o Espírito Santo, não pode perder seus ganhos. Seria um absurdo e nada constitucional.
Mas, daqui para a frente, as riquezas que pertencem à nação não podem deixar de ser divididas entre todos e destinadas para transformar o Brasil, a começar por educação e tecnologia, socorrer Estados e municípios contra a pobreza.O Brasil tem uma oportunidade extraordinária, e não deve perdê-la em conversas de botequim. Celso Furtado escreveu um livro dizendo que a Venezuela, quando descobriu petróleo, podia se transformar num dos maiores países da América. Não souberam aproveitar a chance e deu no que está dando.
A visão política de encarar o problema não está à altura do desafio. Este assunto deve caminhar para um novo patamar de discussão e solução. Um terreno de união nacional, sem oposição ou governo. É o presente e o futuro. Hora de estadistas, tempo de soluções grandiosas. Colocar açúcar no pré-sal.
Nota: Transcrito da Folha de São Paulo de 11/06/10

Friday, June 04, 2010

Força da Imagem

A Internet, sem dúvida, deu asas às palavras no espaço sideral. Mais do que isso, potencializou a já enorme força das imagens que condensam, iludem e, não poucas vezes, alucinam, dependendo da habilidade do fotógrafo ou do cameraman. No Brasil, em que a compreensão de textos é restrita a poucos, já que a maioria da população não foi plenamente alfabetizada e tampouco adquiriu o hábito de leitura, a imagem domina a comunicação. O Estadão afirmou com todas as letras ser simpatizante do candidato Serra – ao estilo de grandes jornais do mundo – mas esqueceu de dizer isso aos "antipatizantes" dos tucanos que tiraram e selecionaram as fotos para divulgação em sua versão digital. Quem não acreditar no que digo, compare e analise por si, uma a uma, as fotos publicadas, em 4/6 em http://politica.estadao.com.br/

Sunday, May 30, 2010

A verdade sobre a Droga

Folha 27-28-29/5 – Serra disse que o governo boliviano faz “corpo mole” ao deixar que ”de 80% a 90%" da cocaína entrada no Brasil seja "via Bolívia"; Dilma acusa-o de "demonizar" a Bolívia e agir de "forma atabalhoada"; a Polícia Federal informa que não é possível saber a origem das drogas apreendidas.

Folha 30/5 – A Divisão de Controle de Produtos Químicos da PF vazou a informação de que 80% da cocaína distribuída no país vêm da Bolívia - a maior parte na forma de "pasta"; em 2008, Morales expulsou da Bolívia cerca de 20 agentes do departamento antidrogas dos EUA; dois meses depois, firmou um acordo com o Brasil, segundo o qual a PF passaria a atuar na Bolívia no combate ao tráfico de cocaína e armas; até agora o acordo não saiu do papel; segundo Relatório de Amorim ao Congresso, a ONU divulgou que houve aumento contínuo na produção de coca na Bolívia no período de 2.003 a 2.008.

Conclusão minha: Na política externa, os confrontos com os EUA (democracia em Honduras; ajuda humanitária no Haiti; paz no Oriente Médio; apoio eleitoral a Evo Morales; apoio a Cuba, entre outros) foram e continuam sendo mais importantes que a busca de colaboração técnica e financeira com esse País no combate ao tráfico de drogas no Brasil e na América Latina.

Friday, May 28, 2010

"Piada" ser Vice de Serra por Patriotismo

Ex-presidente da federação mineira da indústria, Robson Andrade, eleitor de Dilma, disse que Aécio deve escolher seu destino, porque "sabe o que é o melhor para o país" (Folha 28/5). Se a sinceridade e a verdade fossem valores respeitados pelos políticos, Aécio diria que mais vale sua eleição garantida a senador do que se arriscar para ser Vice de Serra. Além disso, que desistira (por patriotismo, segundo ele!) de disputar a vaga do PSDB para candidato a Presidente para não se arriscar a ser derrotado. Por que iria, agora, ajudar na eleição de Serra? O que Aécio e os demais políticos sabem é o que é melhor para eles. O resto é retórica. Quem deve escolher o que é melhor para nosso país somos nós. Salvo alguns poucos estadistas, como Gandhi e Mandela, por exemplo, os políticos ambicionam "o reino, o poder e a glória." Em tempo: não está na hora de se extinguir o cargo de Vice?

Wednesday, May 19, 2010

São Paulo Saturada
O Editorial da Folha com esse título (19/5), que aborda a questão dos corredores de ônibus na Cidade de São Paulo, esqueceu o principal: como está estruturado e é operado o sistema. Por exemplo, o procedimento de pagar as passagens dentro do veículo permanece, não obstante utilizar bilhetes eletrônicos, mantendo aglomerações ou filas na entrada do veículo parado. Catracas e cobradores dentro dos veículos são um dos símbolos do estrangulamento do sistema. Linhas com destinos os mais variados transitam no corredor, com dezenas de pessoas abarrotando a estação de embarque à espera do veículo que as levará para o Jardim X ou Y. Enquanto isso, ônibus bi-articulados, que acomodam mais de uma centena de pessoas, param para embarcar ou desembarcar um único passageiro. Enfim, o sistema de corredores na Cidade de São Paulo não está “metronizado”. Quando o corredor está livre, o ônibus é uma excelente alternativa ao automóvel particular apesar das deficiências acima apontadas. O primeiro passo para dotar a área metropolitana de um sistema confiável, rápido e confortável de transporte de massa é entregar os corredores de ônibus ao Metrô para que os construa, opere e desenvolva como parte de uma rede em que os elos rodoviários e ferroviários seriam integrados visando a atender a crescente demanda de transporte de massa.E deixar aos municípios da área metropolitana os serviços de transporte público locais e de alimentação.

Thursday, May 06, 2010

Reajuste de Aposentadorias

Todos sabem que nosso sistema previdenciário tem um rombo financeiro a ser corrigido. Devido à defasagem dos reajustes dos aposentados pelo INSS, Lula encaminhou ao Congresso uma proposta de reajuste de 6,14% como compensação. E Deputados Federais, inclusive do PT e da base aliada, aprovaram 7,7%, rejeitando sua proposta. A respeito disso, os três pré-candidatos à Presidência – Dilma, Serra e Marina – manifestaram-se, afirmando, entre outras coisas, o seguinte:

Candidato 1- “O ministro Guido Mantega [Fazenda] é um homem responsável. O presidente Lula tem prestado muita atenção nisso. Vou apoiar a decisão que o governo federal tomar a esse respeito",respondeu diretamente ao repórter;
Candidato 2- "Imprensa me pergunta o que o presidente Lula deve fazer em relação ao aumento dos aposentados. O presidente tem um forte compromisso social".Essa manifestação foi dada, posteriormente, pelo Twitter, após ter-se esquivado de responder diretamente ao repórter;
Candidato 3- "É preciso saber de onde vêm as receitas, em função do déficit da Previdência", falou diretamente ao repórter.

Após ler essas manifestações, identifique os candidatos que as fizeram, lendo a matéria que foi publicada na Folha de 6/5. E, depois, pense sobre a atitude de cada um. E se quiser, seus comentários serão bem-vindos para publicação neste BLOG.

Monday, May 03, 2010

Discurso de Dilma

Ao falar de feitos econômicos e sociais, Dilma Rousseff se apresenta como protagonista do Governo Lula, o que é verdade. Contudo, não dá sequer uma colher de chá para o período de bonança em que a economia e o comércio mundial viveram nesse período. Tampouco, reconhece o trabalho árduo da equipe de Lula que deu continuidade à política econômico-financeira encetada e implantada por FHC em anos turbulentos, até hoje execrada pelo PT e, quem sabe, até por ela, o que não seria de surpreender. Palocci, que manteve a equipe técnica de Malan e Meireles, são os heróis a serem coroados pelo PT. As colunas mestras dessa política são o controle monetário, por meio de taxa de juros, de volume de crédito e de metas de inflação, bem como pelo monitoramento da taxa de câmbio flutuante com intervenções aleatórias sem definição rígida de bandas. A política fiscal operou com porcentagens de superávits primários nos orçamentos públicos federais visando a manter a dívida pública sob controle, tendo se afrouxado, recentemente, em aumentos substanciais dos gastos correntes com pessoal a ponto de comprometer a capacidade de investimento do Governo Federal que tanto prejudica a qualidade da infraestrutura hoje deteriorada. Nos Estados e Municípios, a Lei de Responsabilidade Fiscal, negociada e aprovada no período de FHC, controlou e controla as despesas públicas nessas duas esferas. A reforma do Sistema Financeiro, também no período FHC, expurgou os ativos podres do sistema, reestruturou o sistema bancário e estabeleceu regras para se manter a estrutura de depósitos e empréstimos sólida, com liquidez e confiável. Foi essa reforma, em grande parte responsável pela redução dos efeitos negativos da recente crise financeira mundial na economia brasileira. A demanda de produtos brasileiros no exterior, principalmente de produtos primários, e o excesso de liquidez internacional, não só garantiram o pagamento de nossas importações, como permitiram a constituição de reservas acima de US$ 200 bilhões, proporcionando a nosso País a conquista do chamado “grau de investimento” (investment grade) que representa o sinal verde para a aplicação de recursos de fundos do exterior, especialmente de aposentadorias e pensões. O Brasil vive hoje um circulo virtuoso que foi construído nos últimos 16-17 anos em que predominaram seriedade, competência e responsabilidade na administração de nossa economia. O que os candidatos devem mostrar a nós eleitores são suas credenciais e propostas para continuar nesse caminho aberto por FHC e trilhado por LULA, contrariando os ímpetos socialistas e estatizantes do PT. Se Dilma continuar nessa tecla de que a administração de FHC representou o “Reino da Desigualdade” quando todos nós sabemos que o Brasil foi e continua sendo um dos países com mais concentração de renda do mundo e que somente a longo prazo corrigirá isso por meio de sérias e profundas reformas no ensino básico e técnico-profissional; se ainda insistir, também, que Lula recebeu o País com inflação descontrolada, olvidando da tensão no mercado financeiro gerada antes e depois da eleição de Lula, quando o dólar ultrapassou R$ 4 reais; se continuar na ladainha que o capitalismo de Estado (estatização em sua linguagem) vai substituir o "fantasma do neoliberalismo" herdado de FHC, que na realidade nunca existiu, pois foi mantido por Lula; enfim, se continuar com discursos demagógicos e afirmações sem pé nem cabeça, somente contará com votos de eleitores radicais do PT e de eleitores ignorantes que infelizmente ainda são muitos em nosso eleitorado.
                                                FIM

Wednesday, April 21, 2010

Crise Alucinatória: Lula versus FHC

Lula não perde oportunidade de se comparar a FHC para demonstrar sua superioridade como Presidente da República. Há momentos de verdadeiro paroxismo quando afirma que “Nunca antes nesse País...”. A negação do passado, a distorção de fatos e a eliminação de contextos históricos são utilizadas corriqueiramente para validar suas afirmações. Seu desejo de continuar no poder é tão grande que gerou sua própria candidata e fantasiou que o candidato do PSDB, José Serra, também foi gerado por FHC. Nada mais lógico, portanto, que Dilma, seja ele, e Serra, seja FHC
Por incrível que pareça, o País é obrigado a participar dessa verdadeira alucinação pré-eleitoral em que a comparação entre os dois candidatos, Dilma e Serra, não seja entre eles, mas entre Lula e FHC. E que não existirá pós-Lula, como nunca existiu pós-FHC. Lula quer nos congelar na história e na própria vida ao insistir nessa escolha fantasmagórica. Peço a Deus que FHC não faça parte dessa alucinação respondendo às provocações de Lula. Afinal, nós eleitores, temos a responsabilidade real de escolher entre vários candidatos de carne e osso aquele ou aquela que será nosso próximo presidente após tomarmos conhecimento de suas propostas e, especialmente, de sua história e competência para governar e chefiar o Estado brasileiro.
                                            fim

Monday, April 12, 2010

Histórias de Carochinha

Quase oito anos de metáforas do Presidente Lula já foi mais do que suficiente para encher nosso cérebro de fantasias. Essa de “Lobo Mau em Pele de Cordeiro” de Dilma Rousseff nos faz lembrar a história de Chapeuzinho Vermelho. Segundo minha modesta opinião, tanto Dilma como Serra já passaram da idade para representar esses papéis. O que esperamos dos candidatos são discussões e debates sérios sobre Ética e Reforma Política, Segurança, Educação, Saúde, Saneamento, Combate às Drogas, Eficiência e Competência na Administração Pública, Reforma Tributária, Transporte Público, e sobre tantos outros problemas que nos afligem. E que deixem as histórias de carochinha para ninar seus netos.
                                       FIM

Sunday, April 11, 2010

Discurso de Dilma

Em seu discurso ela afirmou que não entregará os recursos naturais e as empresas públicas “a quem quer que seja”, tampouco que destruirá o Estado Brasileiro “a ponto de torná-lo omisso e inexistente”. Acrescentou, ainda, que respeita os movimentos sociais afirmando que “democrata que se preza não agride os movimentos sociais”. Não seria mais fácil ela dizer, simplesmente, que respeitará a Constituição e as Leis de nosso País, esclarecendo, porém, que a admissão de empregados e o preenchimento de cargos de chefias das empresas públicas e do governo serão feitos por critérios de competência e mérito, e não por filiação partidária? 
E que o Estado presente e ativo que ela deseja será, também, enxuto, robusto e forte com gastos estritamente necessários para cumprir suas tarefas com eficiência e competência? E que sua primeira medida será diminuir o número e os gastos com cargos de confiança; e com ministérios, também, hoje superior a 40? Quanto aos crimes de entregar bens públicos a qualquer um e agredir pessoas de movimentos sociais afirmar que serão tratados com a polícia e a justiça, tudo dentro da lei é simplesmente ridículo.

                                       fim

Friday, April 09, 2010

Ode ao Bigode

Buscando notícias na Folha (9/4) em seu índice geral, deparei-me surpreso com o título acima do artigo semanal do atual Presidente do Senado e ex-Presidente da República, José Sarney. Sempre considerei a televisão instrumento insensível de comunicação ao juntar notícias alegres com tragédias, enunciadas rapidamente e no mesmo tom de voz. Não esperava isso de José Sarney, que além de político é escritor. Escrever artigo sobre bigode, especialmente o seu, enquanto o Brasil passa por uma sucessão de desastres e chora seus mortos e feridos, é demais para mim! Quem sabe para ele, que seguramente choraria a morte de velhos companheiros políticos, os brasileiros mortos nesses desastres são pessoas distantes, rústicas, pobres, cujo desaparecimento se reduz a números abstratos. Espero que a justiça - particularmente dos jovens do Ministério Público - mostre que esse genocídio decorrente de omissão de autoridades públicas não sairá impune. E que Sarney raspe seu bigode como penitência pela sua falta de compaixão.

Thursday, April 08, 2010

             Direcionamento de Licitação

Está mais do que antecipadamente decidida a escolha dos Caças Rafale da Dassault pelo Presidente Lula. Ela foi anunciada durante a visita de Sarkozy no último dia 7 de Setembro. Não dá para entender, portanto, os malabarismos e tergiversações do Ministro da Defesa, senão como esforço brutal para tornar a escolha de Lula como política com “P” maiúsculo. Apesar disso, a licitação, ou o que seja, começou mal; pois se o objetivo era fugir do veto norte-americano à exportação de caças e outros equipamentos militares de defesa e ataque com componentes e tecnologia daquele país, mesmo que fabricados no Brasil, não se deveria, jamais, ter-se convidado ou consultado a Boeing, tampouco a Saab, pois os técnicos do Ministério da Defesa já sabiam que os Caças Gripen NG da Suécia contêm esses componentes. Quanto a Boeing, até parece piada estar participando do processo de escolha. Se nem os Tucanos da EMBRAER puderam ser exportados para a Venezuela por essa razão, realmente pensou-se, por exemplo, em exportar os F-18 da Boeing que seriam fabricados no Brasil para Cháves ou para Ahmadinejad? É óbvio que essa licitação é de araque. E mais, seu objetivo principal não é a Defesa Nacional simplesmente. Ela visa, principalmente, criar no Brasil um complexo militar-industrial cuja sobrevivência necessitará do mercado externo. Esse complexo ameaçará nossa incipiente e frágil democracia com mecanismos de relacionamento da indústria com o Estado, em que defesa nacional e interesses políticos no País e no exterior se mesclarão em simbiose econômico-financeira fora do controle de uma população pobre e sofrida, ainda imersa na ignorância. Quem não ouviu o “farewell speech” de Eisenhowever sobre isso, que o faça agora em http://www.youtube.com/watch?v=rd8wwMFmCeE&NR=1
                                          FIM

Sunday, April 04, 2010

Emprego e Inclusão Social

Não existe melhor forma de se sentir socialmente incluído que a de conseguir-se emprego digno e nele manter-se por mérito. Em consulta "on line" com operadora de celular, copiei duas frases da atendente: "Peço o senhor que aguarde que eles entraram em contato com o senhor. Há mais alguma informação em que posso ajudar?” Seguramente essa funcionária está fazendo um esforço sobre-humano para se manter no emprego; e, no futuro, terá muita dificuldade para ser promovida. Nosso ensino fundamental necessita ser totalmente reformulado para que o princípio da igualdade de oportunidades, coluna mestra em que se apóia qualquer sistema democrático, assegure emprego e renda para os pobres excluídos. Somente assim, suas potencialidades desabrocharão e os levarão a participar ativamente do processo sustentável de desenvolvimento socioeconômico e cultural que desejamos para todos brasileiros, sem distinção. Enquanto isso não acontecer as drogas, lícitas e ilícitas, e a ignorância que mantém a exclusão social, continuarão destruindo a maior riqueza de nosso País: nossas crianças, adolescentes e jovens pobres. Na Ilha da Fantasia, o Governo Federal e o Supremo Tribunal Federal se envolvem em discussões sobre inclusão social por meio de sistema que fere frontalmente o princípio da igualdade dos cidadãos ao se adotarem novas regras de admissão por quotas às universidades. Em suma, não se reforça a coluna principal, hoje rota, da igualdade de oportunidades que promove o emprego dos excluídos; ao contrário, busca-se abalar o princípio constitucional da igualdade de todos os brasileiros perante a lei e estimula-se o desemprego de “universitários”, muitos deles, hoje, exercendo profissões de nível médio ou técnico, para as quais não foram treinados. Isso quando conseguem emprego no Brasil ou no exterior, principalmente! Quousque tandem, Brasília, abutere patientia nostra?
                                                FIM

Monday, March 29, 2010

Educação

O artigo de Niskier, “A Suécia de Olho no Brasil” (Folha 29/3), é de uma clareza e simplicidade escandinavas. Quais são as funções básicas da universidade naquele País? “Formar cientistas, pensadores e professores”, escreve Niskier. A conclusão é óbvia: na universidade, a qualidade do ensino, dos professores e dos alunos deve ser a mais alta possível, pois ali repousa o embrião do futuro de um país. No Brasil, cumpre às faculdades técnicas a formação de nossos profissionais para a execução de serviços de alta complexidade, utilizando as tecnologias disponíveis da melhor forma possível a fim de garantir nosso desenvolvimento. A expansão de nossas fronteiras tecnológicas, de pensamento e de educação dependem, principalmente, dos resultados que forem conseguidos em nossas universidades. Considerando que são poucas as que podem assumir, de fato, esse papel de formação de pesquisadores, especuladores e professores de alto nível, o caminho seria escolher algumas, ou partes delas, para constituírem nossos Institutos do Saber. E transformar as que realmente podem, após fechar as fornecedoras de diplomas à prestação, em Faculdades Técnicas, deixando as pesquisas para os doutores dos novos Institutos do Saber. Seria uma espécie de plano real para eliminar a inflação de títulos de PHD e de pesquisas de baixo nível que acometem a nação e nos confundem com conclusões e propostas bem pouco fundamentadas. Isso acontece, principalmente, em pesquisas e teses nas quais os instrumentos de validação das ciências exatas pouco penetraram.
                                               FIM

Tuesday, March 23, 2010

Metrô de SP Vai Atrasar

São Paulo dá uma lição de democracia e transparência ao resto do País. De um lado, a excelente e detalhada reportagem de Alencar Izidoro na Folha (23/3), revelando atrasos na conclusão de várias linhas e estações previstas em plano de expansão do Metrô de SP divulgado na mídia; de outro lado, a resposta de sua direção sobre as razões disso, acompanhada de várias outras reportagens sobre como será a rede do Metrô de SP e sua integração à rede de trens metronizados da CPTM. Nós, cidadãos desta metrópole em que o trânsito congestionado nos estressa e sufoca, já teremos a oportunidade, neste ano e nos próximos, de contar com alternativas de transporte público rápido. O que me chocou, e ainda me choca, é a total indiferença da opinião pública e da mídia ao que o Presidente Lula falou em discurso pronunciado em Itaboraí (RJ), publicado pela Folha (9/3). Além de afirmar que tem como meta propiciar aos pobres condições para comprar um carro, o que é um direito de todo cidadão em país democrático, acrescentou que “os que defendem investimentos em metrô e trens querem que o pobre deixe a rua livre para eles”. É triste, mas é verdade!
                                                FIM

Monday, March 22, 2010

Complexo Militar-Industrial ou Educacional-Comportamental

Como todos sabem, a França, na eventual e futura ampliação do Conselho de Segurança da ONU, defende a presença nele de um país latino-americano. Posteriormente, comprometeu-se em indicar o Brasil ao custo de respeitarmos as condições de nossa “parceria” que prevê as importações do caça Rafale da DASSAULT, conforme entrevista de seu Embaixador no Brasil. O Relatório revisto do Comando da Aeronáutica que originalmente previa o caça Gripen (Suécia) como vencedor da licitação já voltou de maneira a possibilitar a escolha final do caça francês, sem mais especulações da mídia. O que o Ministro Jobim ainda não comentou com o vozeirão que lhe é peculiar, é que o veto dos EUA à exportação da EMBRAER de 26 Super Tucanos para a Venezuela encontra-se ainda atravessado nas gargantas de Garcia-Amorim, responsáveis por reduzir e afastar o poder dos EUA de intervir na América Latina. É bom lembrar que Lei norte-americana proíbe que sejam exportados materiais e componentes estratégicos para a sua segurança, sem cláusula de veto em seu uso. O que nos assusta nisso tudo é que o Brasil não está somente preocupado com uma Estratégia Nacional de Defesa de baixo custo, para a qual o Gripen (Suécia) seria suficiente, mas em criar um Complexo Industrial-Militar independente dos EUA que lhe dê poder não só de defender nosso País, mas de exportar armas para os países que comungam com nossos interesses econômicos, políticos e de outra ordem, como a Venezuela, para citar um exemplo. Nosso povo precisa muito mais do desenvolvimento de técnicas e tecnologias que estruturem um Complexo Educacional-Comportamental eficaz para nos libertar da ignorância, da pobreza, da violência, da falta de saúde e da insalubridade de nosso meio. O atual sistema está falido. Os sintomas disso estão nos fazendo submergir numa onda mortal de drogas legais e ilegais, violência, assassinatos, medo, corrupção, trânsito assassino e, acima de tudo, o desvario de nossa elite, particularmente a política, que não enxerga o que está acontecendo com nossas crianças, adolescentes e jovens.
Rafale X Gripen

O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que o caça Rafale (Dassault da França) é melhor que os outros dois tipos oferecidos ao Brasil para realizar as funções previstas na Estratégia Nacional de Defesa de nosso espaço aéreo ao dizer que "está à frente do Gripen NG (SAAB da Suécia) e do F-18 S H ( Boeing do EUA) em transferência de tecnologia, capacitação da indústria nacional e redução de dependência de fornecedores estrangeiros. E que o relatório do Comando da Aeronáutica somente tratou da questão operacional dos três caças. Coincidentemente, ou não, o Presidente Lula antecipou sua escolha do caça Rafale e informou Sarkozy a respeito disso por ocasião de sua visita ao Brasil, no último 7 de Setembro. Posteriormente, houve desmentidos, afirmando-se que ainda se aguardava o relatório de avaliação da aeronáutica, ressalvando-se, contudo, que a escolha final seria do Presidente Lula. Para quem leu os excelentes artigos publicados em nossos jornais sobre isso, a escolha do Rafale para nós cidadãos comuns parece extremamente confusa e controvertida, parecendo até suspeita para os mais desconfiados como eu. Ao afirmar que o Comando da Aeronáutica somente examinou o aspecto operacional dos três tipos de caças, o Ministro Jobim torna a avaliação feita incompleta e, com isso, anula a conclusão de que a proposta da Saab (Caça Gripen) é a melhor segundo os oficiais da aeronáutica. Ficam no ar duas perguntas: 1. quem examinou os outros três itens acima apontados por Jobim e omitidos no exame feito pelo Comando da Aeronáutica a ponto de levá-lo a inverter a avaliação desse Comando que considerou a proposta da Dassault (Caça Rafale) como a pior? 2. Por que não pediu ao Comando da Aeronáutica que examinasse também as três questões apontadas, tendo em vista a larga experiência de nossos engenheiros aeronáuticos, especialistas em tecnologia aérea e sua transferência para o Brasil, tendo desenvolvido o ITA e a EMBRAER, esta última recentemente privatizada com grande sucesso no mercado de aviões civis e militares? Vou reunir textos que publiquei neste BLOG sobre esse assunto para o Deputado Federal em quem votei - felizmente eleito - e pedir-lhe que me ajude a esclarecer o que está acontecendo. É o que posso fazer para merecer o título de cidadão brasileiro que me deram quando nasci.

Saturday, March 20, 2010

Ressuscitar?

A candidata Dilma Rousseff teria razão em criticar a atitude da oposição em trazer à tona o Mensalão (Folha, 20/03)? Essa é a questão. Não uso o termo por ela usado, ressuscitar, por soar como blasfêmia nesta época em que se aproxima a data de comemoração da Ressurreição de Cristo. O Mensalão, marco histórico importante da execrável cultura política brasileira em que nossos representantes eleitos pelo povo costumam desviar dinheiro público para fins inconfessáveis, repousa vivo e incômodo, como osso atravessado na garganta de todos nós brasileiros. Para Dilma, porém, o Mensalão já morreu e foi enterrado. Quem sabe um dia todos os crimes de corrupção que empestam a política brasileira sejam rápida e totalmente esclarecidos, e os culpados punidos, indo os processos para o Arquivo Morto, sem risco de “ressurreição”. Não é o caso do Mensalão, Senhora Ministra Dilma Roussef, e de muitos outros processos em julgamento. A memória do povo brasileiro é curta, mas nem tanto.

Saturday, March 13, 2010

Educação

Acabo de ler na Folha (13/02) dois excelentes artigos dos doutores Rudá Ricci e Luiz C. Faria da Silva, respectivamente pró e contra a decisão da justiça de condenar um pai que optou pela educação de seus filhos em casa. Os dois, porém, reconhecem a má qualidade do ensino fundamental público. Conseqüentemente, pais pobres, que não podem pagar altas mensalidades cobradas em escolas particulares de bom nível, são punidos duplamente: por não ter tido a oportunidade de sair da pobreza pela falta de educação e, novamente, por ser obrigado a aceitar que seus filhos tenham o mesmo destino. Pior, ainda, é saber que professores deixaram seus filhos sem aula para marcharem na Avenida Paulista em protesto contra o governo estadual. Segundo li, é uma reação contra o programa de modernização que pretende pagar melhores salários aos professores com mais competência e que obtêm melhores resultados na educação de seus alunos. Seria interessante que se discutisse amplamente na Folha o que eles pretendem com essa greve e qual a proposta do governo estadual em seu plano de modernização do ensino fundamental público. Se possível, em linguagem simples, objetiva e clara para que os pais que sonham com uma boa educação de seus filhos entenderem o que está em jogo.

Tuesday, March 09, 2010

POPLULISMO

Na política, a pior face da demagogia é o vazio de princípios, conceitos e valores, quando o líder leva a platéia ao paroxismo na exaltação daquilo que ela deseja ter, e terá se lhe der apoio cego e irrestrito. As instituições democráticas tremem na mesma intensidade em que o líder populista cresce. Ontem, diante de 3.000 empregados em inauguração de obra do Comperj(Complexo Petroquímico do Rio), em Itaboraí, Lula disse ter como meta propiciar aos pobres condições para comprar um carro. E acrescentou, ainda, à papagaiada de enrubescer o PT e todos os cidadãos que lutam pela melhoria do trânsito e dos transportes públicos em nossas cidades que “os que defendem investimentos em metrô e trens querem que o pobre deixe a rua livre para eles". Esqueceu-se de seu projeto bilionário de Trem de Alta Velocidade-TAV no sudeste e do desejo dos nordestinos de voar. Em aviões comerciais, obviamente, que são, na realidade, ônibus aéreos (Airbus). No espaço, o equivalente ao automóvel seria o jatinho particular, ainda fora de cogitação, felizmente. Os 3.000 trabalhadores presentes não são ignorantes e muitos deles já possuem automóvel e sofrem no trânsito congestionado. A intenção de Lula, porém,foi outra. A de se dirigir aos ignorantes que acreditam cegamente nele, deixando à mídia a tarefa de divulgar Brasil afora sua proposta excêntrica de automóvel para todos. E quanto mais críticas receber sua proposta, melhor, pois prova sua tese de que os ricos querem a rua somente para si. Assim como o Vaticano informa o momento em que os cardeais escolheram um novo Papa por meio da fumaça branca, nós devemos acelerar nossos carros e aumentar a fumaça negra que empesta nossa atmosfera para informar que neste ano eleitoral Lula se afastou da Presidência. Ele está em campanha para aumentar ainda mais a sua popularidade e, com isso, realizar seu projeto pessoal de poder: o POPLULISMO; com Dilma ou sem ela.


Fonte: Folha de São Paulo
São Paulo, terça-feira, 09 de março de 2010

"Eu quero que o pobre tenha carro também", diz presidente
DO ENVIADO ESPECIAL A ITABORAÍ (RJ)
DA FOLHA ONLINE, EM ITABORAÍ

Diante de 3.000 empregados da obra do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio), em Itaboraí, Lula disse ter como meta propiciar aos pobres condições para comprar um carro, num discurso para causar insatisfação a ambientalistas.
Para o presidente, os que defendem investimentos em metrô e trens querem "que o pobre deixe a rua livre para eles".
Antes, em evento na Rocinha, no Rio, Lula prometeu uma plástica ao jovem Jailson Marinho Nunes, 15, com problema de lábio leporino.
"Vamos dar a esse moleque o direito de ser visto como todos nós. Se pode fazer uma plástica, por que a gente não faz para cuidar desse menino? Se fosse uma pessoa rica, já estava com a boca boa. Como é pobre, não está", disse Lula no palanque.
FIM

Sunday, March 07, 2010

A Hora é Agora

Excelente o artigo de FHC com o título acima (Estadão7/03), oferecendo-nos um horizonte rico de opções para avançarmos com muito trabalho e dignidade e não ficarmos olhando para trás e detendo-nos em discussões fúteis, como querem Dilma sobre o papel do Estado e Lula sobre o desempenho de seu governo face ao de FHC. O melhor resumo das funções do Estado é o lema adotado na chamada Segunda República francesa, em 1.848: Liberté, Égalité e Fraternité. Se o Estado brasileiro for eficiente e eficaz na busca da consecução dessa trilogia de forma equilibrada e harmoniosa, o povo brasileiro agradece penhoradamente. E somente marchando para frente podemos cantar nosso Hino Nacional e desfraldar nossa bandeira. E não fazer como um colega nosso no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva – CPOR de Curitiba, que sofria de algum distúrbio e movimentava suas pernas e braços em desarmonia com o pelotão. O apelido que carinhosamente lhe pusemos era PT, ou seja, Passo Triste.

Wednesday, March 03, 2010

Mercado Interno e Exportações

Em recente discurso feito em Sorocaba, a candidata Dilma procurou minimizar a importância das exportações face à pujança do mercado interno brasileiro, fator preponderante, sem dúvida, na incorporação do Brasil no chamado BRIC, bloco econômico que reúne Brasil, Rússia, Índia e China, em contraposição à defesa da indústria brasileira, feita por Serra, face à queda das exportações de manufaturados, Na realidade não existem mais no mundo globalizado mercados interno e externo separados, salvo na China e em países que não integram a OMC. Tarifas alfandegárias fora de padrões, subsídios às exportações, assim como práticas de “dumping” ou de barreiras não-alfandegárias podem ser denunciados e punidos. É bom saber, portanto, que nosso grande mercado interno, dependendo da taxa de câmbio, pode ser devorado pelos famintos chineses, por exemplo, que arbitram politicamente sua taxa de câmbio, apesar do governo Lula ter reconhecido a economia chinesa, como de mercado. Por outro lado, é nosso grande mercado que garante economias de escala à indústria brasileira para competir no exterior. O problema reside em que as demandas dos setores público e privado tendem a crescer acima da oferta possível, colocando em risco a estabilidade de preços. Infelizmente, o setor público brasileiro não reduz sua demanda e insiste em sua política de gastança e de endividamento, forçando o setor privado a reduzir sua demanda por meio de elevação da taxa de juros. Juros altos atraem moeda estrangeira, valorizam o real, reduzem as exportações e estimulam as importações. Resultado desse imbróglio: preços internos estáveis ao custo da indústria estrangeira tomar de assalto nosso mercado interno e destruir a capacidade de nossa indústria competir no país e no exterior. Recado aos dois candidatos à presidência: um bom projeto é reduzir o chamado Custo Brasil, começando pela modernização e enxugamento do setor público. Um choque de gestão que torne nosso Estado Forte. Capaz de regular e fiscalizar empresas privadas e, se necessário, induzir seus investimentos em certos setores, como afirmou o Presidente Lula, em recente entrevista (Estadão, 19/02) ao ser perguntado sobre o papel do Estado na economia, não obstante o dia-a-dia provar que isso não acontece na prática. Estado sem gorduras, eficiente e capaz de promover o Desenvolvimento Tecnológico e Social e melhorar substancialmente os setores de Educação, Saúde, Saneamento, Segurança, Infra-Estrutura e, acima de tudo, capaz de se regenerar, tornando a prática de corrupção uma execrável exceção, rapidamente punida. Resultado: os juros caem, a taxa de câmbio se acomoda em níveis compatíveis com o equilíbrio entre exportações e importações, e nossa indústria pode competir no país e no exterior em condições de igualdade, estimulando o crescimento e o emprego sustentáveis.

Tuesday, March 02, 2010

VEDETES E PARTIDOS

Ao invés dos partidos possuírem um projeto, ou pelo menos uma visão realista do que a nação brasileira necessita, a começar por uma profunda reforma política, e escolherem democraticamente seus candidatos a cargos eletivos, continuamos purgando o velho estilo da política brasileira: vedetes se manifestando e se movimentando no palco da política com frases de efeito sob os holofotes da mídia, pouco se importando com seus partidos políticos reféns de seus humores e desejos pessoais. E o que é mais triste. A maioria de nosso povo, que adora desfile de escolas de samba e de futebol, vibra com tiradas, dribles verbais e exibicionismo de passarela de nossos políticos, enterrando nossas esperanças de um dia contar com lideranças sérias, honestas e competentes no trato das necessidades de nosso sofrido povo.

Friday, February 26, 2010

TELEBRÁS

Em excelente artigo (Folha 26/02), o Dep. Eduardo Gomes argumenta ser desnecessária a reativação da Estatal Telebrás para implementar a política de universalização do acesso à internet via banda larga no Brasil e aponta com clareza e objetividade as inconveniências dessa medida cogitada pelo Governo Federal. Depois de ler esse artigo, confesso que manifestação do Presidente Lula de que o papel do governo no processo produtivo é "regular, fiscalizar e induzir", era somente para inglês ler. Salvo, se ele está implantando modelo de competição entre o Estado e empresas privadas, conforme outra manifestação sua na mesma entrevista (Estadão 19/2): “Se a gente não tiver uma empresa que tenha cacife de dizer se vocês não forem eu vou, a gente fica refém das manipulações das poucas empresas que querem disputar o mercado”. Seria interessante que o Governo Federal nos esclarecesse o que está realmente acontecendo no setor: estatização, pura e simples, ou se trata da política “se vocês não forem eu vou”. Afinal, foi assim que os Estados mais antigos e os modernos descobriram novas terras “em mares nunca dantes navegados” e foram para o espaço, também nunca antes navegado. Contudo, é bom lembrar do discurso do General Eisenhower (Farewell Speech, 1961), (http://www.youtube.com/watch?v=8y06NSBBRtY) chamando a atenção para o risco da democracia norte americana diante do complexo industrial-militar que se estruturou naquele País. Ou da fala de nosso Brigadeiro Eduardo Gomes, homônimo ou quem sabe parente do ilustre deputado acima citado, quando afirmava que o preço da democracia é a eterna vigilância. A estatização desnecessária ou a articulação da produção privada com o Estado por meio de mecanismos “por fora do mercado” são modelos certos para o enrijecimento das instituições democráticas e do processo produtivo, trazendo ineficiência generalizada e estimulando intervenções políticas arbitrárias que pioram a situação econômica e social da nação.

Sunday, February 21, 2010

Tarifa de Celular no Brasil- A segunda mais alta do mundo

Se não fossem as denúncias de nossa mídia, o escalpelamento dos consumidores brasileiros pelas grandes empresas seria completo. Os representantes eleitos pelo povo para criar leis e fiscalizar as ações do executivo somente se preocupam com a gangorra do poder, deixando-nos completamente indefesos. Executivo e legislativo não exigem da ANATEL que se estruture com pessoas altamente qualificadas nas áreas técnica e econômica e cumpra suas funções na defesa de competição saudável. Ao contrário, sua omissão estimula a inoperância que acaba reforçando a proposta do retorno da Telebrás. O presidente Lula usa e abusa da ignorância e infantilidade de nosso povo, gerando contradições entre o que diz e o que faz. Em entrevista dada a O Estado de São Paulo (19/2) brincou, dizendo que Estadão, somente o jornal, referindo-se à pergunta sobre “Por que mais Estado na economia“, tese do PT e de Dilma. E afirmou, em seguida, com todas as letras, que o papel do governo é regular, fiscalizar e induzir. Por que então ele não aplica sua receita, solicitando que a ANATEL regule, fiscalize e auxilie seu Governo na viabilização de projetos não-rentáveis e socialmente desejáveis sem necessidade do Estado ser empreendedor e gerenciador direto de serviços? Como conciliar a sua idéia sobre o papel do Estado com a ressurreição da Telebrás e a criação de uma “mega empresa de energia’? A resposta é dada por ele mesmo ao afirmar: “Se a gente não tiver uma empresa que tenha cacife de dizer SE VOCES NÃO FOREM, EU VOU, a gente fica refém das manipulações das poucas empresas que querem disputar o mercado”, ou seja, o Estado não regula, não fiscaliza e não induz, como afirmou acima. Age diretamente como empreendedor e realizador de obras, como diz depois. Numa simples frase transborda toda a filosofia sua, do PT e da candidata Dilma: Se vocês (empresários e investidores) não forem, nós vamos. É o fim da economia de mercado regulado, fiscalizado e induzido, já que o “mercado diabólico”, totalmente livre para escalpelar os consumidores é resultado da inoperância dos poderes executivo e legislativo em cobrar da ANATEL o cumprimento das funções para as quais foi criada. Entrega-se o mercado ao diabo, para exterminá-lo em seguida

Thursday, February 18, 2010

Temas da Campanha Presidencial

É surpreendente o descolamento da classe política das reais necessidades de nosso povo. Ninguém se sente seguro em nosso país. Pobres ou ricos, vivemos assustados e buscando nos proteger contra tudo e todos. A droga está tomando nosso povo de assalto, especialmente o CRACK que endoidece e mata, até os mendigos em farrapos que perambulam como zumbis pelas nossas ruas. O ensino fundamental continua péssimo. Estudantes que concluem o ensino médio, especialmente em escolas públicas, não conseguem trabalhar com números, porcentagens, juros, medidas de volume, de áreas e até mesmo lineares. Ler e entender o que leu, somente com muita dificuldade. Escrevem textos que são de fazer os pais, alfabetizados em outras épocas, chorarem de desgosto. O saneamento, a saúde pública, em que a nutrição e os esportes são fundamentais, caminham se arrastando, com prioridades mal fixadas e mal executadas. O transporte, particularmente de passageiros em áreas urbanas, continua péssimo e deve piorar ainda mais com congestionamentos e vícios de uso do espaço público pelos automóveis, cuja frota cresce assustadoramente e sem rumo. Habitação e uso do solo estão mal estruturados. Não obstante esses poucos exemplos de problemas atuais e urgentes, a pauta dos candidatos, tudo indica, irá se referir ao passado que foi palco das realizações feitas nas administrações de FHC e de Lula e que jamais serão alteradas ou contestadas em sua essência pelos atuais candidatos, como sejam, por exemplo, a manutençào do poder aquisitivo da moeda e a transferência de renda para os que não tem emprego ou que não têm condições de sobreviver sem ajuda pública (bolsa família, seguro desemprego, etc). Que tal, senhores candidatos, começar a discutir soluções objetivas para a segurança, educação, saúde, saneamento e habitação? E deixar a inflação e a transferência de renda como conquistas que podem e devem ser aprimoradas, por qualquer candidato? Comparar as administrações de FHC e Lula, como tema da campanha, seria uma forma de ilusionismo e mistificação própria de políticos alienados ou safados que não querem enfrentar o debate dos problemas de nosso dia-a-dia que nos avilta e maltrata. Afinal, a disputa eleitoral não é de FHC com Lula, hoje com popularidade imbatível. É entre sua afilhada política Dilma, que recentemente entrou no PT e somente agora começa a falar sem monitoramento, e José Serra, ex-ministro de FHC que já é conhecido pelos eleitores de longa data. Por último, afirmo que o candidato que merecerá meu voto será aquele que mostrar qualificação, motivação e condições de usar o inflado poder do executivo nacional na liderança de reformas políticas e no judiciário que afastem, de vez, a politicagem e a prática de desvios de recursos públicos. Nós, brasileiros que pagamos impostos, bem como os que não pagam porque o País não lhes ofereceu oportunidades de sair da miséria e pobreza, não aguentamos mais ver sorrisos de trambiqueiros em nossa mídia. A náusea que isso nos causa parece não ter fim: mensaleiros, propineiros e trambiqueiros juntos com políticos corrompidos e com fornecedores sem ética que os alimentam com dinheiro público resultante de sobrepreços, devem pagar pelos crimes. E somente serem absolvidos quando devolverem até o último tostão que roubaram. Não basta cumprir pena e sair rico da cadeia.

Monday, February 15, 2010

VENEZUELA

O discurso do PT para convencer uma oposição despreparada a aprovar a entrada desse País no MERCOSU foi de que os governos passam e os países ficam. Na Rússia, passaram-se 74 anos entre Lênin e Gobarchev; em Cuba, já se foram quase 50 anos e o socialismo continua; e na Venezuela, a implantação do socialismo bolivariano, com citação tropicalizada da “mais valia” de Marx, começou agora sob a batuta de Chávez e ninguém sabe quanto tempo isso vai durar. Não teria sido mais prudente esperar? Quem sabe o Senado paraguaio tenha mais juízo e não aprove, ainda, a entrada da Venezuela com sua economia regulada pelo arbítrio de Hugo Chávez que seguramente implodirá o moribundo MERCOSUL.

Saturday, February 13, 2010

Arruda

"Não matei, não roubei e não desviei recursos públicos", foi assim que o atual Governador do DF, Roberto Arruda, então senador eleito pelo PP de Roriz, em 94, e embarcado, em 1.995, como novo membro do PSDB no trem da vitória de FHC, despediu-se de seus colegas, em 2.001, para não correr o risco de ser cassado por falta de decoro parlamentar. Sua participação na espionagem praticada por ACM no painel eletrônico do Senado tornou-se pública, depois dele ter negado veementemente seu envolvimento, obrigando-o a admiti-la em discurso de despedida. Fui um dos expectadores de sua atuação dramática, lacrimosa, intensa e emocionante. Graças às lágrimas, ou à falta de memória e ignorância dos eleitores, ou ao reatamento de sua “amizade” com Roriz, ele foi eleito deputado federal pelo DEM, já em 2.002, sendo o mais votado entre os demais representantes do Distrito Federal no Congresso Nacional. Em 2.006, ele se elege governador do DF, e Paulo Otávio, seu vice, para felicidade e gáudio do DEM. Com as pesadas e bem documentadas acusações da PF sobre desvio de recursos públicos e recebimento de propinas, pergunto-me se a dose dupla se repetirá: primeiro, nega, o que já aconteceu; depois, admite o crime com choro e vela e renuncia ao cargo para evitar o “impeachment”, garantindo sua eleição para Deputado Federal no próximo ano. Se isso acontecer, sua célebre frase será mais curta e incisiva: “Não matei”. Aliás, esse novo bordão deveria ser escrito em medalha de condecoração a ser ostentada no peito varonil dos demais mensaleiros e propineiros que infestam mortalmente nossas instituições democráticas. Afinal, nosso País não é uma republiqueta e pode se orgulhar de não ter assassinos em seus quadros políticos e nos altos escalões da administração pública. Quanto aos demais desvios de caráter e conduta são herança cultural e histórica que somente se extinguirão quando se proceder profunda reforma política e substituição maciça de políticos “viciados” que emporcalham os partidos políticos, sendo que muitos deles deveriam simplesmente ser extintos.

Monday, February 08, 2010

Brasil no Conselho de Segurança da ONU

Finalmente, alguém foi franco e direto sobre a escolha já feita dos caças Rafale da França. Em resposta à pergunta de Samy Adghirni (Folha, 8/2) ao Embaixador Francês no Brasil, Yves Saint-Geours, como ele reagira “ao relatório de avaliação técnica da FAB que colocou o Rafale na última colocação entre os concorrentes”, ele disse que se tratava de informações da imprensa e que não se deixou levar por isso, afirmando: “É claro que o assunto foi muito comentado do lado francês, mas nem por isso peguei minha bengala e meu chapéu para ir cobrar explicações (sic) do governo brasileiro”. Mais adiante, em resposta a outra pergunta explicou: “Os críticos dizem que nessa parceria um ganha, enquanto o outro desembolsa. Isso não é verdade... Os dois lados ganham. Além disso, essa parceria tem um custo para a França.” “Que custo?”, perguntou o repórter. A resposta foi direta: “Seria muito mais fácil para nós se disséssemos que apoiamos o ingresso de um país latino-americano como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU sem dizer quem é nosso candidato”, referindo-se, obviamente, ao Brasil. Trocando em miúdos (ou em graúdos), gastaremos dezenas de bilhões de reais a mais na compra de navios, submarino nuclear e caças, sem esquecer a escolha, sem licitação, da empresa empreiteira Odebrecht como parceira, feita por empresa estatal francesa para participar de construções e montagens no Brasil. O objetivo estratégico perseguido por Lula, Garcia e Amorim é a França apoiar, explicitamente, nosso ingresso no Conselho de Segurança da ONU. Enquanto isso, nossas autoridades continuam postergando a decisão final da compra dos caças Rafale, já acertada com a França. Qualquer semelhança com as manobras de nossas novelas é mera coincidência. Recomendo ao Embaixador Saint-Geours que tenha paciência e aguarde o final feliz. Enquanto isso, por mera precaução, deixe sua bengala e chapéu à vista.

Saturday, February 06, 2010

BRASIL SA

"Não queremos estatizar por estatizar. As empresas privadas não fizeram sua parte e o governo vai mostrar que tem bala na agulha, porque senão ninguém quer fazer nada para pobre neste país."
Foi isso que Lula disse na inauguração de fábrica estatal de semicondutores, CEITEC S A, ontem, em Porto Alegre. São duas afirmações com críticas implícitas que merecem respostas: a primeira, que a iniciativa privada se omitiu ao não fabricar semicondutores em nosso País;e, a segunda que se não estiver com “bala na agulha” para substituir a empresa privada na produção “ninguém quer fazer nada para pobre neste País”. Com relação ao uso de um “balaço na agulha” de R$ 400 milhões na CEITEC SA, cabe às entidades que congregam empresários e investidores privados responder por que o setor privado se omitiu. Sobre o segundo questionamento, o presidente Lula está cansado de saber que pobre sem dinheiro, por definição, não pode comprar nada daquilo que necessita. Nesse caso, cabe ao setor público, que se apropria de 40% do PIB nacional por meio de impostos, prover o mínimo para a sobrevivência de nosso povo, seja em serviços públicos universais gratuitos e de boa qualidade (saúde, segurança, educação, saneamento), seja em dinheiro, como já é feito pelo Bolsa Família. Albergues e outras instituições públicas e privadas assumem, também, a guarda da pessoa necessitada, oferecendo-lhe abrigo, alimentos, roupas e outros produtos e serviços diretamente. Imagino que Lula se refere a estes dois casos quando diz que “ninguém quer fazer nada para pobre neste País”. Realmente, nossa elite poderia ser mais caridosa. Principalmente, quando ela envolve políticos, servidores e fornecedores privados, organizados em quadrilha, para desviar dinheiro público por meio de mutretas milionárias. Quando o fazem, não demonstram dó ou piedade dos mais pobres, não devolvem o dinheiro roubado e permanecem impunes. A prioridade, perdoe-me o Presidente Lula, não é o governo ficar com “bala na agulha” para substituir empresas privadas na produção de petróleo do pré-sal, na construção e operação direta de aeroportos, no subsídio a Trem de Alta Velocidade, por exemplo. A “bala na agulha” deveria ser usada contra os que desviam recursos públicos para debaixo de suas roupas íntimas. ou para fins lícitos, porém, de baixa prioridade econômica e social. Ninguém deve ou deveria morrer de fome ou por falta de serviços públicos decentes. E ninguém, tampouco, deve ou deveria sobreviver e passar a vida como pessoa ignorante e desprovida de conhecimento suficiente para exercer uma profissão com eficácia e dignidade, por falta de boa educação pública. Termino esta nota como um vizinho meu costuma responder a críticas que lhe fazem: “cuide de sua casa, que da minha cuido eu!”

Tuesday, January 26, 2010

França-Brasil-Estados Unidos

Artigo da redação da Folha (26/01) sobre ato de Hugo Chávez contra a liberdade de imprensa informa que “o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Philip Crowley, voltou a criticar a suspensão dos canais, o que também foi feito pela SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) e pelo governo francês.” E, logo adiante, a opinião de Dilma Rousseff: "Não cabe a mim criticar ou não. Se ele [Chávez] faz isso, é em função da problemática dele. O governo Lula jamais pensou em controlar a mídia", Deixando de lado o fato de que a problemática não é “dele” e sim do povo venezuelano, pensávamos que a Aliança Estratégica com a França, tão citada para justificar o mega negócio de compra de materiais e equipamentos militares naquele País, contemplasse, também, o relacionamento do Brasil com seus vizinhos. O que parece, no entanto, é que ela não existe ou, na realidade, é um subproduto de aliança estratégica de fato da França com os Estados Unidos que vem desde a sua independência, até hoje, na luta pela liberdade. Se a nossa defesa também é pela liberdade de nosso País porque não comprar os caças recomendados pelo Comando da Aeronáutica que são os mais baratos? E com os recursos da diferença de preços entre os caças franceses e os suecos acelerar os investimentos federais em saneamento, libertando nosso povo da miséria e das doenças?

Sunday, January 24, 2010

MAÇÃ DE TEMER

Segundo reportagem de Simionato (Folha de 24/01), Michel Temer, ao discursar em comício de Rio Claro, SP, fez referência a uma passagem bíblica para elogiar Dilma:"Ela já nos levou ao paraíso administrativamente e agora nos levará politicamente ao paraíso". "A mulher não nos expulsou do paraíso, ela nos levou ao paraíso." Espero que não seja extraída do Gênesis em que a mulher orientada pela serpente comeu da árvore do conhecimento do bem e do mal, tendo levado o homem a fazer o mesmo e obrigando a Deus a expulsá-los do Eden. Realmente, ela não nos expulsou do paraíso. Tampouco, ela nos levou ou nos levará ao paraíso, seja administrativa ou políticamente. Qual a relação do PAC com o paraíso? PACTANTABAJULAÇÃO, deputado Temer? Deixe a Bíblia fora da eleição. Sua vaga para vice na chapa de Dilma já está garantida.
POMO DE ADAMS

Entalou no meu gogó a opinião manifestada pelo advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, de que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está antecipando a disputa eleitoral prevista para iniciar em meados deste ano. O apoio dele à Dilma Rousseff, de forma aberta, insistente e, até chata, desde 2.008, quando a escolheu para ser sua sucessora, não perdendo uma oportunidade sequer para provocar seus prováveis adversários e enaltecer as qualidades de Dilma para dar continuidade a suas políticas, é considerado normal pelo Dr. Adams. Posso afirmar, contudo, que nas dez eleições democráticas que presenciei nos últimos 65 anos, “nunca antes neste País” houve tamanha antecipação do processo eleitoral e tanta “energia” nele gasta, a ponto de gerar um verdadeiro tornado que suga e destrói indagações e interpretações apartidárias e sérias sobre o futuro desejado pelo nosso povo. Tudo hoje está contido nos limites da disputa eleitoral entre Dilma e seu futuro adversário. Todavia, mais do que grandes obras e prestígio no cenário internacional, necessitamos, também, superar a crise ética e moral na qual sempre estivemos imersos. Somente estadistas, hoje asfixiados pelo oportunismo e pela demagogia prevalecentes, podem liderar uma discussão apartidária de políticas e programas de longo prazo destinados a aprimorar valores que dêem sustentação a novos hábitos e costumes civilizados em nosso País. Ao contrário, nesse clima de “já ganhei”, temos recebido fortes estímulos para degradar, ainda mais, nossos valores, por meio de exemplos de políticos mensaleiros e propineiros que operam em quadrilhas ao estilo do crime organizado. Corruptos e corruptores conseguem se apropriar de recursos públicos, quase sempre impunemente. A maneira chula e insidiosa como isso tem acontecido ultrapassou a nossa imaginação de cidadão responsável. A indignação de nossos eleitores, porém, é limitada, seja porque os escândalos se sucedem a ponto de tornar-nos indiferentes, seja porque a maioria dos que votam é constituída de analfabetos funcionais e ignorantes que não conseguem acompanhar e interpretar corretamente as notícias veiculadas pela mídia. Sem falar naqueles que vendem seus votos para tirar algum proveito pessoal das eleições, já que política para eles é sinônimo de ladroagem.

Monday, January 18, 2010

CIMEIRA OU CIUMEIRA

A urgência do salvamento de vidas no Haiti salta à vista. Todas as autoridades brasileiras envolvidas diretamente no projeto de pacificação do Haiti estavam seriamente preocupadas pela falta de coordenação da ajuda internacional. Os EUA entraram com tudo para participar dessa tarefa humanitária. O Brasil e a França, em sua Aliança Estratégica de gabinete, que ainda não foi revelada para nossa população, manifestaram-se ao estilo de seus líderes: Sarkozy, pedindo uma reunião de cúpula; e Amorim, denunciando risco de assistencialismo unilateral na ação americana. Sem realizar plebiscito no Haiti, consigo ouvir o clamor dos sobreviventes: “Sem cimeira e ciumeira! Brasil e EUA unam-se e nos salvem da morte e da miséria!”. Finalmente, uniram-se. Aí está a Aliança Estratégica que os povos da América Latina e África, inclusive o nosso, estão aguardando. Mais tranquilos, enquanto se faz de tudo para resgatar vidas, podemos esperar as conclusões da reunião do Conselho de Segurança da ONU para tratar da tragédia haitiana. São fatos que se articulam em cenários de longo prazo que dão origem a alianças estratégicas. E não elucubrações ideológicas sobre a realidade que levam a confrontos desnecessários.

Saturday, January 09, 2010

Aliança Estratégica?

A entidade mais qualificada para se manifestar sobre a importação de caças para a defesa de nosso país, o Comando da Aeronáutica do Ministério da Defesa, depois de detalhada avaliação comparativa entre as propostas americana, francesa e sueca, optou pela oferta dos suecos. O Presidente Lula, muito antes dessa conclusão, antecipou publicamente sua preferência pelos caças franceses porque a França e o Brasil estão unidos em Aliança Estratégica. No início, Lula justificava sua opção com o argumento da transferência irrestrita de tecnologia de produção a ponto do Brasil poder dividir o mercado mundial com a empresa Dassault, fabricante dos caças, podendo exportá-los para a América Latina. Na realidade iria dividir um mercado que não existe, pois a Dassault não foi capaz, ainda, de exportar seus caças Rafale projetados faz vinte anos (Andrei Netto em Estadão de 7/9). Por outro lado, a oferta dos Suecos mesmo sob esse aspecto é melhor e conta com o apoio e a experiência da EMBRAER que teve sucesso na exportação de aviões de caça desenvolvidos e fabricados em consórcio com empresa italiana: os célebres AMX ou A-1 que prestam serviços desde meados da década dos 80. Permanece, porém, como fator decisivo a tal Aliança Estratégica que já nos impôs a escolha, sem licitação, da empreiteira Odebrecht feita por empresa estatal francesa para construírem juntas (joint venture) um estaleiro no Estado do Rio e a montagem de quatro submarinos convencionais e um nuclear. Agora, com o objetivo de buscar apoio político à sua escolha dos caças Rafale o Presidente Lula pretende recorrer ao Congresso Nacional que, seguramente, fará valer sua escolha soberana e não a da Aeronáutica. Nós, simples cidadãos, gostaríamos de saber mais sobre essa tão falada Aliança Estratégica com a França que nos custará bilhões de reais a mais. Afinal, não fica bem para dois países importantes como o Brasil e a França se envolverem numa transação bilionária, de 20 anos de duração, que possa alimentar dúvidas na opinião pública de ambos os países sobre o desenvolvimento de equipamentos para defesa nacional mais dispendiosos do que o necessário. Na prática isso representaria um desvio de recursos que poderiam ser empregados no combate à fome e à miséria e, principalmente, na melhoria estratégica da qualidade dos ensinos fundamental e profissionalizante que libertarão nossa população pobre dos grilhões da ignorância.

Tuesday, December 29, 2009

“Caiu o Sistema”

Há poucas décadas atrás, ninguém sabia do que se tratava essa queda. Era comum se falar em queda de raio, de chuva, de árvores, de pontes, mas de sistema, ninguém ouvira falar. Pior, ainda hoje, sabemos pouco a respeito dele. Ansiosos e angustiados esperamos que o sistema se restabeleça logo. Muitas vezes, a empresa nos informa, gentilmente, quando ele voltará. Quase ninguém tem interesse em saber se é um problema da empresa ou de um serviço utilizado por ela. Por outro lado, nenhuma organização deseja esclarecer o problema havido e assumir a responsabilidade por falha em seu sistema operacional. É melhor deixar a coisa no ar, como se fosse um “diabo ex-machina” da tragédia moderna que surge do nada para punir os usuários do sistema que caiu. Sempre pergunto às jovens atendentes de grandes empresas, como bancos e telefonia celular, por exemplo, se o sistema “caiu” devido a falhas internas. Elas atônitas me olham como se eu fosse um extraterrestre, e respondem como papagaios treinados: “o sistema caiu; nada podemos fazer enquanto ele não voltar”. Seria interessante que as agências governamentais, supervisoras de serviços de bancos, de empresas de telefonia celular, e outros de grande uso pela população, criassem indicadores de tempo de interrupção de seus sistemas operacionais, como já se adotam no setor de energia elétrica, a fim de o consumidor compará-los entre si antes de contratar seus serviços. Não sei se sou azarado, ou se realmente as empresas de telefonia celular possuem péssimos sistemas operacionais: sempre “caem” e mesmo quando estão funcionando, costumam interromper quando se está no meio de escolhas entre múltiplos caminhos, apertando número e mais número escolhidos em diversas séries que se sucedem, na esperança de se obter alguma orientação ou resposta gravada. O processo cansativo e tenso, muitas vezes não se completa, ou porque não identificamos o número correto, ou simplesmente porque se interrompe com o som de linha ocupada. A “via crucis” parece terminar quando finalmente ouvimos a frase salvadora (muitas empresas já eliminaram esse alívio): “aperte o número tal para falar com uma de nossas atendentes”. Nesse momento, a paranóia pode se desencadear em nossa mente com a nítida impressão que existe uma conspiração particular contra a gente: é quando, depois de muitos e muitos minutos de espera da voz humana, a ligação cai e temos de repetir todo o processo. Se as Agências reguladoras não conseguirem nos entender e nos ajudar, ainda resta a esperança que um “deus ex-machina” surja e afaste o “diabo” que perverteu nossos sistemas, deixando-os cair.

Sunday, December 27, 2009

DILMA ROUSSEFF

Como raramente se apresenta sem Lula ao lado, para conhecê-la, resta-nos a imaginação. Para mim é a tecnocrata dos números e da lógica marxista enraizada na luta de classes. Ao contrário dos políticos que mentem e mistificam por cultura e tradição, e logo adiante mudam suas versões, ela aprendeu a mentir na dureza da ditadura militar, usando vários nomes e utilizando todas as diatribes possíveis e impossíveis para não ser descoberta pelos militares e sofrer na carne as conseqüências disso. Suas mentiras são definitivas e doloridas. Também, ao contrário dos políticos, ela aprendeu a não perdoar a traição, pois sua integridade física estava em jogo. Para Lula, a grande empresa é o ambiente de grandes jogadas entre trabalhadores e dirigentes, em que aqueles buscam maximizar seus salários, sem por em risco seu emprego e a sobrevivência da empresa em que trabalham. A negociação é a coluna de sustentação do sindicalismo de Lula. A eliminação da expansão do capital privado, especialmente estrangeiro, e sua substituição pela estatização dos investimentos formam a coluna mestra de Dilma, que não comia pizza, não tomava cerveja e tampouco andava de automóvel durante a ditadura, nos privilegiados municípios do ABC. Ao contrário de um Lula da paz e amor que diz e se desdiz, rindo com simpatia e olhar de quem está de bem com a vida, teremos uma Dilma ao estilo de Margaret Thacher, ainda que ideologicamente ao avesso. Pouco riso, muito trabalho e pressão violenta para conseguir seus objetivos. Não é por acaso que aquela se identificou com a imagem da Dama de Ferro ao conseguir liberalizar a economia inglesa engessada pelo estatismo do Partido dos Trabalhadores. E Dilma deseja percorrer o caminho inverso: ser lembrada como a que resgatou as bandeiras nacionalista de Brizola e socialista do PT, conseguindo engessar nossa economia, de novo, com pesadas e poderosas empresas estatais. Vamos ver como nosso País reagirá à verdadeira Dilma que Lula insiste em esconder com o bordão de “Mãe do PAC”. Do brasileiro, obviamente, já que o PAC italiano, de Césare Battisti, Proletários Armados pelo Comunismo, seria um desastre eleitoral para Dilma. O sistema de bancos privados merecerá a “atenção especial” dela no primeiro mandato, se eleita. No segundo, se houver, caso Lula não seja resgatado pelos bancos, será a vez da indústria que ainda mama no governo, particularmente as empreiteiras de grandes obras. Espero que este texto seja mera fantasia de quem somente conhece Dilma Vana Rousseff como “mãe do PAC” e filha política de Lula.